Analistas do mercado financeiro ajustaram suas expectativas para a inflação brasileira em 2026, reduzindo-as pela quarta semana consecutiva, conforme divulgado no boletim Focus do Banco Central. Nesta segunda-feira (27), a previsão para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano foi estabelecida em 5,12%, uma leve queda em relação aos 5,15% da semana anterior.
A meta do Banco Central para a inflação é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, entre 1,5% e 4,5%. As expectativas para 2027 apresentaram um aumento sutil, passando de 4,20% para 4,22%.
No que diz respeito à taxa de juros, o mercado manteve a previsão de que a Selic se encerrará em 14% ao final deste ano, uma expectativa que se mantém por cinco semanas. Atualmente, a Selic está fixada em 14,25%. De acordo com o boletim Focus, é esperado que o Banco Central realize um corte de 0,25 ponto percentual na Selic durante a reunião programada para a primeira semana de agosto.
Para o próximo ano, as projeções indicam um novo espaço para cortes na taxa de juros, com a previsão de que ela se encerre em 12% em 2027, mantendo-se inalterada por seis semanas.
As previsões para o PIB (Produto Interno Bruto) se mantiveram em 1,99% ao final deste ano, repetindo o mesmo patamar pela quarta semana consecutiva. Para 2027, a expectativa foi ajustada para 1,60%, em comparação aos 1,65% da semana anterior.
Quanto ao câmbio, as previsões permaneceram em R$ 5,20 ao final deste ano, enquanto para 2027, a expectativa é de que a moeda norte-americana chegue a R$ 5,29.
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