Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Governo inicia reuniões com setores sobre tarifas dos EUA impactando exportações

Governo inicia reuniões com setores produtivos para discutir tarifaço dos EUA.

21/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h50
Governo inicia reuniões com setores sobre tarifas dos EUA impactando exportações

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa a se reunir nesta terça-feira (21) com representantes do setor produtivo para discutir o tarifaço de 25% dos Estados Unidos contra o Brasil. Essas reuniões visam apresentar aos empresários as ações iniciais a serem adotadas pelo governo, além de receber ponderações dos setores e ajustar a resposta às tarifas.

Entre as primeiras entidades a serem recebidas estão a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), Abmaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) e Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos).

Publicidade

A resposta do governo brasileiro ocorrerá em pelo menos duas frentes, que serão debatidas durante as reuniões: a busca por novos mercados para os produtos afetados pelas tarifas e o anúncio de um pacote de socorro às empresas impactadas, que será uma nova edição do Plano Brasil Soberano.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, será o responsável por conduzir as tratativas.

O Palácio do Planalto busca alternativas especialmente por avaliar que não há espaço para negociar o tarifaço com os Estados Unidos até as eleições de 2026. Auxiliares de Lula acreditam que a Casa Branca só voltará a se engajar nas tratativas após o pleito no Brasil, independentemente do candidato eleito.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

O novo tarifaço dos Estados Unidos deve impactar 18% das exportações brasileiras para o país norte-americano, segundo cálculos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). De acordo com a pasta, 57% da pauta exportadora para os EUA permanece isenta, enquanto cerca de 24% são afetados por outro regime tarifário, relacionado à investigação sobre as vendas de aço e alumínio para o país.

A Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) anunciou que reservou R$ 130 milhões para diversificar os mercados de exportação do Brasil após a implementação das sobretaxas. O presidente da Apex Brasil, Laudemir Müller, informou que uma das ações será custear viagens de empresários de outros países ao Brasil para negociar e fechar contratos com empresas brasileiras.

Müller destacou que a iniciativa de diversificação de mercados focará, principalmente, na União Europeia, devido ao acordo de livre comércio em vigor com o Mercosul. Além dos países europeus, a estratégia também se concentrará na Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) e em nações da Ásia Central, como Uzbequistão e Cazaquistão.

Publicidade

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa a se reunir nesta terça-feira (21) com representantes do setor produtivo para discutir o tarifaço de 25% dos Estados Unidos contra o Brasil. Essas reuniões visam apresentar aos empresários as ações iniciais a serem adotadas pelo governo, além de receber ponderações dos setores e ajustar a resposta às tarifas.

Entre as primeiras entidades a serem recebidas estão a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), Abmaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) e Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos).

A resposta do governo brasileiro ocorrerá em pelo menos duas frentes, que serão debatidas durante as reuniões: a busca por novos mercados para os produtos afetados pelas tarifas e o anúncio de um pacote de socorro às empresas impactadas, que será uma nova edição do Plano Brasil Soberano.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, será o responsável por conduzir as tratativas.

O Palácio do Planalto busca alternativas especialmente por avaliar que não há espaço para negociar o tarifaço com os Estados Unidos até as eleições de 2026. Auxiliares de Lula acreditam que a Casa Branca só voltará a se engajar nas tratativas após o pleito no Brasil, independentemente do candidato eleito.

O novo tarifaço dos Estados Unidos deve impactar 18% das exportações brasileiras para o país norte-americano, segundo cálculos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). De acordo com a pasta, 57% da pauta exportadora para os EUA permanece isenta, enquanto cerca de 24% são afetados por outro regime tarifário, relacionado à investigação sobre as vendas de aço e alumínio para o país.

A Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) anunciou que reservou R$ 130 milhões para diversificar os mercados de exportação do Brasil após a implementação das sobretaxas. O presidente da Apex Brasil, Laudemir Müller, informou que uma das ações será custear viagens de empresários de outros países ao Brasil para negociar e fechar contratos com empresas brasileiras.

Müller destacou que a iniciativa de diversificação de mercados focará, principalmente, na União Europeia, devido ao acordo de livre comércio em vigor com o Mercosul. Além dos países europeus, a estratégia também se concentrará na Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) e em nações da Ásia Central, como Uzbequistão e Cazaquistão.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA