Sintomas de problemas de audição variam entre crianças, adultos e idosos e podem passar anos despercebidos. Especialistas citam atraso na fala em crianças, necessidade de repetição e aumento do volume como exemplos.
A perda auditiva pode afetar pessoas de todas as idades, mas os sinais variam conforme a faixa etária e, muitas vezes, passam despercebidos por anos. No programa CNN Sinais Vitais, especialistas discutiram os principais indícios que podem indicar dificuldades auditivas.
A fonoaudióloga Paula Junqueira, coordenadora do Centro de Otorrinolaringologia do Hospital Sírio-Libanês, explicou que os sinais se manifestam de maneira diferente em crianças, adultos e idosos. Ela destacou que, em crianças, a dificuldade para desenvolver a linguagem, o hábito de pedir para repetir informações, o volume elevado da televisão e as dificuldades escolares podem ser indícios de perda auditiva. No entanto, nem toda criança que apresenta essas características necessariamente sofre de perda auditiva, mas é importante verificar se a criança está ouvindo bem.
A fonoaudióloga também abordou que as perdas auditivas graduais são as mais difíceis de identificar. “Isso acontece principalmente naquelas perdas que são lentas, progressivas. A pessoa vai se adaptando àquela situação e começa a fazer muito mais esforço para ouvir, sem perceber que está fazendo esforço”, afirmou. Um exemplo citado é o de quem assiste à televisão em volume elevado, acreditando que o som está em um nível normal.
Ela enfatizou os impactos que a dificuldade auditiva pode causar na vida cotidiana. Quando a perda começa a afetar o desempenho no trabalho, as relações sociais e a vida pessoal, é essencial investigar a origem dessas dificuldades, pois elas podem estar relacionadas a uma perda auditiva.
O professor Rubens Brito, também do Hospital Sírio-Libanês, esclareceu que a perda auditiva não é um problema exclusivo dos idosos. Ele explicou que existem, basicamente, dois momentos distintos em que ela pode ocorrer. O primeiro é antes da formação da linguagem, afetando bebês que nascem com perda auditiva significativa ou que a desenvolvem nas primeiras semanas ou no primeiro ano de vida, em decorrência de infecções durante a gravidez ou problemas perinatais.
Rubens destacou que as campanhas de vacinação mudaram positivamente esse cenário no Brasil. “As vacinações mudaram a história da perda auditiva na criança muito pequena”, afirmou. Ele ressaltou que, quando identificada precocemente, a perda auditiva nessa fase deve ser tratada com rapidez para que a criança possa adquirir linguagem e seguir uma vida escolar normal.
O segundo momento de perda auditiva ocorre na segunda infância e na vida adulta, quando diversas doenças e situações podem desencadear o problema.
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