A CFO Lin Tao reafirmou que a companhia manterá o plano de encerrar a produção de cópias físicas do PlayStation no início de 2028. A decisão, diz ela, responde à crescente digitalização de conteúdos.
A CFO da Sony, Lin Tao, confirmou que a empresa não irá recuar na decisão de encerrar a produção de jogos em mídia física para o PlayStation a partir de janeiro de 2028. A declaração foi feita durante a conferência de resultados do primeiro trimestre do ano fiscal de 2026, realizada nesta sexta-feira, 31.
Tao ressaltou que a companhia tomou essa decisão com cautela e que continuará avançando nesse processo de mudança de forma cuidadosa. “Existem várias razões pelas quais tomamos essa decisão, sendo a principal delas o avanço da digitalização de conteúdos como um todo; esse é o grande fator”, afirmou.
Ela também destacou que a transformação digital está afetando não apenas os jogos do PlayStation, mas todo tipo de conteúdo. Apesar de não se posicionar diretamente sobre os comentários de fãs e entidades da indústria a respeito do fim da mídia física, a executiva enfatizou que a Sony está ouvindo o feedback dos jogadores. “Recebemos várias opiniões e as pessoas têm visões fortes, e entendemos que a comunidade apresentou essas visões para nós”, disse.
No entanto, a Sony sugeriu que a resistência dos jogadores em relação a essa decisão está relacionada a sentimentos de afeto e nostalgia. “Os jogos são amados por muitas pessoas. É uma forma de entretenimento que está conectada a lembranças afetuosas”, contou Tao.
A empresa, contudo, não abordou outras consequências do fim da mídia física, como questões de preservação e acessibilidade, ou como pretende integrar os discos de jogos já existentes em futuros consoles. “Queremos levar isso em consideração. E, no futuro ecossistema digital, como engajamos os gamers é algo que gostaríamos de continuar a explorar”, completou.
Durante a conferência, Tao também foi questionada se a decisão e a repercussão do fim da mídia física impactaram os negócios da Sony. “Neste momento, não estamos vendo nenhum impacto em nossos negócios”, destacou. A executiva sugeriu que, como as vendas de conteúdo do PlayStation já estão predominantemente digitalizadas, “não vemos que haverá qualquer impacto negativo em nossos negócios”.
Ela ainda afirmou que o fim da mídia física não afetará a concorrência entre PC e consoles, pois o PlayStation continuará se diferenciando por sua “acessibilidade financeira e estabilidade do ambiente de jogo”.
Além disso, a Sony revelou que o PlayStation 5 alcançou 95,3 milhões de unidades vendidas desde seu lançamento em 2020, embora tenha experimentado uma desaceleração nas vendas de hardware, com 1,6 milhão de consoles comercializados no último trimestre. A base ativa mensal da PS Plus, por outro lado, cresceu e atingiu 125 milhões de usuários ativos mensais.
O assunto gerou grande repercussão no setor, com portais, influenciadores e jogadores comentando sobre o fim da mídia física no PlayStation. Alguns fãs até planejam uma “greve” no PlayStation como forma de protesto contra a decisão, promovendo um blackout econômico e de gameplay durante uma semana em agosto, organizado pela iniciativa DoesItPlay. Críticas também surgiram em relação a uma campanha publicitária da vitrola PS-LX3BT, que destacava discos de vinil físicos, gerando comparações com a situação do PlayStation.
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