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Política

Centristas têm reservas sobre Flávio Bolsonaro, afirma especialista

Especialista destaca ressalvas do eleitor de centro em relação a Flávio Bolsonaro.

01/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h00
Centristas têm reservas sobre Flávio Bolsonaro, afirma especialista

A fragmentação da direita fortalece a comunicação petista e complica candidaturas bolsonaristas, diz Sergio Denicoli. O cientista de dados afirma que o eleitor de centro vê Flávio Bolsonaro com muitas hesitações.

A fragmentação do campo da direita no cenário eleitoral de 2026 tem beneficiado a comunicação petista junto à sua base. Ao mesmo tempo, o eleitor de centro demonstra muitas ressalvas em relação a Flávio Bolsonaro, segundo avaliação de Sergio Denicoli, cientista de dados e CEO da AP Exata. Durante uma conversa, Denicoli ressaltou que a esquerda aprendeu com a derrota de 2018 e se reorganizou progressivamente nas redes sociais.

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“Em 2018 foi uma surpresa para a esquerda, em 2022 ela já se estabeleceu melhor”, comentou o especialista. De acordo com ele, a atual fragmentação da direita, que é marcada por conflitos internos, facilita a dominância da narrativa petista nas plataformas digitais.

“Se você tem uma fragmentação num campo político, com brigas internas dentro desse campo, e você tem um outro lado que fala praticamente sozinho, é muito mais fácil você ter essa dominância do que se fala nas redes”

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Denicoli também destacou dados coletados durante a convenção do PSD, que lançou Ronaldo Caiado como pré-candidato. Após Caiado criticar tanto Lula quanto Bolsonaro, as redes sociais registraram uma reação expressiva, onde “35% das pessoas que comentaram essa questão estavam favoráveis ao Caiado”, revelou.

Esse dado evidencia que há um eleitorado de centro em dúvida em relação a Flávio Bolsonaro e com alta rejeição aos dois principais candidatos. Além de Caiado, Denicoli mencionou Renan Santos, do Missão, como outro nome que tem potencial para representar uma terceira via. “O Renan já tem uma organização bastante interessante, fez uma pré-campanha de muita visibilidade, chega como uma liderança consolidada na sua convenção e tem feito a diferença com algumas propostas”, avaliou.

Por fim, o especialista concluiu que, apesar do cenário ainda incerto, a fragmentação da direita “acaba sendo muito prejudicial para esse campo político”. Ele enfatizou que candidatos fora dos dois polos principais precisam se organizar melhor nas redes para conquistar esse eleitorado.

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A fragmentação da direita fortalece a comunicação petista e complica candidaturas bolsonaristas, diz Sergio Denicoli. O cientista de dados afirma que o eleitor de centro vê Flávio Bolsonaro com muitas hesitações.

A fragmentação do campo da direita no cenário eleitoral de 2026 tem beneficiado a comunicação petista junto à sua base. Ao mesmo tempo, o eleitor de centro demonstra muitas ressalvas em relação a Flávio Bolsonaro, segundo avaliação de Sergio Denicoli, cientista de dados e CEO da AP Exata. Durante uma conversa, Denicoli ressaltou que a esquerda aprendeu com a derrota de 2018 e se reorganizou progressivamente nas redes sociais.

“Em 2018 foi uma surpresa para a esquerda, em 2022 ela já se estabeleceu melhor”, comentou o especialista. De acordo com ele, a atual fragmentação da direita, que é marcada por conflitos internos, facilita a dominância da narrativa petista nas plataformas digitais.

“Se você tem uma fragmentação num campo político, com brigas internas dentro desse campo, e você tem um outro lado que fala praticamente sozinho, é muito mais fácil você ter essa dominância do que se fala nas redes”

Denicoli também destacou dados coletados durante a convenção do PSD, que lançou Ronaldo Caiado como pré-candidato. Após Caiado criticar tanto Lula quanto Bolsonaro, as redes sociais registraram uma reação expressiva, onde “35% das pessoas que comentaram essa questão estavam favoráveis ao Caiado”, revelou.

Esse dado evidencia que há um eleitorado de centro em dúvida em relação a Flávio Bolsonaro e com alta rejeição aos dois principais candidatos. Além de Caiado, Denicoli mencionou Renan Santos, do Missão, como outro nome que tem potencial para representar uma terceira via. “O Renan já tem uma organização bastante interessante, fez uma pré-campanha de muita visibilidade, chega como uma liderança consolidada na sua convenção e tem feito a diferença com algumas propostas”, avaliou.

Por fim, o especialista concluiu que, apesar do cenário ainda incerto, a fragmentação da direita “acaba sendo muito prejudicial para esse campo político”. Ele enfatizou que candidatos fora dos dois polos principais precisam se organizar melhor nas redes para conquistar esse eleitorado.

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