Ministros do Interior da UE viram a reunião sobre Ceuta como construtiva. Grande-Marlaska afirmou que cerca de 70 mil dos 72 mil imigrantes já saíram e elogiou a resposta 'imediata e eficiente' da Espanha.
Uma reunião realizada pelos ministros do Interior da União Europeia (UE) para discutir a crise de imigração em Ceuta foi considerada construtiva. O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, fez a declaração a jornalistas na terça-feira, 4 de agosto de 2026.
Durante a coletiva, ele destacou que os Estados-membro reconheceram a resposta “imediata e eficiente” do governo espanhol diante da entrada de imigrantes no território. Grande-Marlaska também informou que cerca de 70 mil dos 72 mil imigrantes que haviam entrado em Ceuta já deixaram o local. Ele enfatizou que o Espaço Schengen nunca foi comprometido, já que o enclave norte-africano não está incluído no acordo.
“Não houve relato, nem alerta”, afirmou o ministro, referindo-se à inteligência espanhola, que não possuía indícios de uma travessia em massa para Ceuta em breve.
O Espaço Schengen, que permite viagens sem necessidade de passaporte entre 29 países europeus, pode ter controles de fronteira reintroduzidos temporariamente por motivos de segurança ou ordem pública. Grande-Marlaska ressaltou ainda que o governo espanhol trabalhou rapidamente para instalar uma barreira marítima na costa de Ceuta, como resposta a uma decisão da Suprema Corte da Espanha em julho. Essa decisão determinou que imigrantes que chegassem nadando não poderiam ser deportados imediatamente se não houvesse uma barreira no local.
A crise de imigração em Ceuta tem sido um tema recorrente nas discussões sobre políticas de fronteira na Europa. O aumento do fluxo de imigrantes, muitas vezes motivado por condições socioeconômicas adversas em seus países de origem, levanta questões sobre a necessidade de uma abordagem mais coordenada e eficaz entre os Estados-membro da UE.
As autoridades espanholas continuam a monitorar a situação e a trabalhar em estratégias para lidar com a migração na região, buscando sempre respeitar os direitos humanos e as legislações internacionais.
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