Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Crédito no Brasil atinge R$7,4 tri em junho; empresas impulsionam expansão

Em junho de 2026, o crédito total no Brasil atingiu R$ 7,4 trilhões, com crescimento em diversos setores.

30/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h31
Crédito no Brasil atinge R$7,4 tri em junho; empresas impulsionam expansão

Estoque de operações de crédito cresceu 0,7% em junho, segundo o Banco Central. Em destaque, empréstimos a empresas avançaram 1,5% (R$2,7 tri) e às pessoas físicas, 0,2%; no ano, alta de 9,7%.

O estoque total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) cresceu 0,7% em junho de 2026, atingindo R$ 7,4 trilhões, conforme as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central nesta quinta-feira, 30 de julho. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo crédito destinado a pessoas jurídicas, que avançou 1,5%, somando R$ 2,7 trilhões. Enquanto isso, o crédito para pessoas físicas registrou um aumento mais modesto de 0,2%, totalizando R$ 4,6 trilhões.

Publicidade

Na comparação com junho de 2025, o estoque total de crédito apresentou uma alta significativa de 9,7%. Essa expansão ocorre em um contexto de taxa Selic elevada, que tende a encarecer os financiamentos e, consequentemente, a reduzir a demanda por empréstimos.

Além do crédito tradicional, o crédito ampliado ao setor não financeiro, que inclui títulos públicos e dívidas externas, alcançou R$ 21,7 trilhões, o que representa 164,3% do PIB. O estoque ampliado cresceu 0,9% no mês, sendo impulsionado principalmente pelos empréstimos externos, que avançaram 2,3%. O Banco Central atribui o aumento do endividamento externo à depreciação cambial de 2,37% registrada em junho.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

No segmento empresarial, o crédito ampliado atingiu R$ 7,2 trilhões, com uma alta de 1,4% no mês. A taxa média de juros das concessões também registrou mudanças importantes. A taxa geral subiu para 33,4% ao ano, um aumento de 0,2 ponto percentual em relação a maio. No entanto, as empresas observaram uma redução nos juros do crédito livre, com a taxa média caindo 0,5 ponto percentual, para 24,4% ao ano.

Por outro lado, o crédito livre destinado a pessoas físicas teve um aumento de 1,2 ponto percentual, chegando a 64% ao ano. O crédito pessoal não consignado apresentou a maior alta, com um aumento de 7 pontos percentuais no mês. Apesar das variações nas taxas, a inadimplência total do sistema permaneceu estável em 4,7%. No crédito com recursos livres, o índice também se manteve em 6,2%, enquanto entre as empresas houve uma leve queda de 0,1 ponto percentual, para 4%. Entre as famílias, a taxa de inadimplência permaneceu em 7,6%.

As operações de crédito livre para empresas registraram um crescimento de 1,9% em junho, influenciado por fatores sazonais, como o desconto de duplicatas e recebíveis. Por outro lado, o crédito livre às famílias recuou 0,1%, impactado pela redução nas carteiras de financiamento de veículos e crédito pessoal sem garantia. O agregado monetário M4, que indica a liquidez da economia, encerrou junho em R$ 15,7 trilhões, com uma alta de 1,2% no mês e de 12,3% em 12 meses. O endividamento das famílias brasileiras ficou em 49,8% em maio, indicador que é divulgado com um mês de defasagem.

Publicidade

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Estoque de operações de crédito cresceu 0,7% em junho, segundo o Banco Central. Em destaque, empréstimos a empresas avançaram 1,5% (R$2,7 tri) e às pessoas físicas, 0,2%; no ano, alta de 9,7%.

O estoque total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) cresceu 0,7% em junho de 2026, atingindo R$ 7,4 trilhões, conforme as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central nesta quinta-feira, 30 de julho. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo crédito destinado a pessoas jurídicas, que avançou 1,5%, somando R$ 2,7 trilhões. Enquanto isso, o crédito para pessoas físicas registrou um aumento mais modesto de 0,2%, totalizando R$ 4,6 trilhões.

Na comparação com junho de 2025, o estoque total de crédito apresentou uma alta significativa de 9,7%. Essa expansão ocorre em um contexto de taxa Selic elevada, que tende a encarecer os financiamentos e, consequentemente, a reduzir a demanda por empréstimos.

Além do crédito tradicional, o crédito ampliado ao setor não financeiro, que inclui títulos públicos e dívidas externas, alcançou R$ 21,7 trilhões, o que representa 164,3% do PIB. O estoque ampliado cresceu 0,9% no mês, sendo impulsionado principalmente pelos empréstimos externos, que avançaram 2,3%. O Banco Central atribui o aumento do endividamento externo à depreciação cambial de 2,37% registrada em junho.

No segmento empresarial, o crédito ampliado atingiu R$ 7,2 trilhões, com uma alta de 1,4% no mês. A taxa média de juros das concessões também registrou mudanças importantes. A taxa geral subiu para 33,4% ao ano, um aumento de 0,2 ponto percentual em relação a maio. No entanto, as empresas observaram uma redução nos juros do crédito livre, com a taxa média caindo 0,5 ponto percentual, para 24,4% ao ano.

Por outro lado, o crédito livre destinado a pessoas físicas teve um aumento de 1,2 ponto percentual, chegando a 64% ao ano. O crédito pessoal não consignado apresentou a maior alta, com um aumento de 7 pontos percentuais no mês. Apesar das variações nas taxas, a inadimplência total do sistema permaneceu estável em 4,7%. No crédito com recursos livres, o índice também se manteve em 6,2%, enquanto entre as empresas houve uma leve queda de 0,1 ponto percentual, para 4%. Entre as famílias, a taxa de inadimplência permaneceu em 7,6%.

As operações de crédito livre para empresas registraram um crescimento de 1,9% em junho, influenciado por fatores sazonais, como o desconto de duplicatas e recebíveis. Por outro lado, o crédito livre às famílias recuou 0,1%, impactado pela redução nas carteiras de financiamento de veículos e crédito pessoal sem garantia. O agregado monetário M4, que indica a liquidez da economia, encerrou junho em R$ 15,7 trilhões, com uma alta de 1,2% no mês e de 12,3% em 12 meses. O endividamento das famílias brasileiras ficou em 49,8% em maio, indicador que é divulgado com um mês de defasagem.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA