Washington adicionou 43 empresas à lista de restrição de importações sob a UFLPA, alegando riscos de trabalho forçado na região de Xinjiang. É a maior ampliação desde a criação da lista, que agora totaliza 187 entidades.
Os Estados Unidos adicionaram 43 empresas chinesas a uma lista que restringe importações, alegando possíveis abusos de direitos humanos contra uigures e outros grupos étnicos minoritários em Xinjiang. Esta ação representa a maior expansão da lista desde a sua criação, totalizando 187 entidades.
A inclusão das novas empresas reflete os esforços de Washington em implementar a UFLPA (Lei de Prevenção do Trabalho Forçado Uigur), que visa restringir as importações da região autônoma de Xinjiang, no oeste da China, e evitar a entrada de produtos que possam ter sido fabricados com trabalho forçado.
A UFLPA foi aprovada pelo Congresso norte-americano em 2021 e estabelece que, para que as empresas sejam removidas da lista, devem fornecer registros de rastreabilidade da cadeia de suprimentos que comprovem a origem dos materiais utilizados em seus produtos.
A partir do dia 3 de agosto, a CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA) aplicará uma presunção refutável de que as mercadorias produzidas pelas 43 entidades estão proibidas de entrar nos EUA. Essa proibição é consequência das atividades dessas empresas, que podem envolver a obtenção de materiais de Xinjiang ou colaboração com o governo local para recrutamento e transporte de uigures e outros grupos perseguidos.
Entre as novas entidades listadas, estão empresas de diversos setores, incluindo alumínio, vestuário, cobre, algodão e produtos alimentícios como tomates.
Um porta-voz do Ministério do Comércio da China condenou a medida na última sexta-feira, classificando-a como “coerção econômica típica” e afirmando que falta fundamento factual. O porta-voz ainda destacou que as sanções unilaterais, impostas sob a justificativa de direitos humanos, violam o consenso entre os líderes dos dois países em busca de estabilização nas relações econômicas e comerciais.
A embaixada da China em Washington também se manifestou, caracterizando as acusações dos EUA como “mentiras” e reafirmando que a legislação chinesa proíbe o trabalho forçado, garantindo que os trabalhadores em Xinjiang têm liberdade para escolher suas profissões.
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