Servidores de Sergipe estão apreensivos depois que o Sintese informou que o governo pediu ao STF mais 12 meses para cumprir decisão sobre o plano de carreira dos professores. O governador fala em 'cenário devastador'.
Servidores públicos de Sergipe estão preocupados com as finanças do governo de Fábio Mitidieri (PSD). A tensão aumentou após declarações do presidente do Sintese, professor Roberto Silva, sobre um protocolo assinado pelo governador no Supremo Tribunal Federal (STF).
O presidente do Sintese protestou nas redes sociais, denunciando que o governo protocolou, na última quarta-feira (29), um pedido ao STF solicitando mais 12 meses para cumprir a decisão judicial referente ao plano de carreira dos professores da rede estadual. O governador justifica o pedido alegando um “cenário devastador” nas receitas do Estado, levantando a questão se o governo está caminhando para uma “quebradeira”.
Esse cenário é surpreendente, considerando que Mitidieri se orgulhava de ter herdado um Estado saneado pelo ex-governador Belivaldo Chagas, com salários dos servidores e pagamentos aos fornecedores em dia. Se o governo realmente enfrenta um desequilíbrio financeiro, isso indica que nos últimos quatro anos, a administração pode ter gasto além do permitido, comprometendo sua capacidade de honrar compromissos.
Se o governador contestar o “cenário devastador” que apresentou para justificar o pedido ao STF, isso poderá fortalecer a pressão do sindicato dos professores para que o Supremo exija o cumprimento das obrigações do governo, em um momento em que os profissionais da Educação já enfrentaram declarações desrespeitosas por parte do governador.
A situação é alarmante, uma vez que um desequilíbrio nas finanças poderia levar a atrasos nos salários dos servidores, pagamentos a fornecedores e até à suspensão de investimentos, o que comprometeria o cumprimento de normas da Constituição Federal e decisões judiciais. Essa insegurança impacta não apenas os servidores, mas também empresários e a sociedade em geral.
Além disso, o governo tem se destacado por manter uma estrutura festiva na Orla de Atalaia e financiar eventos em diversas partes do Estado. Em um contexto de recordes de empréstimos autorizados pela Assembleia Legislativa, a administração precisa esclarecer a situação financeira que se apresenta antes das eleições.
O presidente do Sintese afirmou que o governo busca autorização do STF “para manter o calote” em relação às perdas salariais do Magistério, temendo que o cumprimento da decisão sobre o Plano de Cargos e Salários gere uma “insegurança jurídica”. A preocupação central reside na saúde financeira do Estado e na percepção de uma possível “quebradeira”. A resposta do governo de Sergipe é aguardada por todos.
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