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Brics exige reforma da ONU e pede contenção diante da crise no Oriente Médio

Na cúpula de Nova Delhi, o Brics expressou preocupação com o Oriente Médio, criticou tarifas unilaterais e defendeu reforma do Conselho de Segurança da ONU.

12/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h46
Brics exige reforma da ONU e pede contenção diante da crise no Oriente Médio

Em Nova Delhi, os 11 países do Brics pediram contenção no Oriente Médio e criticaram tarifas unilaterais. A declaração de 35 páginas também apoia maior participação do Brasil no Conselho de Segurança da ONU.

Os participantes da Cúpula do Brics, neste fim de semana em Nova Delhi, manifestaram profunda preocupação com as tensões no Oriente Médio, criticaram a imposição de tarifas unilaterais no comércio internacional e defenderam um papel maior do Brasil no Conselho de Segurança da ONU. O posicionamento consta na declaração do encontro, intitulada “Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”, divulgada neste sábado (12).

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O documento, que teve 35 páginas e 140 parágrafos, reuniu 11 países que formam atualmente o Brics. Eles foram assinalados no texto como integrantes do grupo, que reúne uma parte significativa da economia e da população mundial.

Países-membros

  • Brasil
  • Rússia
  • Índia
  • China
  • África do Sul
  • Arábia Saudita
  • Egito
  • Emirados Árabes Unidos
  • Etiópia
  • Indonésia
  • Irã

Segundo a declaração, os 11 países representam 39% da economia mundial, 48,5% da população do planeta e 23% do comércio global. Em 2025, o grupo foi presidido pelo Brasil, com a reunião anual realizada em julho no Rio de Janeiro.

Uma das principais expectativas para o encontro em Nova Delhi era a posição do bloco diante da guerra no Oriente Médio, iniciada em fevereiro deste ano, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra os iranianos, sob a alegação de desenvolvimento de armas nucleares, acusação que o Irã nega. Em retaliação à agressão, o Irã realizou ataques aos Emirados Árabes e à Arábia Saudita, países alinhados aos Estados Unidos e integrantes do Brics.

“Expressamos profunda preocupação com a contínua escalada das tensões no Oriente Médio/Ásia Ocidental e, recordando nossas respectivas posições nacionais, conclamamos ao exercício da máxima contenção, bem como à abstenção de ações que possam agravar ainda mais a situação.”

O texto diplomático optou por não citar nomes de países ou usar a palavra guerra em pontos específicos, prática comum para facilitar consenso na redação de declarações multilaterais.

A reunião contou com a presença de líderes como o anfitrião e primeiro‑ministro da Índia, Narendra Modi, e os presidentes Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia), Cyril Ramaphosa (África do Sul) e Masoud Pezeshkian (Irã). Os Emirados Árabes Unidos enviaram o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan. O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

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Em outro trecho, a declaração defendeu a reforma do Conselho de Segurança da ONU, com o objetivo de torná‑lo “mais democrático, representativo, eficaz e eficiente, e de ampliar a representação dos países em desenvolvimento”.

“China e Rússia, como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, reiteram seu apoio às aspirações do Brasil e da Índia de desempenhar um papel maior na ONU, incluindo seu Conselho de Segurança.”

Os signatários também criticaram barreiras no comércio internacional, especialmente a imposição de tarifas unilaterais, sem nomear países específicos.

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“Manifestamos sérias preocupações com o aumento de medidas tarifárias e não tarifárias unilaterais que distorcem o comércio e são incompatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio.”

A declaração mencionou avanços em mecanismos práticos de pagamentos transfronteiriços em moedas locais, sem referir proposta de criação de moeda própria do Brics nem substituição do dólar. No campo social, o texto reiterou a prioridade de erradicar a pobreza e registrou a proposta do Brasil e da África do Sul para criar um painel internacional sobre desigualdade.

“Erradicar a pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a forma extrema, é o maior desafio global e requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável.”

