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Ataque com drones fecha oleoduto na Arábia Saudita; Iraque afasta comandante

Arábia Saudita fechou o oleoduto Leste-Oeste após ataque com drones; houthis avançaram no Mar Vermelho e tomaram a ilha de Perim.

12/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h46
Ataque com drones fecha oleoduto na Arábia Saudita; Iraque afasta comandante

Riad interrompeu temporariamente o tráfego da rota Leste-Oeste após ataque de drones. Autoridades apontam milícias pró-Irã desde solo iraquiano; Bagdá dispensou um comandante e satélite mostrou fumaça ao sul de Medina.

A Arábia Saudita fechou temporariamente o oleoduto Leste-Oeste após um ataque aéreo que atingiu a via de transporte de petróleo no contexto da guerra no Oriente Médio. O fechamento foi anunciado como medida de precaução depois do incidente com drones, que, segundo o Iraque e a Arábia Saudita, teria se originado no Iraque, onde atuam milícias apoiadas pelo Irã.

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O Iraque destituiu um comandante militar neste sábado em resposta ao ataque. Imagens de satélite mostraram fumaça preta subindo de uma área do oleoduto ao sul de Medina. O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita informou que o ataque resultou em alguns feridos e em danos que estavam sendo avaliados, sem detalhar o impacto sobre as exportações.

O oleoduto tem 1,2 mil km e atravessa a Península Arábica. Nos últimos seis meses, ele serviu como principal rota de saída para suprimentos globais de petróleo do Oriente Médio, enquanto o Estreito de Ormuz permaneceu praticamente fechado devido à guerra. O duto vinha transportando entre 4 e 5 milhões de barris por dia, o equivalente a cerca de 4% a 5% do abastecimento mundial, e ajudou a poupar a Arábia Saudita do impacto mais severo das interrupções que afetaram outros exportadores do Golfo Pérsico.

Não houve reivindicação imediata de responsabilidade pelos ataques. As autoridades divulgaram imagens e relatórios preliminares, enquanto equipes avaliavam os danos no trecho atingido.

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Os preços do petróleo dispararam na última semana. O preço de varejo do diesel nos Estados Unidos ultrapassou a marca recorde de US$ 6 por galão, em um contexto em que tanto os Estados Unidos quanto o Irã haviam atacado petroleiros.

Em paralelo, os houthis, aliados do Irã no Iêmen, avançaram ao longo do Mar Vermelho, o que poderia estender a interrupção a outra rota importante para o petróleo. Quatro fontes do governo iemenita informaram que os houthis haviam tomado a ilha estratégica de Perim na sexta-feira, no meio do Estreito de Bab el-Mandeb, na foz do Mar Vermelho.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em visita à Irlanda para participar de um torneio de golfe em um de seus resorts, afirmou que o Irã provavelmente era o responsável pelo ataque. Segundo três fontes, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman ligou para Trump na quinta-feira e pediu ajuda militar dos EUA no combate aos houthis. As fontes disseram que o príncipe foi informado de que Washington não interviria diretamente por enquanto, mas ajudaria com informações de inteligência.

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Trump confirmou neste sábado que havia conversado com o príncipe herdeiro e declarou que os houthis também haviam ligado para seu governo pedindo que os Estados Unidos não se envolvessem diretamente no conflito. Washington passou a enfrentar um dilema sobre se deveria ajudar os sauditas a combater os houthis, correndo o risco de ampliar ainda mais a guerra.

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Riad interrompeu temporariamente o tráfego da rota Leste-Oeste após ataque de drones. Autoridades apontam milícias pró-Irã desde solo iraquiano; Bagdá dispensou um comandante e satélite mostrou fumaça ao sul de Medina.

A Arábia Saudita fechou temporariamente o oleoduto Leste-Oeste após um ataque aéreo que atingiu a via de transporte de petróleo no contexto da guerra no Oriente Médio. O fechamento foi anunciado como medida de precaução depois do incidente com drones, que, segundo o Iraque e a Arábia Saudita, teria se originado no Iraque, onde atuam milícias apoiadas pelo Irã.

O Iraque destituiu um comandante militar neste sábado em resposta ao ataque. Imagens de satélite mostraram fumaça preta subindo de uma área do oleoduto ao sul de Medina. O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita informou que o ataque resultou em alguns feridos e em danos que estavam sendo avaliados, sem detalhar o impacto sobre as exportações.

O oleoduto tem 1,2 mil km e atravessa a Península Arábica. Nos últimos seis meses, ele serviu como principal rota de saída para suprimentos globais de petróleo do Oriente Médio, enquanto o Estreito de Ormuz permaneceu praticamente fechado devido à guerra. O duto vinha transportando entre 4 e 5 milhões de barris por dia, o equivalente a cerca de 4% a 5% do abastecimento mundial, e ajudou a poupar a Arábia Saudita do impacto mais severo das interrupções que afetaram outros exportadores do Golfo Pérsico.

Não houve reivindicação imediata de responsabilidade pelos ataques. As autoridades divulgaram imagens e relatórios preliminares, enquanto equipes avaliavam os danos no trecho atingido.

Os preços do petróleo dispararam na última semana. O preço de varejo do diesel nos Estados Unidos ultrapassou a marca recorde de US$ 6 por galão, em um contexto em que tanto os Estados Unidos quanto o Irã haviam atacado petroleiros.

Em paralelo, os houthis, aliados do Irã no Iêmen, avançaram ao longo do Mar Vermelho, o que poderia estender a interrupção a outra rota importante para o petróleo. Quatro fontes do governo iemenita informaram que os houthis haviam tomado a ilha estratégica de Perim na sexta-feira, no meio do Estreito de Bab el-Mandeb, na foz do Mar Vermelho.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em visita à Irlanda para participar de um torneio de golfe em um de seus resorts, afirmou que o Irã provavelmente era o responsável pelo ataque. Segundo três fontes, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman ligou para Trump na quinta-feira e pediu ajuda militar dos EUA no combate aos houthis. As fontes disseram que o príncipe foi informado de que Washington não interviria diretamente por enquanto, mas ajudaria com informações de inteligência.

Trump confirmou neste sábado que havia conversado com o príncipe herdeiro e declarou que os houthis também haviam ligado para seu governo pedindo que os Estados Unidos não se envolvessem diretamente no conflito. Washington passou a enfrentar um dilema sobre se deveria ajudar os sauditas a combater os houthis, correndo o risco de ampliar ainda mais a guerra.

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