Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Agro

Colheita de café avança a 60% no Cerrado Mineiro; maturação é irregular

Colheita de café no Cerrado Mineiro chega a 60%, mas maturação dos frutos é irregular.

28/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 19h19
Colheita de café avança a 60% no Cerrado Mineiro; maturação é irregular

Expocacer informa que, até 24 de julho, 60% da área prevista foi colhida e 40% do volume já passou pelo beneficiamento. O rendimento médio ficou em 515 litros por saca de 60 kg, enquanto a maturação apresenta irregularidade.

A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro, uma das principais regiões produtoras de cafés especiais do Brasil, alcançou 60% da área prevista para a safra 2026/27 até o dia 24 de julho, conforme informações da Expocacer, a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado.

Publicidade

De acordo com o boletim semanal da cooperativa, 40% do volume já colhido passou pelo beneficiamento, apresentando um rendimento médio de 515 litros para cada saca de 60 quilos de café beneficiado. No mesmo período da safra anterior, os trabalhos estavam em 63%, embora o volume produzido naquele ciclo tenha sido inferior ao esperado para este ano.

Apesar do avanço considerado satisfatório e da expectativa de recuperação do atraso registrado no início da temporada, os produtores estão atentos à maturação dos frutos, que pode limitar a oferta de lotes de maior qualidade devido à falta de uniformidade.

Técnicos da cooperativa classificam a maturação desta safra como irregular, com predominância de frutos passados e secos, além de um percentual de cafés verdes acima da média histórica.

A consequência dessa situação é a menor disponibilidade de frutos no estágio cereja, que é considerado ideal para a produção de cafés cereja descascado, um processo amplamente utilizado na obtenção de cafés especiais de maior valor agregado. Embora o cenário apresente desafios, a qualidade da bebida dos cafés recebidos apresentou melhora na última semana, conforme destacado no boletim da cooperativa.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Entretanto, o percentual de catação, que é a etapa em que são retirados grãos com defeitos, permanece acima de 15%, indicando que os produtores ainda enfrentam a necessidade de seleção rigorosa para manter o padrão de qualidade exigido pelo mercado de cafés especiais.

Outro movimento esperado nesta fase mais avançada da colheita é o aumento da entrada de grãos de chão, que começam a ser recebidos nas unidades da cooperativa. A perspectiva para as próximas semanas é considerada positiva, uma vez que a previsão é de tempo seco, com elevação das temperaturas e baixo volume de chuvas, o que deve acelerar a retirada dos frutos remanescentes das lavouras, favorecer a secagem do café e melhorar as condições para as operações mecanizadas.

Na avaliação dos técnicos, esse cenário tende a elevar a eficiência da colheita, reduzindo as interrupções causadas pela umidade e permitindo que os trabalhos sejam concluídos dentro da janela considerada ideal, até o início de setembro. Embora tenham sido registradas chuvas pontuais nos dias 24 e 25 de julho, que atrasaram temporariamente a colheita e a secagem em algumas propriedades, os modelos meteorológicos indicam precipitações pouco expressivas nos próximos dias, com média de apenas 0,1 milímetro na região.

Publicidade

Mesmo assim, a cooperativa recomendou aos produtores que acompanhem as condições climáticas em cada município, visto que as chuvas previstas podem ocorrer de forma localizada e com intensidades diferentes.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Expocacer informa que, até 24 de julho, 60% da área prevista foi colhida e 40% do volume já passou pelo beneficiamento. O rendimento médio ficou em 515 litros por saca de 60 kg, enquanto a maturação apresenta irregularidade.

A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro, uma das principais regiões produtoras de cafés especiais do Brasil, alcançou 60% da área prevista para a safra 2026/27 até o dia 24 de julho, conforme informações da Expocacer, a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado.

De acordo com o boletim semanal da cooperativa, 40% do volume já colhido passou pelo beneficiamento, apresentando um rendimento médio de 515 litros para cada saca de 60 quilos de café beneficiado. No mesmo período da safra anterior, os trabalhos estavam em 63%, embora o volume produzido naquele ciclo tenha sido inferior ao esperado para este ano.

Apesar do avanço considerado satisfatório e da expectativa de recuperação do atraso registrado no início da temporada, os produtores estão atentos à maturação dos frutos, que pode limitar a oferta de lotes de maior qualidade devido à falta de uniformidade.

Técnicos da cooperativa classificam a maturação desta safra como irregular, com predominância de frutos passados e secos, além de um percentual de cafés verdes acima da média histórica.

A consequência dessa situação é a menor disponibilidade de frutos no estágio cereja, que é considerado ideal para a produção de cafés cereja descascado, um processo amplamente utilizado na obtenção de cafés especiais de maior valor agregado. Embora o cenário apresente desafios, a qualidade da bebida dos cafés recebidos apresentou melhora na última semana, conforme destacado no boletim da cooperativa.

Entretanto, o percentual de catação, que é a etapa em que são retirados grãos com defeitos, permanece acima de 15%, indicando que os produtores ainda enfrentam a necessidade de seleção rigorosa para manter o padrão de qualidade exigido pelo mercado de cafés especiais.

Outro movimento esperado nesta fase mais avançada da colheita é o aumento da entrada de grãos de chão, que começam a ser recebidos nas unidades da cooperativa. A perspectiva para as próximas semanas é considerada positiva, uma vez que a previsão é de tempo seco, com elevação das temperaturas e baixo volume de chuvas, o que deve acelerar a retirada dos frutos remanescentes das lavouras, favorecer a secagem do café e melhorar as condições para as operações mecanizadas.

Na avaliação dos técnicos, esse cenário tende a elevar a eficiência da colheita, reduzindo as interrupções causadas pela umidade e permitindo que os trabalhos sejam concluídos dentro da janela considerada ideal, até o início de setembro. Embora tenham sido registradas chuvas pontuais nos dias 24 e 25 de julho, que atrasaram temporariamente a colheita e a secagem em algumas propriedades, os modelos meteorológicos indicam precipitações pouco expressivas nos próximos dias, com média de apenas 0,1 milímetro na região.

Mesmo assim, a cooperativa recomendou aos produtores que acompanhem as condições climáticas em cada município, visto que as chuvas previstas podem ocorrer de forma localizada e com intensidades diferentes.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA