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Clima

Impacto do calor na Europa resulta em perdas significativas na produção de grãos

Calor extremo na Europa resulta em perdas de € 2 bilhões na safra de grãos.

27/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 10h42
Impacto do calor na Europa resulta em perdas significativas na produção de grãos

A recente onda de calor na Europa causou uma diminuição acentuada na produção de grãos, que deve resultar em perdas financeiras estimadas em € 2 bilhões. A União Europeia e o Reino Unido viram uma redução de quase 9 milhões de toneladas nas projeções de safra, conforme dados da Coceral e do Energy and Climate Intelligence Unit.

A principal desvantagem se manifestou em culturas essenciais como trigo, milho, cevada e aveia, levando a uma previsão de produção que é a mais baixa desde 2018. O aumento das temperaturas no mês de junho, que atingiram marcas 3°C superiores à média histórica, foi um fator determinante. Na França, os termômetros chegaram a ultrapassar 43°C, enquanto na Hungria, os valores ultrapassaram os 40°C.

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As perdas financeiras correspondem a cerca de 5% do valor estimado da safra de 2025, considerando os preços que os agricultores receberiam por suas colheitas. O milho, em particular, concentrou cerca de metade da redução nas estimativas, com a fase de polinização sendo a mais afetada, especialmente na França e Hungria. A projeção para a safra de milho na Europa e Reino Unido foi ajustada de 57,2 milhões para 52,7 milhões de toneladas.

Além do milho, o trigo também enfrentou dificuldades, pois o calor prejudicou o desenvolvimento durante a fase crítica de enchimento dos grãos. A França deverá sofrer a maior parte das perdas, com uma redução de 4,1 milhões de toneladas na projeção de safra, o que equivale a aproximadamente € 891 milhões.

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Outros países, como Hungria, Espanha e Alemanha, também registraram cortes significativos nas estimativas de produção. A análise indica que a menor safra europeia poderá resultar em uma maior dependência do continente em relação às importações de grãos e impactar a disponibilidade de trigo francês para exportação.

O efeito sobre os preços internacionais das commodities agrícolas será influenciado pelo desempenho das colheitas no hemisfério Sul, previsto para ser observado entre o final de 2026 e o início de 2027.

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A recente onda de calor na Europa causou uma diminuição acentuada na produção de grãos, que deve resultar em perdas financeiras estimadas em € 2 bilhões. A União Europeia e o Reino Unido viram uma redução de quase 9 milhões de toneladas nas projeções de safra, conforme dados da Coceral e do Energy and Climate Intelligence Unit.

A principal desvantagem se manifestou em culturas essenciais como trigo, milho, cevada e aveia, levando a uma previsão de produção que é a mais baixa desde 2018. O aumento das temperaturas no mês de junho, que atingiram marcas 3°C superiores à média histórica, foi um fator determinante. Na França, os termômetros chegaram a ultrapassar 43°C, enquanto na Hungria, os valores ultrapassaram os 40°C.

As perdas financeiras correspondem a cerca de 5% do valor estimado da safra de 2025, considerando os preços que os agricultores receberiam por suas colheitas. O milho, em particular, concentrou cerca de metade da redução nas estimativas, com a fase de polinização sendo a mais afetada, especialmente na França e Hungria. A projeção para a safra de milho na Europa e Reino Unido foi ajustada de 57,2 milhões para 52,7 milhões de toneladas.

Além do milho, o trigo também enfrentou dificuldades, pois o calor prejudicou o desenvolvimento durante a fase crítica de enchimento dos grãos. A França deverá sofrer a maior parte das perdas, com uma redução de 4,1 milhões de toneladas na projeção de safra, o que equivale a aproximadamente € 891 milhões.

Outros países, como Hungria, Espanha e Alemanha, também registraram cortes significativos nas estimativas de produção. A análise indica que a menor safra europeia poderá resultar em uma maior dependência do continente em relação às importações de grãos e impactar a disponibilidade de trigo francês para exportação.

O efeito sobre os preços internacionais das commodities agrícolas será influenciado pelo desempenho das colheitas no hemisfério Sul, previsto para ser observado entre o final de 2026 e o início de 2027.

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