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Tecnologia

Jovens trocam smartphones por ‘dumbphones’ para reduzir dependência digital

Jovens trocam smartphones por 'dumbphones' em busca de equilíbrio digital e controle.

01/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 15h44
Jovens trocam smartphones por ‘dumbphones’ para reduzir dependência digital

Cansados do excesso de telas, jovens adotam celulares simples que limitam notificações e redes sociais. A mudança busca reduzir ansiedade, aumentar foco e recuperar privacidade no dia a dia.

Nos últimos anos, a posse do smartphone mais moderno foi considerada um símbolo de status. Contudo, uma nova tendência começa a ganhar força, especialmente entre os jovens, que estão optando por celulares simples, conhecidos como ‘dumbphones’. Esses aparelhos são voltados para ligações, mensagens e algumas funcionalidades básicas.

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Esse movimento surge em meio a uma crescente preocupação com o uso excessivo dos celulares, o tempo despendido nas redes sociais e a sensação constante de estar disponível. Mais do que uma nostalgia pelos celulares flip dos anos 2000, essa mudança reflete uma tentativa de recuperar o controle sobre a própria atenção.

Os ‘dumbphones’ são dispositivos que eliminam muitos recursos dos smartphones modernos. Geralmente, eles oferecem chamadas, SMS, câmera e alguns aplicativos básicos, mas não têm acesso a redes sociais, navegadores e outras ferramentas que podem causar distrações. Recentemente, empresas começaram a investir nesse segmento. Um exemplo é o Commodore Callback 8020, um celular flip que bloqueia redes sociais como Facebook, Instagram e TikTok, mas ainda permite o uso de aplicativos como WhatsApp, Uber e Spotify.

Outro lançamento é o Light Flip, que oferece uma experiência minimalista com funções como mapas, calendário, despertador e música, sem acesso às principais redes sociais.

De acordo com Paulo Cesar Porto Martins, psicólogo clínico e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), avaliar o uso do celular apenas pela quantidade de horas pode levar a conclusões equivocadas. Ele enfatiza que, do ponto de vista psicológico, a qualidade e a função do uso são tão importantes quanto a quantidade de horas gastas.

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Martins explica que duas horas dedicadas ao estudo ou a conversas com amigos são muito diferentes de passar o mesmo tempo alternando entre vídeos curtos e notificações nas redes sociais. O principal sinal de alerta ocorre quando a pessoa perde o controle sobre o uso do celular. Tentativas frustradas de diminuir o tempo de tela, prejuízos ao sono e abandono de outras atividades podem indicar um uso problemático.

Trocar o smartphone por um ‘dumbphone’ pode ser uma estratégia eficaz para modificar o ambiente. Segundo Martins, essa mudança torna o comportamento impulsivo menos acessível, semelhante a alguém que deseja consumir menos doces e decide não mantê-los em casa. Embora o aparelho não resolva problemas como ansiedade ou compulsão, ele reduz as oportunidades de agir de forma impulsiva.

Para aqueles que percebem que pegam o celular sem uma intenção clara, essa barreira prática pode ser benéfica. Gradualmente, a pessoa reaprende a lidar com momentos de espera, silêncio e tédio, elementos importantes para recuperar a atenção e a autorregulação.

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Por outro lado, nem sempre é necessário abandonar o smartphone. Hoje, esses dispositivos concentram aplicativos bancários, autenticação em duas etapas, transporte e outros serviços públicos. Martins destaca que é possível simular parte da experiência de um ‘dumbphone’ no próprio smartphone, desativando notificações desnecessárias, retirando redes sociais da tela inicial e utilizando modos de foco.

O crescimento dos ‘dumbphones’ demonstra que a tecnologia deixou de ser exclusivamente uma disputa por especificações técnicas e passou a refletir uma busca por equilíbrio digital. Para muitos jovens, abrir mão das redes sociais no celular representa uma forma de recuperar tempo, concentração e qualidade de vida.

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Cansados do excesso de telas, jovens adotam celulares simples que limitam notificações e redes sociais. A mudança busca reduzir ansiedade, aumentar foco e recuperar privacidade no dia a dia.

Nos últimos anos, a posse do smartphone mais moderno foi considerada um símbolo de status. Contudo, uma nova tendência começa a ganhar força, especialmente entre os jovens, que estão optando por celulares simples, conhecidos como ‘dumbphones’. Esses aparelhos são voltados para ligações, mensagens e algumas funcionalidades básicas.

Esse movimento surge em meio a uma crescente preocupação com o uso excessivo dos celulares, o tempo despendido nas redes sociais e a sensação constante de estar disponível. Mais do que uma nostalgia pelos celulares flip dos anos 2000, essa mudança reflete uma tentativa de recuperar o controle sobre a própria atenção.

Os ‘dumbphones’ são dispositivos que eliminam muitos recursos dos smartphones modernos. Geralmente, eles oferecem chamadas, SMS, câmera e alguns aplicativos básicos, mas não têm acesso a redes sociais, navegadores e outras ferramentas que podem causar distrações. Recentemente, empresas começaram a investir nesse segmento. Um exemplo é o Commodore Callback 8020, um celular flip que bloqueia redes sociais como Facebook, Instagram e TikTok, mas ainda permite o uso de aplicativos como WhatsApp, Uber e Spotify.

Outro lançamento é o Light Flip, que oferece uma experiência minimalista com funções como mapas, calendário, despertador e música, sem acesso às principais redes sociais.

De acordo com Paulo Cesar Porto Martins, psicólogo clínico e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), avaliar o uso do celular apenas pela quantidade de horas pode levar a conclusões equivocadas. Ele enfatiza que, do ponto de vista psicológico, a qualidade e a função do uso são tão importantes quanto a quantidade de horas gastas.

Martins explica que duas horas dedicadas ao estudo ou a conversas com amigos são muito diferentes de passar o mesmo tempo alternando entre vídeos curtos e notificações nas redes sociais. O principal sinal de alerta ocorre quando a pessoa perde o controle sobre o uso do celular. Tentativas frustradas de diminuir o tempo de tela, prejuízos ao sono e abandono de outras atividades podem indicar um uso problemático.

Trocar o smartphone por um ‘dumbphone’ pode ser uma estratégia eficaz para modificar o ambiente. Segundo Martins, essa mudança torna o comportamento impulsivo menos acessível, semelhante a alguém que deseja consumir menos doces e decide não mantê-los em casa. Embora o aparelho não resolva problemas como ansiedade ou compulsão, ele reduz as oportunidades de agir de forma impulsiva.

Para aqueles que percebem que pegam o celular sem uma intenção clara, essa barreira prática pode ser benéfica. Gradualmente, a pessoa reaprende a lidar com momentos de espera, silêncio e tédio, elementos importantes para recuperar a atenção e a autorregulação.

Por outro lado, nem sempre é necessário abandonar o smartphone. Hoje, esses dispositivos concentram aplicativos bancários, autenticação em duas etapas, transporte e outros serviços públicos. Martins destaca que é possível simular parte da experiência de um ‘dumbphone’ no próprio smartphone, desativando notificações desnecessárias, retirando redes sociais da tela inicial e utilizando modos de foco.

O crescimento dos ‘dumbphones’ demonstra que a tecnologia deixou de ser exclusivamente uma disputa por especificações técnicas e passou a refletir uma busca por equilíbrio digital. Para muitos jovens, abrir mão das redes sociais no celular representa uma forma de recuperar tempo, concentração e qualidade de vida.

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