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Economia

Tecon Santos 10 acende debate sobre concentração e concorrência entre portos

Discussões sobre o Tecon Santos 10 destacam a concorrência entre portos brasileiros.

06/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h06
Tecon Santos 10 acende debate sobre concentração e concorrência entre portos

O leilão do Tecon Santos 10 trouxe à tona discussões sobre a concentração do mercado de movimentação de contêineres no Porto de Santos. Durante uma entrevista no evento CNN Talks: Quando as Regras Mudam, Luis Claudio Montenegro, sócio-diretor da NeoWise, avaliou os riscos associados a essa concentração de mercado e enfatizou que as preocupações atuais desconsideram a concorrência existente entre os portos brasileiros.

Montenegro destacou que o Porto de Santos possui uma vasta área de influência, que é crucial para sua competitividade na atração e destinação de cargas. No entanto, segundo ele, o porto movimenta apenas 60% da carga que pertence a essa área de influência. Ele argumentou que ignorar a concorrência com portos localizados no Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo e Rio de Janeiro resulta na desconsideração de 40% do mercado que esses terminais detêm.

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“Essa questão de números de concentração que desconsidera a concorrência entre portos é uma questão muito frágil para ser discutida nesse aspecto”,

afirmou Montenegro.

Para ilustrar os riscos de políticas excessivamente restritivas, Montenegro fez referência à experiência da Argentina em sua reforma portuária. Ele lembrou que, em 1994, a Argentina decidiu que quem possuísse um terminal não poderia ter um segundo, com a intenção de estimular a concorrência. No entanto, em 2000, o país reconheceu que essa decisão havia sido um erro, pois os terminais se tornaram pequenos e a competitividade dos portos foi comprometida.

“Em 2016, a Argentina chegou à decisão de querer um único terminal que seja competitivo e está tendo grandes dificuldades de fazer essa reforma”,

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disse Montenegro, alertando que o Brasil corre o risco de seguir pelo mesmo caminho.

Ele enfatizou que, para o futuro do setor, a prioridade deve ser o aumento de investimentos e a ampliação da capacidade portuária.

“É preciso investimento, é preciso ampliar capacidade, reduzir preço, diminuir fila”,

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concluiu. O CNN Talks: Quando as Regras Mudam reúne autoridades, empresários, especialistas e representantes da infraestrutura para debater os efeitos das decisões tomadas para enfrentar as urgências do presente sobre os investimentos planejados para as próximas décadas.

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O leilão do Tecon Santos 10 trouxe à tona discussões sobre a concentração do mercado de movimentação de contêineres no Porto de Santos. Durante uma entrevista no evento CNN Talks: Quando as Regras Mudam, Luis Claudio Montenegro, sócio-diretor da NeoWise, avaliou os riscos associados a essa concentração de mercado e enfatizou que as preocupações atuais desconsideram a concorrência existente entre os portos brasileiros.

Montenegro destacou que o Porto de Santos possui uma vasta área de influência, que é crucial para sua competitividade na atração e destinação de cargas. No entanto, segundo ele, o porto movimenta apenas 60% da carga que pertence a essa área de influência. Ele argumentou que ignorar a concorrência com portos localizados no Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo e Rio de Janeiro resulta na desconsideração de 40% do mercado que esses terminais detêm.

“Essa questão de números de concentração que desconsidera a concorrência entre portos é uma questão muito frágil para ser discutida nesse aspecto”,

afirmou Montenegro.

Para ilustrar os riscos de políticas excessivamente restritivas, Montenegro fez referência à experiência da Argentina em sua reforma portuária. Ele lembrou que, em 1994, a Argentina decidiu que quem possuísse um terminal não poderia ter um segundo, com a intenção de estimular a concorrência. No entanto, em 2000, o país reconheceu que essa decisão havia sido um erro, pois os terminais se tornaram pequenos e a competitividade dos portos foi comprometida.

“Em 2016, a Argentina chegou à decisão de querer um único terminal que seja competitivo e está tendo grandes dificuldades de fazer essa reforma”,

disse Montenegro, alertando que o Brasil corre o risco de seguir pelo mesmo caminho.

Ele enfatizou que, para o futuro do setor, a prioridade deve ser o aumento de investimentos e a ampliação da capacidade portuária.

“É preciso investimento, é preciso ampliar capacidade, reduzir preço, diminuir fila”,

concluiu. O CNN Talks: Quando as Regras Mudam reúne autoridades, empresários, especialistas e representantes da infraestrutura para debater os efeitos das decisões tomadas para enfrentar as urgências do presente sobre os investimentos planejados para as próximas décadas.

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