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Saúde

Novo teste identifica superbactérias no intestino de pacientes em UTIs

Pesquisadores desenvolveram teste rápido para identificar superbactérias em UTIs.

22/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 19h21
Novo teste identifica superbactérias no intestino de pacientes em UTIs

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e do Hospital das Clínicas desenvolveram um teste rápido e de baixo custo capaz de identificar superbactérias no intestino de pacientes internados em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva).

De acordo com o estudo, a técnica, que funciona de forma semelhante aos testes imunocromatográficos, popularmente vistos em farmácias para gravidez ou Covid-19, reduz o tempo de diagnóstico bacteriano de 60 para 6 horas. No método tradicional, após cultivar as bactérias em laboratório, o resultado do diagnóstico demora cerca de dois a três dias para ser liberado. Além disso, os pacientes precisam ficar em isolamento preventivo individual e utilizar aventais e luvas descartáveis para evitar o contágio.

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Os pesquisadores ressaltam que a técnica atual leva a um desperdício massivo de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), sobrecarrega as equipes de enfermagem e gera estresse nos pacientes. Existe também a alternativa de testes genéticos moleculares, que são rápidos e precisos, mas caros e exigem equipamentos complexos, dificultando a adoção desse método em muitos hospitais públicos.

Segundo Matias Chiarastelli Salomão, professor colaborador da FMUSP e um dos autores do projeto, o novo teste representa uma democratização do controle da infecção. “Ele oferece a velocidade de um teste molecular caro, mas por uma fração do preço e sem necessidade de máquinas complexas. Isso abre as portas para que qualquer hospital público ou laboratório com recursos limitados no Brasil e no mundo consiga identificar pacientes portadores de forma precoce, economize recursos retirando isolamentos desnecessários e proteja os pacientes internados”, afirma o professor.

O trabalho foi realizado em parceria com instituições internacionais e publicado nas revistas científicas Journal of Hospital Infection, Microbiology Spectrum e Brazilian Journal of Infectious Diseases.

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As superbactérias são classificadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como ERC (Enterobactérias Resistentes a Carbapenêmicos) e são consideradas uma das ameaças globais à saúde humana. Essas bactérias desenvolvem resistência a antibióticos potentes, conhecidos como carbapenêmicos, devido à produção de enzimas destruidoras de medicamentos, as carbapenemases.

Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), as superbactérias podem surgir a partir de medidas inadequadas, como tratamento maior ou menor que o recomendado, uso de antibióticos para doenças que não são infecções bacterianas e uso inadequado de antibióticos na área veterinária.

Infecções generalizadas causadas pelas ERC registram quase 64% da taxa de mortalidade. A pesquisa não descarta a necessidade de isolamento e a atenção às medidas de prevenção para o cultivo das ERC, como o uso correto do medicamento.

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Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e do Hospital das Clínicas desenvolveram um teste rápido e de baixo custo capaz de identificar superbactérias no intestino de pacientes internados em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva).

De acordo com o estudo, a técnica, que funciona de forma semelhante aos testes imunocromatográficos, popularmente vistos em farmácias para gravidez ou Covid-19, reduz o tempo de diagnóstico bacteriano de 60 para 6 horas. No método tradicional, após cultivar as bactérias em laboratório, o resultado do diagnóstico demora cerca de dois a três dias para ser liberado. Além disso, os pacientes precisam ficar em isolamento preventivo individual e utilizar aventais e luvas descartáveis para evitar o contágio.

Os pesquisadores ressaltam que a técnica atual leva a um desperdício massivo de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), sobrecarrega as equipes de enfermagem e gera estresse nos pacientes. Existe também a alternativa de testes genéticos moleculares, que são rápidos e precisos, mas caros e exigem equipamentos complexos, dificultando a adoção desse método em muitos hospitais públicos.

Segundo Matias Chiarastelli Salomão, professor colaborador da FMUSP e um dos autores do projeto, o novo teste representa uma democratização do controle da infecção. “Ele oferece a velocidade de um teste molecular caro, mas por uma fração do preço e sem necessidade de máquinas complexas. Isso abre as portas para que qualquer hospital público ou laboratório com recursos limitados no Brasil e no mundo consiga identificar pacientes portadores de forma precoce, economize recursos retirando isolamentos desnecessários e proteja os pacientes internados”, afirma o professor.

O trabalho foi realizado em parceria com instituições internacionais e publicado nas revistas científicas Journal of Hospital Infection, Microbiology Spectrum e Brazilian Journal of Infectious Diseases.

As superbactérias são classificadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como ERC (Enterobactérias Resistentes a Carbapenêmicos) e são consideradas uma das ameaças globais à saúde humana. Essas bactérias desenvolvem resistência a antibióticos potentes, conhecidos como carbapenêmicos, devido à produção de enzimas destruidoras de medicamentos, as carbapenemases.

Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), as superbactérias podem surgir a partir de medidas inadequadas, como tratamento maior ou menor que o recomendado, uso de antibióticos para doenças que não são infecções bacterianas e uso inadequado de antibióticos na área veterinária.

Infecções generalizadas causadas pelas ERC registram quase 64% da taxa de mortalidade. A pesquisa não descarta a necessidade de isolamento e a atenção às medidas de prevenção para o cultivo das ERC, como o uso correto do medicamento.

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