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Economia

Exportações de vinho brasileiro caem 39,6% para os EUA em 2026

Exportações de vinho brasileiro para os EUA caem 39,6% no primeiro semestre de 2026.

22/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 19h08
Exportações de vinho brasileiro caem 39,6% para os EUA em 2026

No primeiro semestre de 2026, as exportações de vinho brasileiro para os Estados Unidos apresentaram uma queda significativa de 39,6%, conforme dados da Comex Stat, órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Este retrocesso é notável quando comparado ao mesmo período do ano anterior, em que as vendas alcançaram US$ 750,9 mil, caindo para US$ 453,9 mil, resultando em uma redução de aproximadamente US$ 297 mil.

A diminuição das exportações é atribuída à implementação de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que foram anunciadas ao longo de 2025 e ampliadas neste ano. O mercado norte-americano, considerado estratégico para as vinícolas brasileiras, é o maior importador de vinhos do mundo e abriga consumidores com maior poder aquisitivo, sendo visto como uma vitrine para a consolidação do vinho brasileiro no exterior.

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No entanto, especialistas e produtores reconhecem que esse mercado é um dos mais competitivos, caracterizado por regras estaduais específicas para a comercialização e por uma desaceleração no consumo da bebida. A vinícola Salton relatou que também sentiu os impactos do novo cenário tarifário. Historicamente, os Estados Unidos figuraram entre os principais mercados internacionais da empresa, que mantém presença em grandes redes de varejo, como Total Wine e Fogo de Chão.

Em resposta às novas restrições comerciais, a Salton acelerou sua estratégia de diversificação internacional, ampliando sua atuação para mercados como China, Maldivas, países africanos e, mais recentemente, Filipinas. A vinícola também revisou suas rotas logísticas e adotou mecanismos de proteção cambial para manter a competitividade. Nos últimos seis anos, a empresa informou ter exportado mais de 6 milhões de garrafas.

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A Miolo, outra importante exportadora do setor, também está avaliando a situação com cautela. A vinícola destaca que, apesar das incertezas provocadas pelas tarifas, os Estados Unidos continuam sendo o maior mercado importador de vinhos do mundo, com um potencial de crescimento elevado. Entretanto, a complexidade do mercado americano, que opera sob um sistema de ‘três níveis’ envolvendo importadores, distribuidores e varejistas, e a retração global no consumo de vinhos, complicam o planejamento estratégico a longo prazo.

Lucio Motta, Export Manager da Miolo Wine Group, ressaltou que o aumento das tarifas exige uma reavaliação das políticas de preços e gera insegurança para importadores e novos parceiros comerciais. Apesar dos desafios, a Miolo está mantendo novos investimentos para consolidar sua marca nos Estados Unidos e recentemente iniciou uma nova parceria de distribuição na Costa Oeste, com expansão prevista para estados como Massachusetts, Nova York, Nova Jersey e Flórida. Contudo, o novo tarifaço de 2026 obrigará a empresa a renegociar sua atuação no mercado.

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No primeiro semestre de 2026, as exportações de vinho brasileiro para os Estados Unidos apresentaram uma queda significativa de 39,6%, conforme dados da Comex Stat, órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Este retrocesso é notável quando comparado ao mesmo período do ano anterior, em que as vendas alcançaram US$ 750,9 mil, caindo para US$ 453,9 mil, resultando em uma redução de aproximadamente US$ 297 mil.

A diminuição das exportações é atribuída à implementação de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que foram anunciadas ao longo de 2025 e ampliadas neste ano. O mercado norte-americano, considerado estratégico para as vinícolas brasileiras, é o maior importador de vinhos do mundo e abriga consumidores com maior poder aquisitivo, sendo visto como uma vitrine para a consolidação do vinho brasileiro no exterior.

No entanto, especialistas e produtores reconhecem que esse mercado é um dos mais competitivos, caracterizado por regras estaduais específicas para a comercialização e por uma desaceleração no consumo da bebida. A vinícola Salton relatou que também sentiu os impactos do novo cenário tarifário. Historicamente, os Estados Unidos figuraram entre os principais mercados internacionais da empresa, que mantém presença em grandes redes de varejo, como Total Wine e Fogo de Chão.

Em resposta às novas restrições comerciais, a Salton acelerou sua estratégia de diversificação internacional, ampliando sua atuação para mercados como China, Maldivas, países africanos e, mais recentemente, Filipinas. A vinícola também revisou suas rotas logísticas e adotou mecanismos de proteção cambial para manter a competitividade. Nos últimos seis anos, a empresa informou ter exportado mais de 6 milhões de garrafas.

A Miolo, outra importante exportadora do setor, também está avaliando a situação com cautela. A vinícola destaca que, apesar das incertezas provocadas pelas tarifas, os Estados Unidos continuam sendo o maior mercado importador de vinhos do mundo, com um potencial de crescimento elevado. Entretanto, a complexidade do mercado americano, que opera sob um sistema de ‘três níveis’ envolvendo importadores, distribuidores e varejistas, e a retração global no consumo de vinhos, complicam o planejamento estratégico a longo prazo.

Lucio Motta, Export Manager da Miolo Wine Group, ressaltou que o aumento das tarifas exige uma reavaliação das políticas de preços e gera insegurança para importadores e novos parceiros comerciais. Apesar dos desafios, a Miolo está mantendo novos investimentos para consolidar sua marca nos Estados Unidos e recentemente iniciou uma nova parceria de distribuição na Costa Oeste, com expansão prevista para estados como Massachusetts, Nova York, Nova Jersey e Flórida. Contudo, o novo tarifaço de 2026 obrigará a empresa a renegociar sua atuação no mercado.

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