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Tragédia

Irã envia comandantes, mísseis e ouro para os Houthis no Iêmen

Irã enviou comandantes e equipamentos militares para os Houthis no Iêmen, aumentando tensões na região.

24/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h00
Irã envia comandantes, mísseis e ouro para os Houthis no Iêmen

Fontes iranianas e iemenitas confirmam envio de comandantes, peças de mísseis, drones e ouro aos Houthis. Movimentação eleva tensão regional após ataques sauditas a alvos houthi no Mar Vermelho.

O Irã enviou comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica, equipamentos militares, incluindo componentes para mísseis e drones, além de ouro para os Houthis no Iêmen, conforme informações confirmadas por fontes iranianas e iemenitas. Essa movimentação ocorre em um contexto de crescente tensão na região, especialmente após a Arábia Saudita anunciar ataques a alvos dos Houthis em resposta a disparos contra navios no Mar Vermelho.

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Recentemente, a imprensa saudita informou sobre danos leves em uma embarcação que foi atingida. O analista Lourival Sant’Anna, da CNN, apresentou os antecedentes desse episódio, destacando um incidente ocorrido em 14 de junho, quando um avião iraniano tentou pousar em Sanaa, capital do Iêmen, transportando líderes dos Houthis que haviam participado de funerais no Irã. Durante a tentativa de pouso, a aeronave foi atacada por projéteis da Arábia Saudita, obrigando-a a desviar para Hodeida, um aeroporto sob controle dos Houthis.

Três dias após esse incidente, os Houthis anunciaram uma retaliação contra a Arábia Saudita, atacando um aeroporto no sul do país e informando que começariam a atacar petroleiros sauditas na rota do Mar Vermelho, especialmente no Estreito de Bab el-Mandeb. Essa rota é vital para o escoamento de até 7 milhões de barris de petróleo por dia através de um oleoduto que atravessa a península arábica, sendo uma alternativa ao bloqueio no Estreito de Hormuz.

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A insegurança gerada pelos ataques aos petroleiros sauditas fez com que diversas embarcações alterassem suas rotas, optando por contornar o trajeto via Canal de Suez e Mediterrâneo, o que acrescenta de 10 a 15 dias e cerca de 6 mil quilômetros à viagem. Sant’Anna ressaltou que, embora os Houthis não estejam bloqueando completamente o Estreito de Bab el-Mandeb, os ataques direcionados a cargueiros sauditas já estão aumentando os custos de seguro e causando nervosismo no setor de transporte marítimo.

O analista também enfatizou que o avião iraniano não apenas transportava líderes dos Houthis, mas também peças e componentes para mísseis e drones, além de técnicos responsáveis pela montagem desses equipamentos. Essa ação reflete a estratégia do Irã de promover uma ‘escalada horizontal’ através de seus grupos aliados na região. O envio de ouro para os Houthis também gerou descontentamento entre a população iraniana, que enfrenta uma severa crise econômica e dificuldades para exportar petróleo.

Desde 2015, o conflito no Iêmen entre os Houthis e as forças armadas iemenitas, apoiadas pela Arábia Saudita, persiste, e recentemente uma trégua de quatro anos foi rompida com os novos ataques. Antes da guerra na Ucrânia, a ONU considerava o conflito no Iêmen a maior tragédia humanitária em curso no mundo.

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Fontes iranianas e iemenitas confirmam envio de comandantes, peças de mísseis, drones e ouro aos Houthis. Movimentação eleva tensão regional após ataques sauditas a alvos houthi no Mar Vermelho.

O Irã enviou comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica, equipamentos militares, incluindo componentes para mísseis e drones, além de ouro para os Houthis no Iêmen, conforme informações confirmadas por fontes iranianas e iemenitas. Essa movimentação ocorre em um contexto de crescente tensão na região, especialmente após a Arábia Saudita anunciar ataques a alvos dos Houthis em resposta a disparos contra navios no Mar Vermelho.

Recentemente, a imprensa saudita informou sobre danos leves em uma embarcação que foi atingida. O analista Lourival Sant’Anna, da CNN, apresentou os antecedentes desse episódio, destacando um incidente ocorrido em 14 de junho, quando um avião iraniano tentou pousar em Sanaa, capital do Iêmen, transportando líderes dos Houthis que haviam participado de funerais no Irã. Durante a tentativa de pouso, a aeronave foi atacada por projéteis da Arábia Saudita, obrigando-a a desviar para Hodeida, um aeroporto sob controle dos Houthis.

Três dias após esse incidente, os Houthis anunciaram uma retaliação contra a Arábia Saudita, atacando um aeroporto no sul do país e informando que começariam a atacar petroleiros sauditas na rota do Mar Vermelho, especialmente no Estreito de Bab el-Mandeb. Essa rota é vital para o escoamento de até 7 milhões de barris de petróleo por dia através de um oleoduto que atravessa a península arábica, sendo uma alternativa ao bloqueio no Estreito de Hormuz.

A insegurança gerada pelos ataques aos petroleiros sauditas fez com que diversas embarcações alterassem suas rotas, optando por contornar o trajeto via Canal de Suez e Mediterrâneo, o que acrescenta de 10 a 15 dias e cerca de 6 mil quilômetros à viagem. Sant’Anna ressaltou que, embora os Houthis não estejam bloqueando completamente o Estreito de Bab el-Mandeb, os ataques direcionados a cargueiros sauditas já estão aumentando os custos de seguro e causando nervosismo no setor de transporte marítimo.

O analista também enfatizou que o avião iraniano não apenas transportava líderes dos Houthis, mas também peças e componentes para mísseis e drones, além de técnicos responsáveis pela montagem desses equipamentos. Essa ação reflete a estratégia do Irã de promover uma ‘escalada horizontal’ através de seus grupos aliados na região. O envio de ouro para os Houthis também gerou descontentamento entre a população iraniana, que enfrenta uma severa crise econômica e dificuldades para exportar petróleo.

Desde 2015, o conflito no Iêmen entre os Houthis e as forças armadas iemenitas, apoiadas pela Arábia Saudita, persiste, e recentemente uma trégua de quatro anos foi rompida com os novos ataques. Antes da guerra na Ucrânia, a ONU considerava o conflito no Iêmen a maior tragédia humanitária em curso no mundo.

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