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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Economia

China puxa exportações de sorgo do Brasil; embarques chegam a 400 mil t

As exportações de sorgo do Brasil em agosto somam 400 mil toneladas, com a China sendo o principal destino.

05/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h04
China puxa exportações de sorgo do Brasil; embarques chegam a 400 mil t

As exportações de sorgo do Brasil programadas para agosto somam pelo menos 400 mil toneladas, com a China absorvendo a maior parte dos embarques. Este movimento marca o início efetivo das vendas externas brasileiras desse cereal ao país asiático.

A Cofco, trading chinesa, é destacada como a principal exportadora de sorgo, um produto utilizado tanto na ração animal quanto na fabricação da bebida alcoólica baijiu, na China. Desde que o Brasil habilitou exportadores para enviar sorgo à China no final do ano passado, o país realizou em janeiro sua primeira exportação desse grão aos chineses desde 2014, embora em um volume reduzido de 25 toneladas, considerado um teste.

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“Acredito que é um movimento contínuo depois que de fato o Brasil abriu a China…”

O diretor-geral no Brasil da trading Hang Tung, Gabriel Cordeiro, comentou sobre os volumes de sorgo programados para os navios. A China, que já é um dos principais fornecedores de soja e carne bovina do Brasil, está se voltando para o sorgo como alternativa aos Estados Unidos, cujas vendas de sorgo aos chineses diminuíram durante a guerra comercial de 2025.

A programação de embarques para agosto prevê a utilização de seis navios com sorgo do Brasil, totalizando 407,7 mil toneladas, a menos que algum contratempo faça com que operações sejam adiadas para setembro, segundo a agência marítima Cargonave.

“O mercado andou bem, acredito que (no ano a exportação do Brasil) fique entre 500 e 800 mil”, estimou Cordeiro.

A estatal Cofco é o principal ‘player’ nas exportações de sorgo do Brasil. Conforme relatório da Cargonave, dos seis embarques previstos em agosto, quatro devem ocorrer no terminal da Cofco em Santos. Uma quinta operação com o cereal também está prevista para Santos, enquanto um navio da Louis Dreyfus Commodities irá partir do porto de Paranaguá (PR) com 70 mil toneladas do produto ainda este mês.

Procuradas, Cofco e Dreyfus não comentaram sobre a situação no momento. De acordo com a Cargonave, o navio Guo Yuan 26 será o primeiro a carregar sorgo em agosto, com 68,3 mil toneladas. Sua previsão de atracação no terminal da Cofco em Santos é para esta quarta-feira, com saída programada para o próximo sábado.

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As exportações brasileiras de sorgo, pelos negócios já realizados, deverão se manter fortes também em setembro e outubro, conforme indicado pelo diretor no Brasil da Hang Tung.

Cordeiro acredita que as exportações de sorgo para a China representarão uma mudança significativa para o mercado brasileiro, permitindo que produtores façam contratos antecipados de venda com as tradings, facilitando um melhor planejamento e aumentando a área plantada.

“Assim que os embarques chegarem lá na China e, dando tudo certo, muda a dinâmica. O Brasil começa a ter mercado com vendas futuras (antecipadas), o que não era tão comum”, afirmou Cordeiro.

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As informações sobre a habilitação das exportações de sorgo brasileiro à China contribuíram para um aumento significativo no plantio do cereal em 2025/26, que cresceu mais de 30% no país, alcançando 2,15 milhões de hectares, segundo dados da Conab. Além disso, o crescimento da indústria de etanol de grãos, que utiliza o sorgo como matéria-prima, também impulsionou a cultura.

Com isso, a produção de sorgo, que é geralmente plantado na segunda safra no Brasil e é mais tolerante a déficits hídricos do que o milho, deverá aumentar cerca de 25% em 2025/26, totalizando 7,6 milhões de toneladas.

Cordeiro destacou que, devido à forte demanda pelo sorgo, o cereal chegou a ser momentaneamente cotado a valores superiores ao milho em algumas regiões. “Ponto importante para ter dimensão de como foi grande a liquidez e a demanda pelo sorgo desse novo movimento da China.”

