Os três foram formalmente acusados em 28 de julho após o naufrágio da balsa MV Barima, em 18 de julho, que matou 73 pessoas e deixou 30 desaparecidas. A embarcação fazia a rota Georgetown–Port Kaituma.
O capitão e dois tripulantes de uma balsa de passageiros que naufragou na Guiana foram acusados de homicídio no dia 28 de julho, mais de uma semana após o desastre que resultou na morte de 73 pessoas e deixou outras 30 desaparecidas.
A embarcação, chamada MV Barima, afundou no dia 18 de julho enquanto realizava a rota entre a capital, Georgetown, e o vilarejo de Port Kaituma, localizado no noroeste do país. O capitão Kevin Price, de 40 anos, e os tripulantes Rondell Dwayne Roberts, de 42, e Delon Granderson, de 33, compareceram a um tribunal em Georgetown para responder às acusações, conforme informou a polícia local.
Não foi exigido que os três apresentassem defesa preliminar, e a audiência foi adiada para o dia 3 de agosto. A prisão preventiva dos acusados foi decretada. A tragédia motivou uma investigação abrangente sobre os serviços de balsa na Guiana, que são operados pelo Departamento de Transportes e Portos, vinculado ao Ministério de Obras Públicas. Em resposta ao desastre, o presidente Irfaan Ali anunciou a criação de uma comissão de inquérito para apurar as causas do acidente.
De acordo com as autoridades, 76 passageiros e tripulantes foram resgatados do MV Barima, e estima-se que 179 pessoas estavam a bordo no momento em que a balsa afundou. Após o acidente, o primeiro-ministro guianense, Mark Phillips, revelou que dois dos tripulantes, incluindo o capitão, testaram positivo para maconha. Ele também destacou que muitas pessoas a bordo não estavam na lista de passageiros da embarcação. Entretanto, o primeiro-ministro acrescentou que a balsa havia sido considerada em condições de navegabilidade e que a manutenção estava em dia.
Parlamentares da oposição, diante da tragédia, exigiram a renúncia do ministro de Obras Públicas, Juan Edghill, e do ministro de Serviços Públicos e Aviação, Deodat Indar.
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