As Forças de Defesa de Israel (FDI) disseram, em 22/07/2026, que 12 futebolistas de Gaza e um árbitro mortos eram combatentes do Hamas e da Jihad Islâmica. O porta-voz Rafael Rozenszajn divulgou fotos e documentos para 'esclarecer' as acusações.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que 12 membros do futebol da Faixa de Gaza, mortos em confrontos, atuavam como integrantes ativos dos braços armados do Hamas e da Jihad Islâmica. A declaração foi feita na quarta-feira, 22 de julho de 2026, em meio a críticas sobre a possível intenção de atacar alvos civis durante os conflitos.
O porta-voz Rafael Rozenszajn ressaltou que a divulgação de documentos e fotos busca esclarecer essas acusações, afirmando que a identidade de combate desses indivíduos não foi divulgada pelos veículos de imprensa internacionais. De acordo com as FDI, as informações foram coletadas por meio de inteligência militar e de publicações feitas pelas próprias organizações que homenagearam os mortos como comandantes.
Um dos exemplos citados foi o zagueiro Ahmed Abu al-Atta, cuja imagem foi divulgada pela Jihad Islâmica como comandante de pelotão meses após sua morte. Rozenszajn destacou que muitos desses indivíduos possuem uma dupla função, pública e civil, e que são apresentados apenas de forma pública, deixando de lado suas atividades operacionais.
“Quando divulgamos as evidências, cumprimos um dever de transparência com a opinião pública e com as famílias das vítimas do Hamas e outros grupos terroristas”, afirmou Rozenszajn.
O Instituto de Estudos da Palestina revelou que, até 2 de fevereiro de 2026, 1007 atletas palestinos foram mortos durante a guerra. A lista dos 12 nomes divulgados pelas FDI inclui: Mohammed Barakat, que atuou pela seleção palestina e era integrante da Jihad Islâmica; Mahmoud al-Rifi, capitão do Al-Jalaa e apontado como comandante de companhia do Hamas; e Mohammed Sami Khattab, árbitro da Fifa, classificado como integrante da Brigada dos Campos Centrais da Jihad Islâmica.
Além deles, estão na lista jogadores e treinadores como Abdullah Khattab, que supostamente integrava o dispositivo antitanque da Jihad Islâmica, e Mohammad Al-Hawajri, que era comandante de combate no Batalhão de Nuseirat do Hamas. As informações continuam a gerar discussão sobre o impacto do conflito sobre os civis e a utilização de atletas em contextos de combate.
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