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Economia

WEG reorganiza produção global para driblar tarifas dos EUA

WEG planeja reorganizar produção global para enfrentar tarifas de 25% dos EUA.

22/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 19h06
WEG reorganiza produção global para driblar tarifas dos EUA

Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros leva WEG a redirecionar exportações e reduzir exposição das fábricas. Diretor financeiro André Rodrigues diz que a empresa já iniciou o planejamento.

As tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros podem levar a WEG, fabricante de equipamentos, a implementar um plano de reorganização de sua produção global. O objetivo é redirecionar as exportações e minimizar os impactos das medidas sobre suas operações.

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A estratégia da empresa, que tem sede em Santa Catarina, envolve utilizar a presença industrial em outros países para abastecer o mercado norte-americano, reduzindo assim a exposição das fábricas brasileiras. Em entrevista, o diretor financeiro da WEG, André Rodrigues, informou que a companhia começou a desenvolver o plano de ação assim que tomou ciência da decisão do governo dos EUA.

“Essa volatilidade traz dificuldades para todas as empresas que operam no mercado norte-americano, mas nossa estratégia de ter um ‘footprint global’ de produção, e diante dos concorrentes, somos os mais bem-posicionados com produção em várias geografias no globo ajuda a navegar nestes momentos”, afirma Rodrigues.

Atualmente, a WEG conta com 68 fábricas distribuídas em 18 países de quatro continentes. Essa estrutura permite que parte da produção seja remanejada para unidades em mercados que não estão sujeitos às tarifas impostas ao Brasil. Um exemplo citado pelo executivo é o México, que pode aumentar o fornecimento de equipamentos para os Estados Unidos.

O mercado norte-americano é considerado um dos mais estratégicos para a WEG. Em 2025, mais de 20% da produção global da companhia foi direcionada para o país, o que aumenta a relevância das tarifas sobre suas operações e reforça a necessidade de reorganizar os fluxos de exportação.

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Essa estratégia não é nova. Em momentos anteriores de tensões comerciais, a WEG já havia utilizado sua rede global de produção para ajustar fluxos logísticos e amenizar os impactos tarifários.

Apesar do novo cenário, Rodrigues destacou que o plano de expansão da companhia permanece inalterado. A WEG mantém a previsão de investir R$ 3,6 bilhões globalmente em 2026, sendo que 46% desse montante será destinado às operações no Brasil.

No segundo trimestre, os investimentos totalizaram R$ 794,9 milhões, com 44,5% aplicados em unidades produtivas no Brasil e 55,5% em fábricas e instalações no exterior, focados principalmente na expansão e modernização da capacidade produtiva.

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Rodrigues também mencionou que o governo brasileiro e entidades representativas da indústria continuam buscando uma solução negociada para as tarifas, mas a empresa se prepara para garantir que suas operações continuem competitivas, independentemente do resultado das negociações.

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Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros leva WEG a redirecionar exportações e reduzir exposição das fábricas. Diretor financeiro André Rodrigues diz que a empresa já iniciou o planejamento.

As tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros podem levar a WEG, fabricante de equipamentos, a implementar um plano de reorganização de sua produção global. O objetivo é redirecionar as exportações e minimizar os impactos das medidas sobre suas operações.

A estratégia da empresa, que tem sede em Santa Catarina, envolve utilizar a presença industrial em outros países para abastecer o mercado norte-americano, reduzindo assim a exposição das fábricas brasileiras. Em entrevista, o diretor financeiro da WEG, André Rodrigues, informou que a companhia começou a desenvolver o plano de ação assim que tomou ciência da decisão do governo dos EUA.

“Essa volatilidade traz dificuldades para todas as empresas que operam no mercado norte-americano, mas nossa estratégia de ter um ‘footprint global’ de produção, e diante dos concorrentes, somos os mais bem-posicionados com produção em várias geografias no globo ajuda a navegar nestes momentos”, afirma Rodrigues.

Atualmente, a WEG conta com 68 fábricas distribuídas em 18 países de quatro continentes. Essa estrutura permite que parte da produção seja remanejada para unidades em mercados que não estão sujeitos às tarifas impostas ao Brasil. Um exemplo citado pelo executivo é o México, que pode aumentar o fornecimento de equipamentos para os Estados Unidos.

O mercado norte-americano é considerado um dos mais estratégicos para a WEG. Em 2025, mais de 20% da produção global da companhia foi direcionada para o país, o que aumenta a relevância das tarifas sobre suas operações e reforça a necessidade de reorganizar os fluxos de exportação.

Essa estratégia não é nova. Em momentos anteriores de tensões comerciais, a WEG já havia utilizado sua rede global de produção para ajustar fluxos logísticos e amenizar os impactos tarifários.

Apesar do novo cenário, Rodrigues destacou que o plano de expansão da companhia permanece inalterado. A WEG mantém a previsão de investir R$ 3,6 bilhões globalmente em 2026, sendo que 46% desse montante será destinado às operações no Brasil.

No segundo trimestre, os investimentos totalizaram R$ 794,9 milhões, com 44,5% aplicados em unidades produtivas no Brasil e 55,5% em fábricas e instalações no exterior, focados principalmente na expansão e modernização da capacidade produtiva.

Rodrigues também mencionou que o governo brasileiro e entidades representativas da indústria continuam buscando uma solução negociada para as tarifas, mas a empresa se prepara para garantir que suas operações continuem competitivas, independentemente do resultado das negociações.

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