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Eleições

Apoio à guerra contra o Irã despenca para 33%, diz pesquisa

Apoio à guerra contra o Irã é o mais baixo entre americanos, com apenas 33% de apoio.

28/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h30
Apoio à guerra contra o Irã despenca para 33%, diz pesquisa

Pesquisa Reuters-Ipsos aponta que só 33% dos americanos aprovam ação militar contra Teerã, o menor nível em cinco meses. 62% se opõem e 5% não opinaram; especialista critica falta de metas claras da administração Trump.

Uma pesquisa recente realizada pela Reuters-Ipsos indicou que apenas um em cada três americanos apoia a guerra contra o Irã, com um índice de 33%, o mais baixo desde o início do conflito, que já dura cinco meses, superando as cinco semanas inicialmente previstas. A professora de Relações Internacionais da FESPSP, Ana Carolina Marson, analisou os dados em uma entrevista.

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De acordo com a pesquisa, 62% da população se declarou contrária ao conflito, enquanto 5% não opinaram. Para muitos entrevistados, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não conseguiu apresentar de forma clara os objetivos da ação militar no Irã.

Ao longo do conflito, Trump apresentou justificativas que variavam, como a intenção de ajudar os iranianos a derrubar o regime dos ayatollahs ou impedir que o país adquirisse armas nucleares. Até o momento, 18 soldados americanos perderam a vida no Oriente Médio.

A professora Marson destacou que a pesquisa confirma uma tendência observada desde o início do conflito, apontando a falta de clareza nos objetivos dos Estados Unidos em relação à ação no Irã.

Ela mencionou que os resultados da pesquisa surgem em um momento delicado, próximo às eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, que podem alterar a composição do Congresso americano. Marson comentou que pesquisas anteriores já indicavam a possibilidade de os republicanos, atualmente majoritários, perderem essa posição em pelo menos uma das casas do Congresso.

A docente observou que Trump já enfrentava uma queda na popularidade, não apenas sua, mas também do Partido Republicano.

Apesar de a porta-voz da Casa Branca ter afirmado que Trump não seria influenciado pelas pesquisas de opinião em suas decisões militares, Marson acredita que o cenário é diferente. Para ela, Trump sai cada vez mais fragilizado em função do conflito.

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Ao comparar o apoio atual à guerra com conflitos passados, Marson destacou que, durante a guerra do Iraque, o apoio popular nos primeiros meses atingiu cerca de 70%, e no Afeganistão, chegou a 90%. Esses conflitos contavam com um catalisador claro, como os ataques de 11 de setembro, que mobilizaram a população americana em apoio à defesa do território nacional.

No caso do Irã, a situação é mais complexa. Embora muitos americanos ainda vejam o Irã como uma ameaça, eles não estão satisfeitos com a condução da guerra por Trump.

A professora ressaltou que Trump se elegeu com uma plataforma contrária a intervenções prolongadas em outros países, mas o conflito se estende além do que foi inicialmente previsto.

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Além disso, Marson destacou a pressão econômica enfrentada pelo governo, como o aumento no preço dos combustíveis e uma inflação de 4% — dois pontos acima do esperado pelo Federal Reserve. A oposição no Congresso, que inclui não só os democratas, mas também uma parte dos republicanos, tem dificultado a solicitação de mais recursos para o conflito.

Marson acredita que Trump não deve retirar as tropas americanas do Irã no momento, pois qualquer saída precisaria ser percebida como uma vitória para os americanos, caso contrário, sua popularidade poderia cair ainda mais.

Por fim, a professora comentou sobre os encontros de Trump com líderes internacionais, como o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, ressaltando a importância do contato diplomático, especialmente após tensões anteriores.

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Pesquisa Reuters-Ipsos aponta que só 33% dos americanos aprovam ação militar contra Teerã, o menor nível em cinco meses. 62% se opõem e 5% não opinaram; especialista critica falta de metas claras da administração Trump.

Uma pesquisa recente realizada pela Reuters-Ipsos indicou que apenas um em cada três americanos apoia a guerra contra o Irã, com um índice de 33%, o mais baixo desde o início do conflito, que já dura cinco meses, superando as cinco semanas inicialmente previstas. A professora de Relações Internacionais da FESPSP, Ana Carolina Marson, analisou os dados em uma entrevista.

De acordo com a pesquisa, 62% da população se declarou contrária ao conflito, enquanto 5% não opinaram. Para muitos entrevistados, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não conseguiu apresentar de forma clara os objetivos da ação militar no Irã.

Ao longo do conflito, Trump apresentou justificativas que variavam, como a intenção de ajudar os iranianos a derrubar o regime dos ayatollahs ou impedir que o país adquirisse armas nucleares. Até o momento, 18 soldados americanos perderam a vida no Oriente Médio.

A professora Marson destacou que a pesquisa confirma uma tendência observada desde o início do conflito, apontando a falta de clareza nos objetivos dos Estados Unidos em relação à ação no Irã.

Ela mencionou que os resultados da pesquisa surgem em um momento delicado, próximo às eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, que podem alterar a composição do Congresso americano. Marson comentou que pesquisas anteriores já indicavam a possibilidade de os republicanos, atualmente majoritários, perderem essa posição em pelo menos uma das casas do Congresso.

A docente observou que Trump já enfrentava uma queda na popularidade, não apenas sua, mas também do Partido Republicano.

Apesar de a porta-voz da Casa Branca ter afirmado que Trump não seria influenciado pelas pesquisas de opinião em suas decisões militares, Marson acredita que o cenário é diferente. Para ela, Trump sai cada vez mais fragilizado em função do conflito.

Ao comparar o apoio atual à guerra com conflitos passados, Marson destacou que, durante a guerra do Iraque, o apoio popular nos primeiros meses atingiu cerca de 70%, e no Afeganistão, chegou a 90%. Esses conflitos contavam com um catalisador claro, como os ataques de 11 de setembro, que mobilizaram a população americana em apoio à defesa do território nacional.

No caso do Irã, a situação é mais complexa. Embora muitos americanos ainda vejam o Irã como uma ameaça, eles não estão satisfeitos com a condução da guerra por Trump.

A professora ressaltou que Trump se elegeu com uma plataforma contrária a intervenções prolongadas em outros países, mas o conflito se estende além do que foi inicialmente previsto.

Além disso, Marson destacou a pressão econômica enfrentada pelo governo, como o aumento no preço dos combustíveis e uma inflação de 4% — dois pontos acima do esperado pelo Federal Reserve. A oposição no Congresso, que inclui não só os democratas, mas também uma parte dos republicanos, tem dificultado a solicitação de mais recursos para o conflito.

Marson acredita que Trump não deve retirar as tropas americanas do Irã no momento, pois qualquer saída precisaria ser percebida como uma vitória para os americanos, caso contrário, sua popularidade poderia cair ainda mais.

Por fim, a professora comentou sobre os encontros de Trump com líderes internacionais, como o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, ressaltando a importância do contato diplomático, especialmente após tensões anteriores.

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