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Leilão adiado oito vezes, Tecon Santos ameaça colapso do Porto em 2028

Economia

Leilão adiado oito vezes, Tecon Santos ameaça colapso do Porto em 2028

André de Seixas alerta sobre os riscos do Porto de Santos em debate do CNN Talks.

06/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h05
Leilão adiado oito vezes, Tecon Santos ameaça colapso do Porto em 2028

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André de Seixas, presidente da Logística Brasil, alerta que a indefinição do Tecon Santos 10 gera risco real à cadeia produtiva e à sociedade. Estudos apontam que o Porto de Santos pode entrar em colapso entre 2028 e 2029.

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O leilão do Tecon Santos 10 já foi adiado pelo menos oito vezes e continua sem uma definição, tornando-se um dos principais temas de debate no CNN Talks: Quando as Regras Mudam. O presidente da Logística Brasil, André de Seixas, destacou que essa indefinição representa um risco concreto para toda a cadeia produtiva do Brasil e para a sociedade em geral.

De acordo com Seixas, estudos indicam que o Porto de Santos, o maior porto do Brasil e da América Latina, pode entrar em colapso entre 2028 e 2029. Ele enfatizou que o problema não se resume apenas à falta de espaço físico nos pátios, mas também à carência de berços de atracação.

“Você ter mais quatro berços em Santos é fundamental”, afirmou.

A gravidade da situação é reforçada por dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que indicam que de 80% a 90% de tudo o que se consome no mundo passa por um contêiner. Diante desse cenário, qualquer gargalo no principal porto brasileiro traz repercussões diretas sobre importadores, exportadores e consumidores finais.

Seixas ressaltou que, quando um armador arrisca perder uma janela de atracação em Santos, ele simplesmente migra para outros portos, prejudicando todos os operadores que aguardam o embarque ou o recebimento de suas cargas.

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“A cadeia toda para trás deles é prejudicada”, destacou.

Ele também apontou o impacto sobre as exportações, afirmando que empresas que têm mais carga para exportar acabam deixando de projetar seus negócios e de gerar empregos devido à falta de capacidade portuária suficiente para escoar a produção.

“Sem porto, eu não cresço o país. Um país com mais de 7 mil quilômetros de costa, sem porto, não cresce”, declarou.

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André de Seixas expressou sua preocupação com o fato de que a população não está suficientemente informada sobre a situação do Tecon Santos 10.

“Se o povo soubesse o que está acontecendo no Tecon Santos 10, ele estaria revoltado”, afirmou.

Para ele, o atraso do leilão está impedindo o desenvolvimento de uma parte considerável do país, e os prejuízos acumulados, se somados, chegam a “bilhões e bilhões a mais do valor desse leilão”. Seixas concluiu ressaltando que o setor logístico trabalha, em última instância, para que produtos cheguem às prateleiras de supermercados e farmácias a preços acessíveis, gerando empregos e promovendo o crescimento econômico. Na sua visão, a paralisação do leilão compromete diretamente esse objetivo.

O CNN Talks: Quando as Regras Mudam reúne autoridades, empresários, especialistas e representantes da infraestrutura para debater os efeitos que decisões tomadas para responder às urgências do presente podem produzir sobre investimentos planejados para décadas.

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André de Seixas, presidente da Logística Brasil, alerta que a indefinição do Tecon Santos 10 gera risco real à cadeia produtiva e à sociedade. Estudos apontam que o Porto de Santos pode entrar em colapso entre 2028 e 2029.

O leilão do Tecon Santos 10 já foi adiado pelo menos oito vezes e continua sem uma definição, tornando-se um dos principais temas de debate no CNN Talks: Quando as Regras Mudam. O presidente da Logística Brasil, André de Seixas, destacou que essa indefinição representa um risco concreto para toda a cadeia produtiva do Brasil e para a sociedade em geral.

De acordo com Seixas, estudos indicam que o Porto de Santos, o maior porto do Brasil e da América Latina, pode entrar em colapso entre 2028 e 2029. Ele enfatizou que o problema não se resume apenas à falta de espaço físico nos pátios, mas também à carência de berços de atracação.

“Você ter mais quatro berços em Santos é fundamental”, afirmou.

A gravidade da situação é reforçada por dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que indicam que de 80% a 90% de tudo o que se consome no mundo passa por um contêiner. Diante desse cenário, qualquer gargalo no principal porto brasileiro traz repercussões diretas sobre importadores, exportadores e consumidores finais.

Seixas ressaltou que, quando um armador arrisca perder uma janela de atracação em Santos, ele simplesmente migra para outros portos, prejudicando todos os operadores que aguardam o embarque ou o recebimento de suas cargas.

“A cadeia toda para trás deles é prejudicada”, destacou.

Ele também apontou o impacto sobre as exportações, afirmando que empresas que têm mais carga para exportar acabam deixando de projetar seus negócios e de gerar empregos devido à falta de capacidade portuária suficiente para escoar a produção.

“Sem porto, eu não cresço o país. Um país com mais de 7 mil quilômetros de costa, sem porto, não cresce”, declarou.

André de Seixas expressou sua preocupação com o fato de que a população não está suficientemente informada sobre a situação do Tecon Santos 10.

“Se o povo soubesse o que está acontecendo no Tecon Santos 10, ele estaria revoltado”, afirmou.

Para ele, o atraso do leilão está impedindo o desenvolvimento de uma parte considerável do país, e os prejuízos acumulados, se somados, chegam a “bilhões e bilhões a mais do valor desse leilão”. Seixas concluiu ressaltando que o setor logístico trabalha, em última instância, para que produtos cheguem às prateleiras de supermercados e farmácias a preços acessíveis, gerando empregos e promovendo o crescimento econômico. Na sua visão, a paralisação do leilão compromete diretamente esse objetivo.

O CNN Talks: Quando as Regras Mudam reúne autoridades, empresários, especialistas e representantes da infraestrutura para debater os efeitos que decisões tomadas para responder às urgências do presente podem produzir sobre investimentos planejados para décadas.

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