O documento consolidou, assim, posições conjuntas do bloco sobre segurança regional, comércio e governança global, mantendo formulações que buscam acomodar as diferentes visões dos países participantes.

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Em Nova Delhi, os 11 países do Brics pediram contenção no Oriente Médio e criticaram tarifas unilaterais. A declaração de 35 páginas também apoia maior participação do Brasil no Conselho de Segurança da ONU.

Os participantes da Cúpula do Brics, neste fim de semana em Nova Delhi, manifestaram profunda preocupação com as tensões no Oriente Médio, criticaram a imposição de tarifas unilaterais no comércio internacional e defenderam um papel maior do Brasil no Conselho de Segurança da ONU. O posicionamento consta na declaração do encontro, intitulada “Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”, divulgada neste sábado (12).

O documento, que teve 35 páginas e 140 parágrafos, reuniu 11 países que formam atualmente o Brics. Eles foram assinalados no texto como integrantes do grupo, que reúne uma parte significativa da economia e da população mundial.

Países-membros

  • Brasil
  • Rússia
  • Índia
  • China
  • África do Sul
  • Arábia Saudita
  • Egito
  • Emirados Árabes Unidos
  • Etiópia
  • Indonésia
  • Irã

Segundo a declaração, os 11 países representam 39% da economia mundial, 48,5% da população do planeta e 23% do comércio global. Em 2025, o grupo foi presidido pelo Brasil, com a reunião anual realizada em julho no Rio de Janeiro.

Uma das principais expectativas para o encontro em Nova Delhi era a posição do bloco diante da guerra no Oriente Médio, iniciada em fevereiro deste ano, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra os iranianos, sob a alegação de desenvolvimento de armas nucleares, acusação que o Irã nega. Em retaliação à agressão, o Irã realizou ataques aos Emirados Árabes e à Arábia Saudita, países alinhados aos Estados Unidos e integrantes do Brics.

“Expressamos profunda preocupação com a contínua escalada das tensões no Oriente Médio/Ásia Ocidental e, recordando nossas respectivas posições nacionais, conclamamos ao exercício da máxima contenção, bem como à abstenção de ações que possam agravar ainda mais a situação.”

O texto diplomático optou por não citar nomes de países ou usar a palavra guerra em pontos específicos, prática comum para facilitar consenso na redação de declarações multilaterais.

A reunião contou com a presença de líderes como o anfitrião e primeiro‑ministro da Índia, Narendra Modi, e os presidentes Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia), Cyril Ramaphosa (África do Sul) e Masoud Pezeshkian (Irã). Os Emirados Árabes Unidos enviaram o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan. O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Em outro trecho, a declaração defendeu a reforma do Conselho de Segurança da ONU, com o objetivo de torná‑lo “mais democrático, representativo, eficaz e eficiente, e de ampliar a representação dos países em desenvolvimento”.

“China e Rússia, como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, reiteram seu apoio às aspirações do Brasil e da Índia de desempenhar um papel maior na ONU, incluindo seu Conselho de Segurança.”

Os signatários também criticaram barreiras no comércio internacional, especialmente a imposição de tarifas unilaterais, sem nomear países específicos.

“Manifestamos sérias preocupações com o aumento de medidas tarifárias e não tarifárias unilaterais que distorcem o comércio e são incompatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio.”

A declaração mencionou avanços em mecanismos práticos de pagamentos transfronteiriços em moedas locais, sem referir proposta de criação de moeda própria do Brics nem substituição do dólar. No campo social, o texto reiterou a prioridade de erradicar a pobreza e registrou a proposta do Brasil e da África do Sul para criar um painel internacional sobre desigualdade.

“Erradicar a pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a forma extrema, é o maior desafio global e requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável.”

O documento consolidou, assim, posições conjuntas do bloco sobre segurança regional, comércio e governança global, mantendo formulações que buscam acomodar as diferentes visões dos países participantes.

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