Em 25/07/2026, editores do Business Insider se reuniram em Nova York para mudar a linha editorial. Jamie Heller cobrou mais peças originais e elogiou Hugh Langley pelos relatos dos protestos no Google.
No dia 25 de julho de 2026, o Business Insider passou por uma reunião na sua sede em Nova York, onde editores discutiram a nova abordagem editorial da publicação. Jamie Heller, editora-chefe, destacou a importância de produzir conteúdo original, elogiando o correspondente sênior Hugh Langley pelo seu trabalho recente sobre os protestos de funcionários do Google. Essa nova estratégia visa reduzir a dependência da agregação de notícias, priorizando a criação de reportagens exclusivas e profundas.
Desde que Heller ingressou no Business Insider em setembro de 2024, a publicação já mais que dobrou a quantidade de conteúdo original produzido. Em 2024, cerca de 40% das matérias eram exclusivas ou furos de reportagem; atualmente, esse número ultrapassa 80%. A redação conseguiu registrar 788 furos de reportagem em 2025, o maior número em um único ano, conforme um memorando da ex-CEO Barbara Peng.
O setor de notícias digitais enfrenta desafios significativos, incluindo a queda de tráfego devido ao uso crescente de IA e chatbots, que afetam as buscas tradicionais. A editora-chefe enfatizou a necessidade de uma cobertura mais aprofundada, especialmente em relação às demissões relacionadas à inteligência artificial, como as ocorridas na Coinbase, que demitiu centenas de funcionários na tentativa de se adaptar a essa nova realidade.
Em maio de 2025, o Business Insider demitiu 21% de sua equipe, um movimento que foi seguido por mais cortes em 2026, quando cerca de 10 funcionários foram dispensados. A redação agora conta com aproximadamente 250 jornalistas, enquanto a empresa tem cerca de 500 funcionários no total. Apesar das demissões, Heller acredita que a mudança de foco já está mostrando resultados positivos, especialmente em termos de engajamento do público.
Em um trimestre recente, matérias rotuladas como “exclusivas” apresentaram quase o dobro das conversões de assinaturas em comparação com aquelas que não tinham esse selo. Heller defendeu que, embora a agregação de notícias tenha seu valor, a longo prazo, é essencial que o Business Insider produza conteúdo próprio para construir um público engajado.
A publicação, que começou como Silicon Alley Insider em 2007, precisa se reinventar para se manter relevante em um cenário de mídia em constante mudança. A estratégia atual reflete uma tentativa de se distanciar da imagem de agregador de notícias e se estabelecer como uma fonte confiável de informações originais.
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