A Galeria do Rock, um dos centros comerciais mais tradicionais de São Paulo, completou 33 anos sob a mesma gestão. Desde 1993, Antonio de Souza Neto, conhecido como Toninho, comanda o empreendimento, que tem se adaptado às mudanças do varejo e do comportamento do consumidor, enquanto preserva sua identidade cultural.
Em entrevista ao CNN Money, Toninho destacou que a estratégia de longo prazo tem sido fundamental para a competitividade da Galeria. Ele mencionou que, ao assumir a gestão, o foco estava em garantir a sobrevivência do local não apenas por cinco anos, mas por décadas. “Trabalhamos olhando cinco, seis ou até oito anos à frente, entendendo como a sociedade muda, como o consumidor muda e como os negócios mudam”, afirmou.
A Galeria do Rock, que já foi um espaço concentrado em lojas de discos e produtos relacionados ao rock, hoje abriga cerca de 250 empresas, diversificando sua atuação para incluir moda urbana, tatuagem, gastronomia, skate e cultura pop. Essa transformação, segundo a administração, visa ampliar as oportunidades de negócios, mantendo a cultura como o principal diferencial competitivo.
“As pessoas costumam dizer que a Galeria mudou, mas eu digo que ela acompanhou a evolução da cultura. O rock continua sendo a nossa espinha dorsal, mas hoje conversa com o skate, com o hip-hop, com o grafite e com a cultura pop”, disse Toninho.
O presidente também ressaltou o compromisso em fortalecer os pequenos empreendedores que atuam na Galeria. Muitas marcas que começaram no local conseguiram expandir suas operações para outros estados. “Nós nunca enxergamos a Galeria apenas como um centro comercial. Ela funciona como uma plataforma para quem empreende”, declarou Toninho.
Apesar do crescimento do comércio eletrônico, Toninho acredita que a experiência presencial ainda é um diferencial importante. Segundo ele, o consumidor busca mais do que apenas realizar uma compra: procura um ambiente de convivência e descoberta. “Quem vem à Galeria quer ouvir música, conhecer uma marca nova, conversar, encontrar pessoas”, afirmou.
Para Toninho, a longa permanência da Galeria, que foi inaugurada em 1963, demonstra que a cultura e os negócios podem coexistir de maneira harmoniosa. “Se a gente perder a identidade, perde também o consumidor. A cultura é o nosso maior ativo econômico”, concluiu.
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