Estudo publicado descreve uma nova Theridion em Uttarakhand, com manchas vermelhas, pretas e brancas que lembram um rosto sorridente. Foram analisados 61 indivíduos; a espécie é polimórfica em ambos os sexos.
Um estudo publicado na revista Evolutionary Systematics descreve uma nova espécie de aranha do gênero Theridion, encontrada no estado de Uttarakhand, na Índia.
Os pesquisadores afirmam que a espécie apresenta polimorfismo, a capacidade de assumir muitas formas, semelhante ao observado na aranha-cara-feliz (Theridion grallator), nas ilhas do Havaí.
Os autores relatam que a nova espécie é polimórfica em ambos os sexos e exibe padrões que lembram um rosto sorridente, formados por manchas vermelhas, pretas e brancas distribuídas de diferentes maneiras sobre o abdômen.
No total, foram estudados 61 indivíduos, dos quais foram identificadas 32 formas morfológicas distintas da espécie. Essas variações ocorrem na estrutura física, no formato do corpo e na aparência externa e interna dos animais, coletados em três localidades diferentes de Uttarakhand.
O estudo também descreve o comportamento da nova espécie, que constrói teias nas quais permanece pendurada de cabeça para baixo. Essa característica é compartilhada com outras aranhas polimórficas do gênero, como Theridion californicum e Theridion grallator.
Para investigar sua posição evolutiva, os pesquisadores compararam a nova espécie com espécies asiáticas e neotropicais utilizando o marcador genético COI, um gene usado como código de barras de DNA universal para identificar e diferenciar espécies animais.
A análise revelou uma variação genética de aproximadamente 8,5% em relação à aranha-cara-feliz havaiana, indicando que a espécie asiática evoluiu de forma independente.
De acordo com os autores, apesar da divergência geral moderada, a espécie, denominada Theridion himalayana, é filogeneticamente isolada tanto de seus congêneres paleárticos quanto neárticos.
Os resultados do estudo reforçam a singularidade da nova espécie dentro do gênero e levantam questões sobre a dispersão das linhagens, a evolução paralela do polimorfismo de coloração e a evolução independente de espécies em florestas montanhosas.
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