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Economia

Brasil pressiona a China por revisão nas cotas de carne bovina

Brasil negocia com a China para revisar cota de exportação de carne bovina após limite anual.

10/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 14h05
Brasil pressiona a China por revisão nas cotas de carne bovina

O governo enviará nos próximos dias uma carta ao Mofcom pedindo a reavaliação da distribuição de cotas, depois de o Brasil atingir o limite anual de embarques com tarifa reduzida. Mapa, MRE e MDIC coordenam as tratativas.

O governo brasileiro abriu uma nova frente de negociação com a China para reduzir os impactos da salvaguarda sobre as exportações de carne bovina. Uma correspondência deve ser entregue pessoalmente nos próximos dias pela diplomacia brasileira às autoridades do Mofcom (Ministério do Comércio da China), defendendo a reavaliação da distribuição das cotas de importação após o Brasil atingir o limite anual de embarques com tarifa reduzida.

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As tratativas envolvem o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), o MRE (Ministério das Relações Exteriores) e o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

Enquanto Brasil e Austrália já alcançaram praticamente 100% do limite anual de exportação para a China, Argentina e Uruguai ainda teriam espaço disponível. Ao atingir o teto, os exportadores brasileiros passam a pagar uma alíquota de 67%, o que inviabiliza os envios ao país asiático. Ainda assim, o excedente que já está em trânsito no mar não deve retornar: exportadores e compradores devem dividir o custo da cota para que os produtos permaneçam na China.

A avaliação do governo é que o desempenho brasileiro, com as cotas esgotadas bem antes do fim do ano, pode embasar uma revisão da distribuição para 2027, refletindo a demanda entre os principais fornecedores. Com isso, a estratégia deixou de ser discutir a salvaguarda em si e passou a focar em reduzir seus efeitos.

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A principal tese apresentada pelo Brasil é que a cadeia da carne bovina opera de forma contínua, com embarques programados meses antes. Uma interrupção repentina das vendas obrigaria as empresas a redirecionar a produção, renegociar contratos e reorganizar toda a operação comercial. Além disso, parte das plantas frigoríficas brasileiras produz quase exclusivamente para o mercado chinês, o que torna uma paralisação ainda mais sensível.

A negociação também leva em conta o cenário entre os principais fornecedores: Brasil e Austrália praticamente esgotaram seus volumes, enquanto Argentina e Uruguai ainda não usaram integralmente suas cotas.

A ofensiva brasileira não se limita à carne bovina. Em paralelo, o governo trabalha para ampliar a lista de produtos autorizados a entrar no mercado chinês, como o cálculo biliar bovino, utilizado pela indústria farmacêutica e pela medicina tradicional chinesa.

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O governo enviará nos próximos dias uma carta ao Mofcom pedindo a reavaliação da distribuição de cotas, depois de o Brasil atingir o limite anual de embarques com tarifa reduzida. Mapa, MRE e MDIC coordenam as tratativas.

O governo brasileiro abriu uma nova frente de negociação com a China para reduzir os impactos da salvaguarda sobre as exportações de carne bovina. Uma correspondência deve ser entregue pessoalmente nos próximos dias pela diplomacia brasileira às autoridades do Mofcom (Ministério do Comércio da China), defendendo a reavaliação da distribuição das cotas de importação após o Brasil atingir o limite anual de embarques com tarifa reduzida.

As tratativas envolvem o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), o MRE (Ministério das Relações Exteriores) e o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

Enquanto Brasil e Austrália já alcançaram praticamente 100% do limite anual de exportação para a China, Argentina e Uruguai ainda teriam espaço disponível. Ao atingir o teto, os exportadores brasileiros passam a pagar uma alíquota de 67%, o que inviabiliza os envios ao país asiático. Ainda assim, o excedente que já está em trânsito no mar não deve retornar: exportadores e compradores devem dividir o custo da cota para que os produtos permaneçam na China.

A avaliação do governo é que o desempenho brasileiro, com as cotas esgotadas bem antes do fim do ano, pode embasar uma revisão da distribuição para 2027, refletindo a demanda entre os principais fornecedores. Com isso, a estratégia deixou de ser discutir a salvaguarda em si e passou a focar em reduzir seus efeitos.

A principal tese apresentada pelo Brasil é que a cadeia da carne bovina opera de forma contínua, com embarques programados meses antes. Uma interrupção repentina das vendas obrigaria as empresas a redirecionar a produção, renegociar contratos e reorganizar toda a operação comercial. Além disso, parte das plantas frigoríficas brasileiras produz quase exclusivamente para o mercado chinês, o que torna uma paralisação ainda mais sensível.

A negociação também leva em conta o cenário entre os principais fornecedores: Brasil e Austrália praticamente esgotaram seus volumes, enquanto Argentina e Uruguai ainda não usaram integralmente suas cotas.

A ofensiva brasileira não se limita à carne bovina. Em paralelo, o governo trabalha para ampliar a lista de produtos autorizados a entrar no mercado chinês, como o cálculo biliar bovino, utilizado pela indústria farmacêutica e pela medicina tradicional chinesa.

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