Um bebê de um mês, que foi dado como morto na Santa Casa de Rio Claro, no interior de São Paulo, voltou a apresentar sinais vitais duas horas após a declaração de óbito. O caso de Noah Gabriel da Cruz Santos, que sofreu uma parada cardiorrespiratória na última quarta-feira (15/7), chamou atenção após a confirmação da morte pelos médicos.
Uma agente funerária, que se dirigiu à unidade para recolher o corpo do recém-nascido, notou a movimentação do bebê dentro do saco funerário. A mãe de Noah, Letícia Cristina da Cruz Santos, relatou que, ao ser informada da situação, ficou sem reação e em êxtase:
.“Estamos sem reação, em êxtase. Só contemplando nosso milagre e crendo na obra por completo”
A família não acredita em negligência médica e defendeu a equipe que atendeu Noah. Letícia afirmou que ela e o marido presenciaram o momento em que o filho foi declarado sem vida, ressaltando a cor roxa da pele do bebê:
. A mãe destacou que Noah foi bem atendido durante os 32 dias em que esteve internado.“Eu vi a hora do acontecido. Como a doutora ficou e o quanto ela lutou para tentar reanimar ele”
Em suas redes sociais, Letícia descreveu o ocorrido como um verdadeiro “milagre”:
.“Às vezes eu acho que a gente está sonhando. Nós [estamos] contemplando a grandeza de Deus e admirando nosso guerreiro que continua lutando para ficar bem”
A agente funerária Regina Célia Paschoal também comentou sobre o episódio em entrevista à EPTV, relatando que percebeu a movimentação dentro do saco:
.“Abri e o neném começou a se mexer mais ainda, fazia um barulho, que ele queria respirar”
A Santa Casa de Rio Claro emitiu uma nota afirmando que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos. A instituição enfatizou que não houve falhas no atendimento e classificou o episódio como um “acontecimento extraordinário”. Segundo a nota, a médica responsável possui 14 anos de experiência em neonatologia e as manobras de reanimação foram conduzidas por aproximadamente 45 minutos.
“Cerca de duas horas após a constatação do óbito, o responsável indicado pela família percebeu a presença de sinais vitais e imediatamente acionou a equipe hospitalar. N.G.C.S foi prontamente reavaliado, readmitido na UTI Neonatal e recebeu todos os cuidados intensivos necessários”, informou a Santa Casa.
Noah nasceu prematuro e foi diagnosticado com fenda palatina, uma condição que pode afetar a alimentação, fala e desenvolvimento dentário. Após ser reanimado, o bebê foi transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da Universidade de São Paulo (USP), em Bauru, onde passará por um procedimento cirúrgico.


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