Pré-candidato ao Senado afirma que empréstimos ilegais têm sido utilizados por organizações criminosas para ameaçar famílias e tomar bens.
O delegado André David alertou para os impactos da agiotagem em Sergipe, especialmente entre famílias de baixa renda, trabalhadores informais, aposentados e pequenos comerciantes sem acesso ao crédito bancário. Segundo ele, empréstimos apresentados como soluções rápidas podem resultar em cobranças abusivas, ameaças, extorsões e perda de patrimônio.
Para o pré-candidato ao Senado, a prática deixou de ser apenas uma atividade informal e passou a integrar esquemas relacionados ao crime organizado. André David defende a atualização da legislação, destacando que a pena atualmente prevista para o crime de usura pode chegar a dois anos, considerada insuficiente diante da violência empregada em determinadas cobranças.
O delegado manifestou apoio às medidas previstas no Projeto de Lei nº 3.329/2026, que propunha aumentar as penas, estabelecer agravantes para a atuação de facções e milícias, bloquear bens e criar canais sigilosos de denúncia. Entretanto, o projeto foi retirado de tramitação pelo próprio autor em 9 de julho de 2026 e não está mais em análise na Câmara dos Deputados.
André David afirmou que pretende defender, caso seja eleito, uma nova proposta para endurecer o combate à agiotagem e ampliar a proteção às vítimas. Ele também ressaltou a necessidade de mecanismos que permitam denunciar os criminosos com segurança e auxiliem as autoridades no rastreamento do dinheiro obtido ilegalmente.
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