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Economia

Colheita de milho avança no Brasil; clima nos EUA pode mover preços

Colheita de milho no Brasil avança, enquanto clima nos EUA começa a influenciar preços.

24/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h03
Colheita de milho avança no Brasil; clima nos EUA pode mover preços

A colheita da segunda safra de milho segue rápida nas principais regiões, com o Paraná já colhendo 29% das 2,91 milhões de hectares. O mercado acompanha a polinização nos EUA, que pode alterar preços internacionais.

A colheita da segunda safra de milho no Brasil segue em ritmo acelerado nas principais regiões produtoras, consolidando a expectativa de uma produção robusta para a safra 2025/26. O foco do mercado começa a se deslocar para as condições climáticas nos Estados Unidos, uma vez que a fase de polinização das lavouras norte-americanas deve impactar os preços internacionais do cereal nas próximas semanas.

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No estado do Paraná, as atividades de colheita já atingiram 29% dos 2,91 milhões de hectares cultivados. Conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral), 81% das lavouras ainda em campo estão em boas condições, enquanto 13% se encontram em situação regular e apenas 6% são consideradas ruins. A previsão é de que a colheita alcance 17,6 milhões de toneladas, com uma produtividade ligeiramente superior a 6 toneladas por hectare.

“O ritmo da colheita deverá desacelerar temporariamente devido às chuvas previstas para esta semana, mas a tendência é de que as operações sejam retomadas nos próximos dias”, afirmou um analista do Deral.

O analista também ressaltou que a safra apresenta custos levemente inferiores aos do ciclo anterior, o que pode melhorar o resultado econômico dos produtores. Em Mato Grosso, que é responsável pela maior produção de milho do país, a colheita já chegou a 78,9% da área cultivada. Apesar de estar em linha com o mesmo período do ano passado, esse percentual é um pouco abaixo da média dos últimos cinco anos, devido a condições climáticas atípicas.

“Nada que venha a preocupar. A safra já está caminhando para a reta final e o produtor tem conseguido avançar na colheita”, disse o superintendente do Imea.

A expectativa é que Mato Grosso registre um novo recorde de produtividade, estimada em 128,64 sacas por hectare, com uma área cultivada de 7,4 milhões de hectares e produção projetada em 57 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 2,9% em relação ao ciclo anterior.

Contudo, Gauer alertou para o aumento dos custos de produção, especialmente em relação a sementes, fertilizantes e defensivos, que já estão influenciando o planejamento para o próximo ciclo agrícola.

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“Os custos continuam subindo e isso já começa a pesar sobre a decisão do produtor para a próxima temporada”, destacou.

Atualmente, a saca de milho está sendo negociada a R$ 65,55, conforme o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o Cepea Esalq/USP. Na Bolsa de Chicago, o contrato futuro com vencimento em dezembro foi cotado a US$ 4,87 por bushel.

Com a safra brasileira praticamente consolidada, o mercado internacional começa a olhar com atenção o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos. A consultoria StoneX aponta que a combinação de uma safra recorde na América do Sul com o bom desenvolvimento das lavouras nos EUA mantém o mercado abastecido e sustenta uma perspectiva neutra a baixista para os preços a curto prazo.

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Caso o El Niño impacte a produção na China, as importações do país poderiam aumentar, sustentando as cotações internacionais. No longo prazo, StoneX projeta que preços deprimidos e custos elevados podem reduzir a área destinada ao milho na América do Sul em 2027, favorecendo outras culturas como soja e algodão.

Os dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicam que 59% das lavouras já estão na fase de polinização, crucial para a definição do potencial produtivo. As previsões climáticas apontam para temperaturas acima da média e chuvas abaixo do normal em partes do Corn Belt, região produtora de milho, nas próximas semanas, durante um período crítico para a cultura.

Com a colheita brasileira avançando e a safra dos EUA entrando em sua fase decisiva, o clima nos Estados Unidos deverá ser o principal fator a influenciar os preços globais do milho no segundo semestre.

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A colheita da segunda safra de milho segue rápida nas principais regiões, com o Paraná já colhendo 29% das 2,91 milhões de hectares. O mercado acompanha a polinização nos EUA, que pode alterar preços internacionais.

A colheita da segunda safra de milho no Brasil segue em ritmo acelerado nas principais regiões produtoras, consolidando a expectativa de uma produção robusta para a safra 2025/26. O foco do mercado começa a se deslocar para as condições climáticas nos Estados Unidos, uma vez que a fase de polinização das lavouras norte-americanas deve impactar os preços internacionais do cereal nas próximas semanas.

No estado do Paraná, as atividades de colheita já atingiram 29% dos 2,91 milhões de hectares cultivados. Conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral), 81% das lavouras ainda em campo estão em boas condições, enquanto 13% se encontram em situação regular e apenas 6% são consideradas ruins. A previsão é de que a colheita alcance 17,6 milhões de toneladas, com uma produtividade ligeiramente superior a 6 toneladas por hectare.

“O ritmo da colheita deverá desacelerar temporariamente devido às chuvas previstas para esta semana, mas a tendência é de que as operações sejam retomadas nos próximos dias”, afirmou um analista do Deral.

O analista também ressaltou que a safra apresenta custos levemente inferiores aos do ciclo anterior, o que pode melhorar o resultado econômico dos produtores. Em Mato Grosso, que é responsável pela maior produção de milho do país, a colheita já chegou a 78,9% da área cultivada. Apesar de estar em linha com o mesmo período do ano passado, esse percentual é um pouco abaixo da média dos últimos cinco anos, devido a condições climáticas atípicas.

“Nada que venha a preocupar. A safra já está caminhando para a reta final e o produtor tem conseguido avançar na colheita”, disse o superintendente do Imea.

A expectativa é que Mato Grosso registre um novo recorde de produtividade, estimada em 128,64 sacas por hectare, com uma área cultivada de 7,4 milhões de hectares e produção projetada em 57 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 2,9% em relação ao ciclo anterior.

Contudo, Gauer alertou para o aumento dos custos de produção, especialmente em relação a sementes, fertilizantes e defensivos, que já estão influenciando o planejamento para o próximo ciclo agrícola.

“Os custos continuam subindo e isso já começa a pesar sobre a decisão do produtor para a próxima temporada”, destacou.

Atualmente, a saca de milho está sendo negociada a R$ 65,55, conforme o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o Cepea Esalq/USP. Na Bolsa de Chicago, o contrato futuro com vencimento em dezembro foi cotado a US$ 4,87 por bushel.

Com a safra brasileira praticamente consolidada, o mercado internacional começa a olhar com atenção o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos. A consultoria StoneX aponta que a combinação de uma safra recorde na América do Sul com o bom desenvolvimento das lavouras nos EUA mantém o mercado abastecido e sustenta uma perspectiva neutra a baixista para os preços a curto prazo.

Caso o El Niño impacte a produção na China, as importações do país poderiam aumentar, sustentando as cotações internacionais. No longo prazo, StoneX projeta que preços deprimidos e custos elevados podem reduzir a área destinada ao milho na América do Sul em 2027, favorecendo outras culturas como soja e algodão.

Os dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicam que 59% das lavouras já estão na fase de polinização, crucial para a definição do potencial produtivo. As previsões climáticas apontam para temperaturas acima da média e chuvas abaixo do normal em partes do Corn Belt, região produtora de milho, nas próximas semanas, durante um período crítico para a cultura.

Com a colheita brasileira avançando e a safra dos EUA entrando em sua fase decisiva, o clima nos Estados Unidos deverá ser o principal fator a influenciar os preços globais do milho no segundo semestre.

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