Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Política

EUA aplicam tarifa de 12,5% ao Brasil e ampliam pressão econômica

Nova tarifa dos EUA impõe 12,5% ao Brasil, a mais alta entre 60 países afetados.

25/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 18h19
EUA aplicam tarifa de 12,5% ao Brasil e ampliam pressão econômica

A nova tarifa aplicada pelos Estados Unidos contra 60 países, incluindo o Brasil, entrou em vigor nesta sexta-feira (24). O documento do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) estabelece uma alíquota de 12,5% para o Brasil, a mais elevada entre os países afetados. A medida, além da alíquota, traz um critério de aplicação que poderá agravar ainda mais a situação econômica do país.

O analista Lourival Sant’Anna comentou que as justificativas apresentadas pelo governo americano para a imposição das tarifas mudaram ao longo do tempo, buscando um enquadramento juridicamente sustentável.

Publicidade

A justificativa é pouco relevante porque ele foi mudando de justificativas apenas para ter um enquadramento juridicamente aceitável

.

No dia 2 de abril de 2025, a administração americana utilizou a lei de emergência econômica internacional para justificar uma tarifa mínima de 10% sobre todos os países. Essa base legal foi posteriormente derrubada pela Suprema Corte em janeiro de 2026. Em seguida, no dia 24 de fevereiro, o USTR recorreu à seção 122, que considera o desequilíbrio da balança comercial como uma ameaça à segurança nacional, impondo uma tarifa de 10%, válida por 150 dias e sem necessidade de consulta ao Congresso.

Após esse prazo, entrou em vigor a seção 301, que é mais permanente e passou por investigações formais e audiências com a participação de empresas e setores diversos.

De acordo com Sant’Anna, entre as 86 economias afetadas pela nova tarifa, 54 ficaram com a alíquota de 12,5%, enquanto as demais 42 receberam uma tarifa de 10%. A diferença mais impactante, no entanto, está no critério de aplicação cumulativa. O especialista Weber Barral explicou que alguns países tiveram a nova tarifa somada à tarifa já existente de nação mais favorecida, enquanto outros receberam um desconto sobre essa tarifa.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

O Brasil entrou justamente sem desconto, quer dizer, somando a tarifa que ele já tinha bilateralmente com os Estados Unidos

.

Em comparação, a Argentina também ficou com o critério de soma, mas com uma tarifa de 10%. A União Europeia e Taiwan ficaram com 10% e com desconto, enquanto a União Europeia, Japão e Coreia do Sul foram tarifados em 12,5%, porém com desconto aplicado. Essa combinação desfavorável ao Brasil pode ter impactos diretos em setores específicos, como o de têxteis e calçados.

Publicidade

O USTR aponta que os países com compromissos formais para proibir a entrada de produtos envolvendo trabalho forçado ficaram com a tarifa de 10%, enquanto os demais foram tarifados em 12,5%. O Brasil afirma possuir compromissos nessa área, mas a falta de clareza sobre o critério de aplicação das tarifas gera incertezas. Sant’Anna ressaltou:

Falta uma transparência nessa decisão

.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

A nova tarifa aplicada pelos Estados Unidos contra 60 países, incluindo o Brasil, entrou em vigor nesta sexta-feira (24). O documento do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) estabelece uma alíquota de 12,5% para o Brasil, a mais elevada entre os países afetados. A medida, além da alíquota, traz um critério de aplicação que poderá agravar ainda mais a situação econômica do país.

O analista Lourival Sant’Anna comentou que as justificativas apresentadas pelo governo americano para a imposição das tarifas mudaram ao longo do tempo, buscando um enquadramento juridicamente sustentável.

A justificativa é pouco relevante porque ele foi mudando de justificativas apenas para ter um enquadramento juridicamente aceitável

.

No dia 2 de abril de 2025, a administração americana utilizou a lei de emergência econômica internacional para justificar uma tarifa mínima de 10% sobre todos os países. Essa base legal foi posteriormente derrubada pela Suprema Corte em janeiro de 2026. Em seguida, no dia 24 de fevereiro, o USTR recorreu à seção 122, que considera o desequilíbrio da balança comercial como uma ameaça à segurança nacional, impondo uma tarifa de 10%, válida por 150 dias e sem necessidade de consulta ao Congresso.

Após esse prazo, entrou em vigor a seção 301, que é mais permanente e passou por investigações formais e audiências com a participação de empresas e setores diversos.

De acordo com Sant’Anna, entre as 86 economias afetadas pela nova tarifa, 54 ficaram com a alíquota de 12,5%, enquanto as demais 42 receberam uma tarifa de 10%. A diferença mais impactante, no entanto, está no critério de aplicação cumulativa. O especialista Weber Barral explicou que alguns países tiveram a nova tarifa somada à tarifa já existente de nação mais favorecida, enquanto outros receberam um desconto sobre essa tarifa.

O Brasil entrou justamente sem desconto, quer dizer, somando a tarifa que ele já tinha bilateralmente com os Estados Unidos

.

Em comparação, a Argentina também ficou com o critério de soma, mas com uma tarifa de 10%. A União Europeia e Taiwan ficaram com 10% e com desconto, enquanto a União Europeia, Japão e Coreia do Sul foram tarifados em 12,5%, porém com desconto aplicado. Essa combinação desfavorável ao Brasil pode ter impactos diretos em setores específicos, como o de têxteis e calçados.

O USTR aponta que os países com compromissos formais para proibir a entrada de produtos envolvendo trabalho forçado ficaram com a tarifa de 10%, enquanto os demais foram tarifados em 12,5%. O Brasil afirma possuir compromissos nessa área, mas a falta de clareza sobre o critério de aplicação das tarifas gera incertezas. Sant’Anna ressaltou:

Falta uma transparência nessa decisão

.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA