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Novo inquérito contra Lulinha provoca questionamentos sobre atuação do STF

Debate sobre o inquérito envolvendo Lulinha levanta questões jurídicas importantes.

04/08/2026 · 20h04
Novo inquérito contra Lulinha provoca questionamentos sobre atuação do STF

Luisa Moraes, professora de Direito Penal da FGV, criticou no WW a interação entre PF e o ministro André Mendonça no inquérito sobre Fábio Luís (Lulinha). Ela disse que isso cria estranhamento sobre quem protege quem.

Um novo pedido de investigação relacionado a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, voltou a acender discussões sobre a competência do Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil. Durante uma entrevista ao programa WW, a professora de Direito Penal da FGV, Luisa Moraes Abreu Ferreira, abordou as implicações desse processo.

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Ferreira apontou que a interação entre a Polícia Federal e o ministro André Mendonça, do STF, gera estranhamento entre os cidadãos. Segundo ela, “a gente fica sem saber quem está protegendo quem e quando”. Esse questionamento sobre a proteção e competência institucional foi um dos principais focos da conversa.

Um dos pontos centrais levantados pela professora refere-se à própria adequação do STF em conduzir a investigação. Ferreira descreveu a decisão como “muito curiosa, para dizer o mínimo”. Ela ressaltou que, até o momento, o que se sabe é que Lulinha pode ser um suposto sócio oculto de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”.

A professora enfatizou que ainda há muitos aspectos a serem esclarecidos para estabelecer uma relação clara entre Lulinha, Antunes e algum agente com foro privilegiado que justifique a presença do inquérito no STF. “É preciso entender por que este caso está no Supremo, se há conexão com o caso do INSS que justifique que este caso esteja sob a relatoria do André Mendonça”, afirmou Ferreira.

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De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a Polícia Federal teria solicitado uma distribuição livre do inquérito, argumentando que o caso não teria ligação direta com outras investigações envolvendo Lulinha e, portanto, não precisaria ser direcionado a André Mendonça. No entanto, ao chegar ao STF, o processo foi distribuído ao ministro, indicando que a Corte reconheceu uma conexão entre os inquéritos.

Ferreira levantou uma questão intrigante: “Quem é que quer que este caso esteja com o André Mendonça?”. Ela questionou ainda sobre os motivos que levaram a Polícia Federal a não querer que o caso ficasse sob a responsabilidade do ministro, especulando sobre uma possível cobrança mais rigorosa por parte de Mendonça.

A professora concluiu destacando que permanecem em aberto três questões fundamentais: qual é a conexão do novo inquérito com os demais, por que foi necessária a abertura de um novo procedimento investigativo e qual é a autoridade com foro privilegiado que justifica que o caso esteja no STF e não na primeira instância. “A gente sabe que este caso não tem nada de comum, mas, quando se traz uma investigação para o Supremo Tribunal Federal, isso precisa ser bem justificado”, finalizou.

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Luisa Moraes, professora de Direito Penal da FGV, criticou no WW a interação entre PF e o ministro André Mendonça no inquérito sobre Fábio Luís (Lulinha). Ela disse que isso cria estranhamento sobre quem protege quem.

Um novo pedido de investigação relacionado a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, voltou a acender discussões sobre a competência do Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil. Durante uma entrevista ao programa WW, a professora de Direito Penal da FGV, Luisa Moraes Abreu Ferreira, abordou as implicações desse processo.

Ferreira apontou que a interação entre a Polícia Federal e o ministro André Mendonça, do STF, gera estranhamento entre os cidadãos. Segundo ela, “a gente fica sem saber quem está protegendo quem e quando”. Esse questionamento sobre a proteção e competência institucional foi um dos principais focos da conversa.

Um dos pontos centrais levantados pela professora refere-se à própria adequação do STF em conduzir a investigação. Ferreira descreveu a decisão como “muito curiosa, para dizer o mínimo”. Ela ressaltou que, até o momento, o que se sabe é que Lulinha pode ser um suposto sócio oculto de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”.

A professora enfatizou que ainda há muitos aspectos a serem esclarecidos para estabelecer uma relação clara entre Lulinha, Antunes e algum agente com foro privilegiado que justifique a presença do inquérito no STF. “É preciso entender por que este caso está no Supremo, se há conexão com o caso do INSS que justifique que este caso esteja sob a relatoria do André Mendonça”, afirmou Ferreira.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a Polícia Federal teria solicitado uma distribuição livre do inquérito, argumentando que o caso não teria ligação direta com outras investigações envolvendo Lulinha e, portanto, não precisaria ser direcionado a André Mendonça. No entanto, ao chegar ao STF, o processo foi distribuído ao ministro, indicando que a Corte reconheceu uma conexão entre os inquéritos.

Ferreira levantou uma questão intrigante: “Quem é que quer que este caso esteja com o André Mendonça?”. Ela questionou ainda sobre os motivos que levaram a Polícia Federal a não querer que o caso ficasse sob a responsabilidade do ministro, especulando sobre uma possível cobrança mais rigorosa por parte de Mendonça.

A professora concluiu destacando que permanecem em aberto três questões fundamentais: qual é a conexão do novo inquérito com os demais, por que foi necessária a abertura de um novo procedimento investigativo e qual é a autoridade com foro privilegiado que justifica que o caso esteja no STF e não na primeira instância. “A gente sabe que este caso não tem nada de comum, mas, quando se traz uma investigação para o Supremo Tribunal Federal, isso precisa ser bem justificado”, finalizou.

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