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Internacional

Conflito no Oriente Médio derruba oferta e dispara preço do petróleo

A guerra no Oriente Médio provoca desordem no mercado global de petróleo, afetando oferta e demanda.

26/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 18h18
Conflito no Oriente Médio derruba oferta e dispara preço do petróleo

Choques no Golfo Pérsico interromperam rotas e deixaram o abastecimento em desordem, enquanto a demanda global oscila. Analistas alertam para alta de preços e risco de crise energética.

O mercado global de petróleo enfrenta grandes desafios devido à guerra no Oriente Médio, especialmente com o Irã. As forças que tradicionalmente equilibram o mercado, a oferta e a demanda, foram rompidas, levando a um estado caótico de fornecimento.

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Recentemente, o fornecimento de petróleo se tornou um caos absoluto, com um excedente histórico de petróleo bruto resultando no maior choque de oferta já registrado. A intensificação do conflito no Oriente fechou o acesso significativo ao petróleo do Golfo Pérsico, reinjetando desordem no mercado, enquanto a demanda global se mostra ainda mais complexa.

A adaptação global ao choque de oferta durou cerca de cinco meses de guerra, com o mundo aprendendo a utilizar menos petróleo do que antes do conflito. No último mês, centenas de milhões de barris de petróleo conseguiram sair do Estreito de Ormuz, mas poucos compradores estavam dispostos a adquiri-los, levando países como Qatar e Adnoc a oferecer grandes descontos para encontrar compradores no Sudeste Asiático.

Homayoun Falakshahi, chefe de análise de petróleo da Kpler, informou que mais de 18 milhões de barris de petróleo não iraniano estão atualmente estocados em navios-tanque fora do Golfo Pérsico, aguardando compradores. A situação do Irã é ainda mais alarmante, com o país extraindo 70 milhões de barris após um entendimento temporário com os Estados Unidos, mas enfrentando dificuldades para vender seu petróleo devido à falta de interesse da China, seu maior cliente.

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A demanda global de petróleo permanece cerca de 4 milhões de barris por dia abaixo dos níveis registrados antes da guerra, conforme dados do JPMorgan. Essa queda se deve em parte à capacidade máxima das refinarias, que enfrentaram ataques durante o conflito. A China, principal importadora de petróleo, viu suas importações caírem drasticamente, impactando ainda mais os preços.

A demanda por veículos elétricos na China aumentou significativamente, contribuindo para a queda na necessidade de petróleo convencional. O país, que já possui grandes estoques de petróleo, está utilizando esses recursos em vez de depender de novas importações.

Com a quantidade de petróleo em suas reservas, a China pode, eventualmente, reabastecer suas necessidades e, com isso, aumentar a demanda global. Esse movimento poderá ter um impacto significativo nos preços do petróleo, que permanecem abaixo dos níveis históricos, mesmo diante de uma crise de oferta sem precedentes.

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Choques no Golfo Pérsico interromperam rotas e deixaram o abastecimento em desordem, enquanto a demanda global oscila. Analistas alertam para alta de preços e risco de crise energética.

O mercado global de petróleo enfrenta grandes desafios devido à guerra no Oriente Médio, especialmente com o Irã. As forças que tradicionalmente equilibram o mercado, a oferta e a demanda, foram rompidas, levando a um estado caótico de fornecimento.

Recentemente, o fornecimento de petróleo se tornou um caos absoluto, com um excedente histórico de petróleo bruto resultando no maior choque de oferta já registrado. A intensificação do conflito no Oriente fechou o acesso significativo ao petróleo do Golfo Pérsico, reinjetando desordem no mercado, enquanto a demanda global se mostra ainda mais complexa.

A adaptação global ao choque de oferta durou cerca de cinco meses de guerra, com o mundo aprendendo a utilizar menos petróleo do que antes do conflito. No último mês, centenas de milhões de barris de petróleo conseguiram sair do Estreito de Ormuz, mas poucos compradores estavam dispostos a adquiri-los, levando países como Qatar e Adnoc a oferecer grandes descontos para encontrar compradores no Sudeste Asiático.

Homayoun Falakshahi, chefe de análise de petróleo da Kpler, informou que mais de 18 milhões de barris de petróleo não iraniano estão atualmente estocados em navios-tanque fora do Golfo Pérsico, aguardando compradores. A situação do Irã é ainda mais alarmante, com o país extraindo 70 milhões de barris após um entendimento temporário com os Estados Unidos, mas enfrentando dificuldades para vender seu petróleo devido à falta de interesse da China, seu maior cliente.

A demanda global de petróleo permanece cerca de 4 milhões de barris por dia abaixo dos níveis registrados antes da guerra, conforme dados do JPMorgan. Essa queda se deve em parte à capacidade máxima das refinarias, que enfrentaram ataques durante o conflito. A China, principal importadora de petróleo, viu suas importações caírem drasticamente, impactando ainda mais os preços.

A demanda por veículos elétricos na China aumentou significativamente, contribuindo para a queda na necessidade de petróleo convencional. O país, que já possui grandes estoques de petróleo, está utilizando esses recursos em vez de depender de novas importações.

Com a quantidade de petróleo em suas reservas, a China pode, eventualmente, reabastecer suas necessidades e, com isso, aumentar a demanda global. Esse movimento poderá ter um impacto significativo nos preços do petróleo, que permanecem abaixo dos níveis históricos, mesmo diante de uma crise de oferta sem precedentes.

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