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Aracaju, Segunda-feira, 13 de julho de 2026
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Desastres climáticos afetam 91,5% das cidades brasileiras desde 1991

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Desastres climáticos afetam 91,5% das cidades brasileiras desde 1991

Estudo revela que 91,5% das cidades brasileiras enfrentaram desastres climáticos desde 1991.

13/07/2026 · 12h59
Desastres climáticos afetam 91,5% das cidades brasileiras desde 1991

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Os desastres climáticos no Brasil têm se tornado cada vez mais frequentes e severos, com secas e inundações causando impactos significativos em diversas áreas, incluindo o meio ambiente, a economia e a sociedade. Um estudo recente, realizado por pesquisadores brasileiros, analisou 59.658 registros de desastres relacionados ao excesso ou à falta de chuva no país, abrangendo o período de 1991 a 2024.

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Os resultados da pesquisa indicam que 91,5% dos 5.570 municípios brasileiros relataram, pelo menos, um desastre durante esse período. Os eventos analisados incluem quatro tipos principais: inundação (que também abrange alagamentos e enxurradas), deslizamentos de terra, tempestades e secas. O Nordeste é a região mais afetada, com 1.765 cidades impactadas, seguido pelo Sudeste com 1.405, Sul com 1.152, Norte com 433 e Centro-Oeste com 342.

Outro dado relevante é a sobreposição de riscos, onde 1.814 municípios enfrentaram três dos problemas citados, enquanto 270 sofreram com todos os quatro tipos de desastres. Os impactos foram severos, com registros de mortes e perdas econômicas. O Sudeste concentrou o maior número de óbitos relacionados a inundações e deslizamentos, enquanto o Sul liderou em tempestades e o Nordeste em secas.

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O estudo revelou que os desastres naturais foram responsáveis por pelo menos 4.774 mortes e 3.031 desaparecidos, afetando mais de 129,79 milhões de pessoas. Os prejuízos econômicos foram estimados em mais de US$ 123,89 bilhões. A análise dos impactos regionais mostrou que inundações e alagamentos tiveram um impacto mais significativo no Sul, enquanto deslizamentos de terra e secas afetaram mais o Nordeste, com tempestades atingindo o Sudeste.

Casos emblemáticos como o de São Sebastião, em São Paulo, que ficou parcialmente isolada durante o carnaval de 2023 devido a chuvas intensas, resultando em 60 mortes, e a tragédia climática no Rio Grande do Sul em maio de 2024, que afetou 2,3 milhões de pessoas em 471 municípios, foram destacados na pesquisa.

O estudo foi conduzido por cientistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, da USP e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e foi publicado na revista Environmental Research Letters. O pesquisador Elton Vicente Escobar Silva, um dos autores do estudo, ressaltou a necessidade de transformar dados científicos em políticas públicas efetivas para prevenção e mitigação de desastres. Ele enfatizou que a natureza dos desastres deve ser entendida como socioambiental, pois a ação humana contribui para sua ocorrência e impactos.

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Os pesquisadores também alertaram para a subnotificação dos desastres, uma vez que muitos municípios não possuem estruturas adequadas para registrar e relatar os incidentes. Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios indicou que cerca de 1.660 cidades no Brasil não têm Defesa Civil organizada. Além disso, questões de registro e profissionalização nas defesas civis foram apontadas como entraves para uma melhor gestão de riscos climáticos.

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Os resultados da pesquisa indicam que 91,5% dos 5.570 municípios brasileiros relataram, pelo menos, um desastre durante esse período. Os eventos analisados incluem quatro tipos principais: inundação (que também abrange alagamentos e enxurradas), deslizamentos de terra, tempestades e secas. O Nordeste é a região mais afetada, com 1.765 cidades impactadas, seguido pelo Sudeste com 1.405, Sul com 1.152, Norte com 433 e Centro-Oeste com 342.

Outro dado relevante é a sobreposição de riscos, onde 1.814 municípios enfrentaram três dos problemas citados, enquanto 270 sofreram com todos os quatro tipos de desastres. Os impactos foram severos, com registros de mortes e perdas econômicas. O Sudeste concentrou o maior número de óbitos relacionados a inundações e deslizamentos, enquanto o Sul liderou em tempestades e o Nordeste em secas.

O estudo revelou que os desastres naturais foram responsáveis por pelo menos 4.774 mortes e 3.031 desaparecidos, afetando mais de 129,79 milhões de pessoas. Os prejuízos econômicos foram estimados em mais de US$ 123,89 bilhões. A análise dos impactos regionais mostrou que inundações e alagamentos tiveram um impacto mais significativo no Sul, enquanto deslizamentos de terra e secas afetaram mais o Nordeste, com tempestades atingindo o Sudeste.

Casos emblemáticos como o de São Sebastião, em São Paulo, que ficou parcialmente isolada durante o carnaval de 2023 devido a chuvas intensas, resultando em 60 mortes, e a tragédia climática no Rio Grande do Sul em maio de 2024, que afetou 2,3 milhões de pessoas em 471 municípios, foram destacados na pesquisa.

O estudo foi conduzido por cientistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, da USP e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e foi publicado na revista Environmental Research Letters. O pesquisador Elton Vicente Escobar Silva, um dos autores do estudo, ressaltou a necessidade de transformar dados científicos em políticas públicas efetivas para prevenção e mitigação de desastres. Ele enfatizou que a natureza dos desastres deve ser entendida como socioambiental, pois a ação humana contribui para sua ocorrência e impactos.

Os pesquisadores também alertaram para a subnotificação dos desastres, uma vez que muitos municípios não possuem estruturas adequadas para registrar e relatar os incidentes. Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios indicou que cerca de 1.660 cidades no Brasil não têm Defesa Civil organizada. Além disso, questões de registro e profissionalização nas defesas civis foram apontadas como entraves para uma melhor gestão de riscos climáticos.

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