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Economia

Investidores com 60+ disparam 358% na B3 em uma década

Número de investidores com 60 anos ou mais na B3 cresce 358% em 10 anos.

09/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h49
Investidores com 60+ disparam 358% na B3 em uma década

Em dez anos, a presença de investidores com 60 anos ou mais na B3 cresceu 358%, de cerca de 130 mil em 2016 para aproximadamente 582 mil em jun/2026. O total de acionistas subiu de 500 mil para 5,6 milhões no período.

O número de investidores com 60 anos ou mais na B3, a bolsa de valores brasileira, apresentou um crescimento expressivo nos últimos dez anos, saltando cerca de 358%. De acordo com dados da instituição, essa faixa etária passou a representar uma parte significativa do total de investidores, que aumentou de forma geral durante e após a pandemia.

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Em 2016, a B3 contava com aproximadamente 500 mil investidores, dos quais 130 mil (26%) tinham 60 anos ou mais. Até junho de 2026, esse número cresceu para mais de 5,6 milhões de acionistas, com 10,4% deles pertencendo à faixa etária acima de 60 anos, totalizando cerca de 595 mil investidores.

A superintendente de negócios para pessoa física da B3, Christianne Bariquelli, atribui esse aumento à evolução geral do mercado de ações e à maior acessibilidade proporcionada pelos avanços tecnológicos. Ela destaca que houve uma facilitação no acesso à informação e na abertura de contas, permitindo que mais pessoas, incluindo as de idade avançada, investissem.

“A gente viu o mercado evoluir bastante nos últimos anos. A gente saiu de 500, 600 mil investidores em bolsa para mais de 5 milhões. Foi muito impulsionado entre 2019 e 2021, onde a gente também teve uma facilitação do acesso”, explica.

O crescimento do número de investidores acima de 60 anos também reflete um amadurecimento desse grupo em relação ao gerenciamento de patrimônio. Segundo Bariquelli, muitas pessoas nessa faixa etária já passaram por um ciclo de acúmulo de patrimônio e agora buscam influir na sua renda.

Carlos Castro, CEO da plataforma SuperRico, ressalta que essa mudança demográfica é significativa. Ele aponta que aproximadamente 30% a 40% dos investidores da bolsa são formados por pessoas entre 40 e 59 anos, que agora, ao envelhecerem, se tornam parte do grupo de investidores de 60 anos ou mais.

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Além disso, o aumento da demanda por investimentos nessa faixa etária pode ser atribuído ao aumento do custo de vida, especialmente relacionado à saúde. Castro destaca que enquanto o IPCA, principal indicador de inflação, acumulou alta de 4,64% nos últimos 12 meses, os custos na área da saúde têm crescido ainda mais.

“Esse resultado se acumula ao aumento do consumo geral, o que encarece o estilo de vida do idoso, público bastante afetado pelo setor da saúde”, afirma Castro.

Com a expectativa de vida atual no Brasil em torno de 76,6 anos, muitos idosos buscam uma aposentadoria ativa para garantir sua estabilidade financeira. A educação financeira, especialmente através da internet, tem ajudado esse público a entender que o investimento na bolsa pode gerar uma renda extra.

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Apesar do crescimento no número de investidores acima de 60 anos, sua representatividade no total de acionistas ainda é menor do que há uma década. Atualmente, essa faixa etária representa 15,6% menos em relação ao que era em 2016, quando 26% dos investidores eram dessa idade. Com a evolução do número total de acionistas, a porcentagem de investidores 60+ estagnou em 7% desde 2022 e, mais recentemente, voltou a crescer, mas de forma modesta.

Ariquelli observa que existem desafios que precisam ser superados para aumentar a presença deste grupo na bolsa, incluindo receios e dúvidas sobre investimentos financeiros.

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Em dez anos, a presença de investidores com 60 anos ou mais na B3 cresceu 358%, de cerca de 130 mil em 2016 para aproximadamente 582 mil em jun/2026. O total de acionistas subiu de 500 mil para 5,6 milhões no período.

O número de investidores com 60 anos ou mais na B3, a bolsa de valores brasileira, apresentou um crescimento expressivo nos últimos dez anos, saltando cerca de 358%. De acordo com dados da instituição, essa faixa etária passou a representar uma parte significativa do total de investidores, que aumentou de forma geral durante e após a pandemia.

Em 2016, a B3 contava com aproximadamente 500 mil investidores, dos quais 130 mil (26%) tinham 60 anos ou mais. Até junho de 2026, esse número cresceu para mais de 5,6 milhões de acionistas, com 10,4% deles pertencendo à faixa etária acima de 60 anos, totalizando cerca de 595 mil investidores.

A superintendente de negócios para pessoa física da B3, Christianne Bariquelli, atribui esse aumento à evolução geral do mercado de ações e à maior acessibilidade proporcionada pelos avanços tecnológicos. Ela destaca que houve uma facilitação no acesso à informação e na abertura de contas, permitindo que mais pessoas, incluindo as de idade avançada, investissem.

“A gente viu o mercado evoluir bastante nos últimos anos. A gente saiu de 500, 600 mil investidores em bolsa para mais de 5 milhões. Foi muito impulsionado entre 2019 e 2021, onde a gente também teve uma facilitação do acesso”, explica.

O crescimento do número de investidores acima de 60 anos também reflete um amadurecimento desse grupo em relação ao gerenciamento de patrimônio. Segundo Bariquelli, muitas pessoas nessa faixa etária já passaram por um ciclo de acúmulo de patrimônio e agora buscam influir na sua renda.

Carlos Castro, CEO da plataforma SuperRico, ressalta que essa mudança demográfica é significativa. Ele aponta que aproximadamente 30% a 40% dos investidores da bolsa são formados por pessoas entre 40 e 59 anos, que agora, ao envelhecerem, se tornam parte do grupo de investidores de 60 anos ou mais.

Além disso, o aumento da demanda por investimentos nessa faixa etária pode ser atribuído ao aumento do custo de vida, especialmente relacionado à saúde. Castro destaca que enquanto o IPCA, principal indicador de inflação, acumulou alta de 4,64% nos últimos 12 meses, os custos na área da saúde têm crescido ainda mais.

“Esse resultado se acumula ao aumento do consumo geral, o que encarece o estilo de vida do idoso, público bastante afetado pelo setor da saúde”, afirma Castro.

Com a expectativa de vida atual no Brasil em torno de 76,6 anos, muitos idosos buscam uma aposentadoria ativa para garantir sua estabilidade financeira. A educação financeira, especialmente através da internet, tem ajudado esse público a entender que o investimento na bolsa pode gerar uma renda extra.

Apesar do crescimento no número de investidores acima de 60 anos, sua representatividade no total de acionistas ainda é menor do que há uma década. Atualmente, essa faixa etária representa 15,6% menos em relação ao que era em 2016, quando 26% dos investidores eram dessa idade. Com a evolução do número total de acionistas, a porcentagem de investidores 60+ estagnou em 7% desde 2022 e, mais recentemente, voltou a crescer, mas de forma modesta.

Ariquelli observa que existem desafios que precisam ser superados para aumentar a presença deste grupo na bolsa, incluindo receios e dúvidas sobre investimentos financeiros.

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