A exportação brasileira de sorgo, um produto menos tradicional em comparação à soja e ao milho, historicamente é baixa, somando apenas 105 toneladas em 2025. O ano com maior exportação foi 2024, com 178,4 mil toneladas, sendo a África do Sul a principal compradora naquele período.

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As exportações de sorgo do Brasil programadas para agosto somam pelo menos 400 mil toneladas, com a China absorvendo a maior parte dos embarques. Este movimento marca o início efetivo das vendas externas brasileiras desse cereal ao país asiático.

A Cofco, trading chinesa, é destacada como a principal exportadora de sorgo, um produto utilizado tanto na ração animal quanto na fabricação da bebida alcoólica baijiu, na China. Desde que o Brasil habilitou exportadores para enviar sorgo à China no final do ano passado, o país realizou em janeiro sua primeira exportação desse grão aos chineses desde 2014, embora em um volume reduzido de 25 toneladas, considerado um teste.

“Acredito que é um movimento contínuo depois que de fato o Brasil abriu a China…”

O diretor-geral no Brasil da trading Hang Tung, Gabriel Cordeiro, comentou sobre os volumes de sorgo programados para os navios. A China, que já é um dos principais fornecedores de soja e carne bovina do Brasil, está se voltando para o sorgo como alternativa aos Estados Unidos, cujas vendas de sorgo aos chineses diminuíram durante a guerra comercial de 2025.

A programação de embarques para agosto prevê a utilização de seis navios com sorgo do Brasil, totalizando 407,7 mil toneladas, a menos que algum contratempo faça com que operações sejam adiadas para setembro, segundo a agência marítima Cargonave.

“O mercado andou bem, acredito que (no ano a exportação do Brasil) fique entre 500 e 800 mil”, estimou Cordeiro.

A estatal Cofco é o principal ‘player’ nas exportações de sorgo do Brasil. Conforme relatório da Cargonave, dos seis embarques previstos em agosto, quatro devem ocorrer no terminal da Cofco em Santos. Uma quinta operação com o cereal também está prevista para Santos, enquanto um navio da Louis Dreyfus Commodities irá partir do porto de Paranaguá (PR) com 70 mil toneladas do produto ainda este mês.

Procuradas, Cofco e Dreyfus não comentaram sobre a situação no momento. De acordo com a Cargonave, o navio Guo Yuan 26 será o primeiro a carregar sorgo em agosto, com 68,3 mil toneladas. Sua previsão de atracação no terminal da Cofco em Santos é para esta quarta-feira, com saída programada para o próximo sábado.

As exportações brasileiras de sorgo, pelos negócios já realizados, deverão se manter fortes também em setembro e outubro, conforme indicado pelo diretor no Brasil da Hang Tung.

Cordeiro acredita que as exportações de sorgo para a China representarão uma mudança significativa para o mercado brasileiro, permitindo que produtores façam contratos antecipados de venda com as tradings, facilitando um melhor planejamento e aumentando a área plantada.

“Assim que os embarques chegarem lá na China e, dando tudo certo, muda a dinâmica. O Brasil começa a ter mercado com vendas futuras (antecipadas), o que não era tão comum”, afirmou Cordeiro.

As informações sobre a habilitação das exportações de sorgo brasileiro à China contribuíram para um aumento significativo no plantio do cereal em 2025/26, que cresceu mais de 30% no país, alcançando 2,15 milhões de hectares, segundo dados da Conab. Além disso, o crescimento da indústria de etanol de grãos, que utiliza o sorgo como matéria-prima, também impulsionou a cultura.

Com isso, a produção de sorgo, que é geralmente plantado na segunda safra no Brasil e é mais tolerante a déficits hídricos do que o milho, deverá aumentar cerca de 25% em 2025/26, totalizando 7,6 milhões de toneladas.

Cordeiro destacou que, devido à forte demanda pelo sorgo, o cereal chegou a ser momentaneamente cotado a valores superiores ao milho em algumas regiões. “Ponto importante para ter dimensão de como foi grande a liquidez e a demanda pelo sorgo desse novo movimento da China.”

A exportação brasileira de sorgo, um produto menos tradicional em comparação à soja e ao milho, historicamente é baixa, somando apenas 105 toneladas em 2025. O ano com maior exportação foi 2024, com 178,4 mil toneladas, sendo a África do Sul a principal compradora naquele período.

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