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Saúde

Fiocruz e MSD firmam acordo para testar comprimido mensal contra HIV

Novo comprimido mensal para PrEP contra HIV avança no Brasil com parceria da Fiocruz e MSD.

29/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h50
Fiocruz e MSD firmam acordo para testar comprimido mensal contra HIV

Comprimido mensal em desenvolvimento, o alimatravir pode virar nova opção de PrEP no Brasil após memorando entre Fiocruz e MSD. A parceria prevê produção nacional se houver sucesso na fase 3 e aprovação regulatória.

Um comprimido de uso mensal para prevenir a infecção pelo HIV pode se tornar uma nova opção de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) no Brasil. A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e a MSD Brasil assinaram, na última segunda-feira (27), um Memorando de Entendimentos para avaliar uma parceria relacionada ao alimatravir (MK-8527), um medicamento que ainda está em desenvolvimento clínico.

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O acordo prevê a avaliação de uma possível cooperação para a produção da tecnologia no Brasil, caso o medicamento apresente resultados positivos nos estudos clínicos de fase 3 e obtenha aprovação dos órgãos reguladores. A informação foi divulgada na terça-feira (28).

De acordo com a farmacêutica MSD, o alimatravir é um candidato a medicamento para PrEP oral de longa duração. Diferentemente dos comprimidos de uso diário disponíveis atualmente, ele foi desenvolvido para ser administrado uma vez por mês.

O medicamento atua de uma forma diferente dos tratamentos disponíveis atualmente e está sendo testado em dois grandes estudos internacionais, chamados “EXPrESSIVE-10” e “EXPrESSIVE-11”, que também contam com a participação de centros de pesquisa brasileiros.

A expectativa é que uma opção oral de administração mensal possa facilitar a adesão à estratégia de prevenção do HIV, oferecendo maior conveniência para diferentes perfis de usuários.

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“O acordo tem potencial de fortalecer a capacidade nacional de produção de tecnologias inovadoras em saúde e ampliar, no futuro, o acesso da população brasileira e da América Latina a novas opções de prevenção ao HIV”, diz a empresa.

Atualmente, o Brasil oferece gratuitamente a PrEP pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Mais de 100 mil pessoas utilizam a profilaxia no país.

“Este Memorando de Entendimentos declara que a Fiocruz e a MSD se propõem a cooperar na fase de validação clínica dessa nova molécula e também discutir bases comerciais e tecnológicas para a nacionalização da sua produção com vistas ao fortalecimento do Complexo Econômico Industrial da Saúde (CEIS), com foco no acesso e na equidade”, afirmou Mario Moreira, presidente da Fiocruz.

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O Memorando de Entendimentos foi assinado pela Fiocruz e MSD Brasil durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, no Rio de Janeiro, na segunda-feira. No mesmo dia, ocorreram mais dois grandes anúncios relacionados ao HIV: a remissão em dois novos pacientes e uma proposta do Ministério da Saúde para a incorporação do medicamento cabotegravir, aplicado a cada dois meses.

A proposta de incorporação foi encaminhada à Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) e está prevista para ser analisada em agosto deste ano. Já os casos de remissão, após a interrupção do tratamento com antirretrovirais, foram anunciados por pesquisadores, com os pacientes permanecendo sem carga viral detectável há 14 e 12 meses.

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Comprimido mensal em desenvolvimento, o alimatravir pode virar nova opção de PrEP no Brasil após memorando entre Fiocruz e MSD. A parceria prevê produção nacional se houver sucesso na fase 3 e aprovação regulatória.

Um comprimido de uso mensal para prevenir a infecção pelo HIV pode se tornar uma nova opção de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) no Brasil. A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e a MSD Brasil assinaram, na última segunda-feira (27), um Memorando de Entendimentos para avaliar uma parceria relacionada ao alimatravir (MK-8527), um medicamento que ainda está em desenvolvimento clínico.

O acordo prevê a avaliação de uma possível cooperação para a produção da tecnologia no Brasil, caso o medicamento apresente resultados positivos nos estudos clínicos de fase 3 e obtenha aprovação dos órgãos reguladores. A informação foi divulgada na terça-feira (28).

De acordo com a farmacêutica MSD, o alimatravir é um candidato a medicamento para PrEP oral de longa duração. Diferentemente dos comprimidos de uso diário disponíveis atualmente, ele foi desenvolvido para ser administrado uma vez por mês.

O medicamento atua de uma forma diferente dos tratamentos disponíveis atualmente e está sendo testado em dois grandes estudos internacionais, chamados “EXPrESSIVE-10” e “EXPrESSIVE-11”, que também contam com a participação de centros de pesquisa brasileiros.

A expectativa é que uma opção oral de administração mensal possa facilitar a adesão à estratégia de prevenção do HIV, oferecendo maior conveniência para diferentes perfis de usuários.

“O acordo tem potencial de fortalecer a capacidade nacional de produção de tecnologias inovadoras em saúde e ampliar, no futuro, o acesso da população brasileira e da América Latina a novas opções de prevenção ao HIV”, diz a empresa.

Atualmente, o Brasil oferece gratuitamente a PrEP pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Mais de 100 mil pessoas utilizam a profilaxia no país.

“Este Memorando de Entendimentos declara que a Fiocruz e a MSD se propõem a cooperar na fase de validação clínica dessa nova molécula e também discutir bases comerciais e tecnológicas para a nacionalização da sua produção com vistas ao fortalecimento do Complexo Econômico Industrial da Saúde (CEIS), com foco no acesso e na equidade”, afirmou Mario Moreira, presidente da Fiocruz.

O Memorando de Entendimentos foi assinado pela Fiocruz e MSD Brasil durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, no Rio de Janeiro, na segunda-feira. No mesmo dia, ocorreram mais dois grandes anúncios relacionados ao HIV: a remissão em dois novos pacientes e uma proposta do Ministério da Saúde para a incorporação do medicamento cabotegravir, aplicado a cada dois meses.

A proposta de incorporação foi encaminhada à Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) e está prevista para ser analisada em agosto deste ano. Já os casos de remissão, após a interrupção do tratamento com antirretrovirais, foram anunciados por pesquisadores, com os pacientes permanecendo sem carga viral detectável há 14 e 12 meses.

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