Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Mundo

Irã e Omã negociam rotas seguras para navios no Estreito de Ormuz

Irã e Omã seguem em negociações sobre rotas seguras no Estreito de Ormuz, com apoio do Catar.

05/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 15h10
Irã e Omã negociam rotas seguras para navios no Estreito de Ormuz

O Irã diz negociar com Omã rotas seguras para navios no Estreito, preservando seus direitos soberanos e a segurança nacional. O Catar defende liberdade de navegação e pede consenso regional.

O Irã afirmou, na terça-feira (4), que as negociações com Omã sobre rotas de navegação seguras pelo Estreito de Ormuz continuam. O Catar, por sua vez, defendeu a liberdade de navegação e a busca por consenso entre os países da região em relação a quaisquer acordos futuros que regulem essa via navegável estratégica.

Publicidade

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, destacou que as conversas entre o Irã e Omã visam estabelecer rotas seguras de entrada e saída de embarcações, ao mesmo tempo que buscam preservar os direitos soberanos e os interesses de segurança nacional de ambas as nações. As informações foram veiculadas pela agência de notícias estatal iraniana IRNA.

“O Irã está trabalhando com Omã para desenvolver os mecanismos necessários para futuros arranjos que regulem a gestão do tráfego marítimo através desta via navegável estratégica”, disse Baghaei.

Baghaei acrescentou que as negociações têm sido avaliadas positivamente, tanto em nível técnico quanto político. Separadamente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, afirmou que a liberdade de navegação pelo estreito deve ser protegida de acordo com o direito internacional.

Ele declarou que a via navegável não deve ser utilizada para exercer pressão política ou atender a interesses unilaterais e que quaisquer acordos futuros devem contar com a anuência de todos os países da região afetados.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Al-Ansari também informou que o Catar, Omã e o Paquistão estão trabalhando para facilitar o diálogo entre o Irã e os Estados Unidos, mas ainda não se chegou a um acordo definitivo. “Os esforços para a desescalada e a busca por uma solução diplomática continuam em andamento”, afirmou.

O gabinete do emir do Catar, xeique Tamim bin Hamad Al Thani, informou que ele recebeu um telefonema do presidente dos EUA, Donald Trump, e que ambos discutiram formas de reduzir as tensões e superar as divergências entre os Estados Unidos e o Irã. O gabinete do emir não forneceu mais detalhes sobre a conversa.

O Estreito de Ormuz é uma via navegável crucial, e o Irã tem interrompido a maior parte do tráfego marítimo nesta área, enquanto Washington mantém um bloqueio às embarcações e portos relacionados ao Irã. Teerã reivindica há muito tempo o controle do estreito, que deve ser compartilhado com Omã, na margem oposta.

Publicidade

Recentemente, os iranianos rejeitaram uma proposta omanita que permitiria a supervisão compartilhada e a cobrança de taxas voluntárias dos navios. Além disso, os Houthis do Iémen, que são aliados do Irã, impuseram um bloqueio naval à Arábia Saudita no Mar Vermelho, restringindo ainda mais as rotas de exportação de petróleo.

A Organização Marítima Internacional das Nações Unidas relatou pelo menos 17 mortes de marinheiros em 64 incidentes no Estreito de Ormuz desde o início da guerra, que começou em 28 de fevereiro. Teerã registrou mais de 3.400 mortes desde o início do conflito, enquanto os EUA relataram 18 militares mortos.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

O Irã diz negociar com Omã rotas seguras para navios no Estreito, preservando seus direitos soberanos e a segurança nacional. O Catar defende liberdade de navegação e pede consenso regional.

O Irã afirmou, na terça-feira (4), que as negociações com Omã sobre rotas de navegação seguras pelo Estreito de Ormuz continuam. O Catar, por sua vez, defendeu a liberdade de navegação e a busca por consenso entre os países da região em relação a quaisquer acordos futuros que regulem essa via navegável estratégica.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, destacou que as conversas entre o Irã e Omã visam estabelecer rotas seguras de entrada e saída de embarcações, ao mesmo tempo que buscam preservar os direitos soberanos e os interesses de segurança nacional de ambas as nações. As informações foram veiculadas pela agência de notícias estatal iraniana IRNA.

“O Irã está trabalhando com Omã para desenvolver os mecanismos necessários para futuros arranjos que regulem a gestão do tráfego marítimo através desta via navegável estratégica”, disse Baghaei.

Baghaei acrescentou que as negociações têm sido avaliadas positivamente, tanto em nível técnico quanto político. Separadamente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, afirmou que a liberdade de navegação pelo estreito deve ser protegida de acordo com o direito internacional.

Ele declarou que a via navegável não deve ser utilizada para exercer pressão política ou atender a interesses unilaterais e que quaisquer acordos futuros devem contar com a anuência de todos os países da região afetados.

Al-Ansari também informou que o Catar, Omã e o Paquistão estão trabalhando para facilitar o diálogo entre o Irã e os Estados Unidos, mas ainda não se chegou a um acordo definitivo. “Os esforços para a desescalada e a busca por uma solução diplomática continuam em andamento”, afirmou.

O gabinete do emir do Catar, xeique Tamim bin Hamad Al Thani, informou que ele recebeu um telefonema do presidente dos EUA, Donald Trump, e que ambos discutiram formas de reduzir as tensões e superar as divergências entre os Estados Unidos e o Irã. O gabinete do emir não forneceu mais detalhes sobre a conversa.

O Estreito de Ormuz é uma via navegável crucial, e o Irã tem interrompido a maior parte do tráfego marítimo nesta área, enquanto Washington mantém um bloqueio às embarcações e portos relacionados ao Irã. Teerã reivindica há muito tempo o controle do estreito, que deve ser compartilhado com Omã, na margem oposta.

Recentemente, os iranianos rejeitaram uma proposta omanita que permitiria a supervisão compartilhada e a cobrança de taxas voluntárias dos navios. Além disso, os Houthis do Iémen, que são aliados do Irã, impuseram um bloqueio naval à Arábia Saudita no Mar Vermelho, restringindo ainda mais as rotas de exportação de petróleo.

A Organização Marítima Internacional das Nações Unidas relatou pelo menos 17 mortes de marinheiros em 64 incidentes no Estreito de Ormuz desde o início da guerra, que começou em 28 de fevereiro. Teerã registrou mais de 3.400 mortes desde o início do conflito, enquanto os EUA relataram 18 militares mortos.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA