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Tecnologia

Pesquisa mostra: IA não garante votos; alcance depende da distribuição

Especialista analisa que o uso de IA na política não garante maior alcance eleitoral.

09/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h47
Pesquisa mostra: IA não garante votos; alcance depende da distribuição

O crescimento acelerado do uso de inteligência artificial (IA) na produção de conteúdo político não se traduz, necessariamente, em maior alcance eleitoral. Essa é a análise de um especialista que apresentou dados inéditos sobre a performance de vídeos rotulados como produzidos por IA durante as eleições.

O especialista destacou que o fator determinante para o impacto de um conteúdo político continua sendo a distribuição pelas plataformas de redes sociais, e não a capacidade de criação oferecida pelas ferramentas de inteligência artificial.

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Foi apresentado um levantamento baseado nas duas últimas semanas de julho, onde foram contabilizados 6.022 vídeos produzidos com o rótulo “produzido por IA” por políticos de diferentes níveis eleitorais, abrangendo tanto eleições proporcionais quanto diretas. O número é ainda mais impressionante quando comparado ao período anterior, onde o total era de aproximadamente 600 vídeos, representando um crescimento de dez vezes em apenas um mês.

Entretanto, apesar do volume expressivo de produções, os dados de engajamento mostram uma realidade diferente. Ao excluir os dez vídeos de grandes candidatos do total de 6.022, os 6.012 vídeos restantes acumularam apenas 117 interações. O especialista ressaltou que esse efeito é muito pequeno e evidencia que a criação de conteúdo por IA, por si só, não garante visibilidade ou impacto real no ambiente digital.

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Para ele, o debate sobre o mérito e os efeitos do conteúdo gerado por IA não deve obscurecer o elemento mais relevante da equação eleitoral digital: a distribuição. Ele enfatizou que a distribuição continua sendo o nome do jogo e que este fator está nas plataformas, e não nos produtores de IA. Caso as campanhas passem a considerar que o custo-benefício do uso massivo de IA vale a pena, os efeitos práticos mais significativos estarão nas mãos das distribuidoras de conteúdo, como as Big Techs e as plataformas de redes sociais, e não nas ferramentas criadoras.

Essa questão também remete diretamente ao debate sobre a regulação das grandes empresas de tecnologia, que é considerado como a discussão principal do momento.

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O crescimento acelerado do uso de inteligência artificial (IA) na produção de conteúdo político não se traduz, necessariamente, em maior alcance eleitoral. Essa é a análise de um especialista que apresentou dados inéditos sobre a performance de vídeos rotulados como produzidos por IA durante as eleições.

O especialista destacou que o fator determinante para o impacto de um conteúdo político continua sendo a distribuição pelas plataformas de redes sociais, e não a capacidade de criação oferecida pelas ferramentas de inteligência artificial.

Foi apresentado um levantamento baseado nas duas últimas semanas de julho, onde foram contabilizados 6.022 vídeos produzidos com o rótulo “produzido por IA” por políticos de diferentes níveis eleitorais, abrangendo tanto eleições proporcionais quanto diretas. O número é ainda mais impressionante quando comparado ao período anterior, onde o total era de aproximadamente 600 vídeos, representando um crescimento de dez vezes em apenas um mês.

Entretanto, apesar do volume expressivo de produções, os dados de engajamento mostram uma realidade diferente. Ao excluir os dez vídeos de grandes candidatos do total de 6.022, os 6.012 vídeos restantes acumularam apenas 117 interações. O especialista ressaltou que esse efeito é muito pequeno e evidencia que a criação de conteúdo por IA, por si só, não garante visibilidade ou impacto real no ambiente digital.

Para ele, o debate sobre o mérito e os efeitos do conteúdo gerado por IA não deve obscurecer o elemento mais relevante da equação eleitoral digital: a distribuição. Ele enfatizou que a distribuição continua sendo o nome do jogo e que este fator está nas plataformas, e não nos produtores de IA. Caso as campanhas passem a considerar que o custo-benefício do uso massivo de IA vale a pena, os efeitos práticos mais significativos estarão nas mãos das distribuidoras de conteúdo, como as Big Techs e as plataformas de redes sociais, e não nas ferramentas criadoras.

Essa questão também remete diretamente ao debate sobre a regulação das grandes empresas de tecnologia, que é considerado como a discussão principal do momento.

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