Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Internacional

Empresários brasileiros cobram do presidente da Bolívia liberação de rodovia

Empresários brasileiros se reúnem com presidente da Bolívia para discutir integração logística.

31/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 10h05
Empresários brasileiros cobram do presidente da Bolívia liberação de rodovia

Erai Maggi lidera empresários do agronegócio em reunião com o presidente Rodrigo Paz Pereira para avançar integração logística. O foco é autorizar estudos de uma rodovia boliviana de 129 km até a fronteira com MT.

Empresários brasileiros do agronegócio se reúnem nesta sexta-feira (31 de julho de 2026) com o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz Pereira, do Partido Democrata Cristão, para discutir projetos de integração logística entre os dois países. O grupo é liderado pelo empresário Erai Maggi.

Publicidade

De acordo com informações, o principal tema da reunião será a liberação dos estudos e projetos de uma rodovia que ligará San Ignacio de Velasco, no departamento boliviano de Santa Cruz, a Marfil, na fronteira com Vila Bela da Santíssima Trindade, em Mato Grosso.

O trecho em território boliviano possui 129 km. Atualmente, a rota é feita por uma estrada de terra, que apresenta partes ainda não implantadas e circulação restrita em determinados períodos do ano. No Brasil, o governo de Mato Grosso iniciou a pavimentação dos 80 km da MT-199 que levam até a divisa com a Bolívia, com conclusão das obras prevista para 2027.

Os empresários defendem que o cronograma de obras no lado brasileiro aumenta a urgência para que o governo boliviano avance com o seu trecho do corredor. A comitiva brasileira chegará a San Ignacio de Velasco em mais de 20 aeronaves privadas, exigindo uma operação internacional especial no aeroporto da cidade, inaugurado em 2018 e que ainda não recebe voos regulares.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

A reunião ocorre durante as celebrações pelos 278 anos da fundação do município e foi organizada pelo Comitê de Integração Brasil–Bolívia. A programação contará com a presença de ministros bolivianos, representantes de governos regionais e municipais e integrantes dos setores produtivos dos dois países.

O projeto é especialmente relevante para os produtores de Santa Cruz, departamento responsável por 97% da soja e cerca de metade do milho produzido na Bolívia. A região possui um PIB de US$ 14,3 bilhões, equivalente a 30,2% da economia boliviana.

Por outro lado, Mato Grosso apresenta um PIB de US$ 55 bilhões, registrando um crescimento real de 661% de 1995 a 2024, o maior avanço entre as unidades da Federação no período. Com a conclusão da ligação rodoviária, produtos da Chiquitania, região boliviana formada por planícies e savanas tropicais, poderão ser transportados por cerca de 1.300 km até Porto Velho, em Rondônia.

Publicidade

Na capital rondoniense, as cargas serão transferidas para barcaças com capacidade de até 60.000 toneladas, que seguirão pelos rios Madeira e Amazonas até terminais como Itacoatiara, Santarém e Barcarena. Esse sistema integra o chamado Arco Norte, responsável por movimentar mais de 50 milhões de toneladas de soja e milho anualmente.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Erai Maggi lidera empresários do agronegócio em reunião com o presidente Rodrigo Paz Pereira para avançar integração logística. O foco é autorizar estudos de uma rodovia boliviana de 129 km até a fronteira com MT.

Empresários brasileiros do agronegócio se reúnem nesta sexta-feira (31 de julho de 2026) com o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz Pereira, do Partido Democrata Cristão, para discutir projetos de integração logística entre os dois países. O grupo é liderado pelo empresário Erai Maggi.

De acordo com informações, o principal tema da reunião será a liberação dos estudos e projetos de uma rodovia que ligará San Ignacio de Velasco, no departamento boliviano de Santa Cruz, a Marfil, na fronteira com Vila Bela da Santíssima Trindade, em Mato Grosso.

O trecho em território boliviano possui 129 km. Atualmente, a rota é feita por uma estrada de terra, que apresenta partes ainda não implantadas e circulação restrita em determinados períodos do ano. No Brasil, o governo de Mato Grosso iniciou a pavimentação dos 80 km da MT-199 que levam até a divisa com a Bolívia, com conclusão das obras prevista para 2027.

Os empresários defendem que o cronograma de obras no lado brasileiro aumenta a urgência para que o governo boliviano avance com o seu trecho do corredor. A comitiva brasileira chegará a San Ignacio de Velasco em mais de 20 aeronaves privadas, exigindo uma operação internacional especial no aeroporto da cidade, inaugurado em 2018 e que ainda não recebe voos regulares.

A reunião ocorre durante as celebrações pelos 278 anos da fundação do município e foi organizada pelo Comitê de Integração Brasil–Bolívia. A programação contará com a presença de ministros bolivianos, representantes de governos regionais e municipais e integrantes dos setores produtivos dos dois países.

O projeto é especialmente relevante para os produtores de Santa Cruz, departamento responsável por 97% da soja e cerca de metade do milho produzido na Bolívia. A região possui um PIB de US$ 14,3 bilhões, equivalente a 30,2% da economia boliviana.

Por outro lado, Mato Grosso apresenta um PIB de US$ 55 bilhões, registrando um crescimento real de 661% de 1995 a 2024, o maior avanço entre as unidades da Federação no período. Com a conclusão da ligação rodoviária, produtos da Chiquitania, região boliviana formada por planícies e savanas tropicais, poderão ser transportados por cerca de 1.300 km até Porto Velho, em Rondônia.

Na capital rondoniense, as cargas serão transferidas para barcaças com capacidade de até 60.000 toneladas, que seguirão pelos rios Madeira e Amazonas até terminais como Itacoatiara, Santarém e Barcarena. Esse sistema integra o chamado Arco Norte, responsável por movimentar mais de 50 milhões de toneladas de soja e milho anualmente.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA