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Saúde

Dois pacientes alcançam remissão do HIV após transplantes CCR5-delta32

Dois novos casos de remissão de HIV são anunciados durante conferência no Rio.

28/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h30
Dois pacientes alcançam remissão do HIV após transplantes CCR5-delta32

Na 26ª Conferência de Aids, no Rio, pesquisadores anunciaram dois pacientes sem vírus detectável há 14 e 12 meses após pausarem antirretrovirais. Ambos passaram por transplante de medula com doadores CCR5-delta32.

Pesquisadores anunciaram, nesta segunda-feira (27), durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, realizada no Rio de Janeiro, dois novos casos de remissão do HIV após a interrupção do tratamento com antirretrovirais. Os pacientes estão sem carga viral detectável há 14 e 12 meses.

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Os indivíduos foram submetidos a transplantes de células-tronco para tratar doenças hematológicas graves, e não especificamente para o HIV. Os procedimentos contaram com doadores portadores de uma rara mutação genética, conhecida como CCR5-delta32, que impede a entrada das formas mais comuns do vírus nas células do sistema imunológico.

O primeiro caso, denominado Paciente de Kansas City, foi diagnosticado com HIV e uma forma agressiva de leucemia em 2018. Após o transplante, realizado em 2020, o tratamento com antirretrovirais foi suspenso em fevereiro de 2025. Quatorze meses depois, os exames continuam sem detectar o vírus.

No segundo caso, o paciente convivía com HIV e hepatite B, apresentando variantes virais capazes de utilizar diferentes portas de entrada nas células humanas. Um ano após a suspensão do tratamento, os médicos não encontraram vírus com capacidade de se multiplicar nem material genético completo do HIV.

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Com esses dois novos casos, o número total de pessoas que permaneceram sem medicamentos e sem sinais detectáveis do HIV após transplantes de células-tronco chega a 13.

Apesar dos resultados promissores, os especialistas enfatizam que isso não significa que exista uma cura disponível para os milhões de pessoas que vivem com o vírus. “Isso quer dizer que você tira o tratamento e o vírus não volta. Em algumas pessoas, a gente tem evidências muito fortes de que realmente o vírus não existe mais”, explicou um infectologista.

Esses casos se juntam a uma lista que começou em 2009, quando o primeiro paciente, conhecido como Paciente de Berlim, foi considerado o primeiro homem funcionalmente curado do HIV. Desde então, casos semelhantes foram registrados em diversas cidades, incluindo Londres, Düsseldorf, Nova York, Genebra, Marselha, Oslo, Chicago e Toronto.

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Na 26ª Conferência de Aids, no Rio, pesquisadores anunciaram dois pacientes sem vírus detectável há 14 e 12 meses após pausarem antirretrovirais. Ambos passaram por transplante de medula com doadores CCR5-delta32.

Pesquisadores anunciaram, nesta segunda-feira (27), durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, realizada no Rio de Janeiro, dois novos casos de remissão do HIV após a interrupção do tratamento com antirretrovirais. Os pacientes estão sem carga viral detectável há 14 e 12 meses.

Os indivíduos foram submetidos a transplantes de células-tronco para tratar doenças hematológicas graves, e não especificamente para o HIV. Os procedimentos contaram com doadores portadores de uma rara mutação genética, conhecida como CCR5-delta32, que impede a entrada das formas mais comuns do vírus nas células do sistema imunológico.

O primeiro caso, denominado Paciente de Kansas City, foi diagnosticado com HIV e uma forma agressiva de leucemia em 2018. Após o transplante, realizado em 2020, o tratamento com antirretrovirais foi suspenso em fevereiro de 2025. Quatorze meses depois, os exames continuam sem detectar o vírus.

No segundo caso, o paciente convivía com HIV e hepatite B, apresentando variantes virais capazes de utilizar diferentes portas de entrada nas células humanas. Um ano após a suspensão do tratamento, os médicos não encontraram vírus com capacidade de se multiplicar nem material genético completo do HIV.

Com esses dois novos casos, o número total de pessoas que permaneceram sem medicamentos e sem sinais detectáveis do HIV após transplantes de células-tronco chega a 13.

Apesar dos resultados promissores, os especialistas enfatizam que isso não significa que exista uma cura disponível para os milhões de pessoas que vivem com o vírus. “Isso quer dizer que você tira o tratamento e o vírus não volta. Em algumas pessoas, a gente tem evidências muito fortes de que realmente o vírus não existe mais”, explicou um infectologista.

Esses casos se juntam a uma lista que começou em 2009, quando o primeiro paciente, conhecido como Paciente de Berlim, foi considerado o primeiro homem funcionalmente curado do HIV. Desde então, casos semelhantes foram registrados em diversas cidades, incluindo Londres, Düsseldorf, Nova York, Genebra, Marselha, Oslo, Chicago e Toronto.

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