Fernando Haddad pediu cooperação entre estado e União e defendeu um grupo com as principais autoridades para enfrentar o crime. Durante sabatina, também falou sobre a “taxa das blusinhas” e as privatizações.
Nesta segunda-feira (10), o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, participou de uma sabatina e abordou diversos temas ligados à segurança pública e à economia do estado.
Logo no início, o candidato criticou a postura do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em relação à colaboração com o governo federal no combate ao crime. Haddad defendeu a criação de um grupo de trabalho que reúna as principais autoridades: “Se quisermos levar a segurança pública a sério, precisamos colocar na mesma mesa as maiores autoridades dos órgãos de combate ao crime. Duvido que qualquer presidente deixe de indicar um membro da PF em SP para participar do gabinete”, afirmou.
Sobre a escolha do secretário de Segurança Pública, Haddad se posicionou contra a indicação de Guilherme Derrite (PP), ex-comandante da Polícia Militar, classificando a decisão como um erro do atual governo. Ele destacou a importância de manter a hierarquia na PM e lamentou o que considera consequências das nomeações feitas por Tarcísio, que teriam comprometido a inteligência da corporação.
“Nós perdemos a cadeia de comando. Ao convidar um capitão para assumir a segurança pública, ele desarrumou a casa. A hierarquia foi barateada, o que é uma grande desvantagem”, disse. O candidato também propôs mais transparência nos dados de criminalidade, citando a falta de informações sobre celulares roubados em São Paulo, estado onde estão registrados 20% dos aparelhos furtados no país.
Outro tema abordado foi a chamada “taxa das blusinhas”. Haddad afirmou que a cobrança partiu de solicitação do varejo: “O presidente Lula não queria cobrar a taxa. Quem introduziu foi o Congresso Nacional. Ele até ameaçou vetar a proposta”, relatou.
Haddad também comentou as privatizações, especialmente a da Sabesp, indicando que, se eleito, revisará os contratos firmados pela atual gestão: “Os contratos que o Tarcísio firmou quando era ministro da Infraestrutura tiveram que ser revistos por serem considerados lesivos ao Tesouro Nacional”, afirmou.
Por fim, o pré-candidato foi questionado sobre investigações que envolvem o filho do presidente Lula, Fábio Luís, e o assessor político Marco Aurélio Santana Ribeiro. Ele defendeu “passar a limpo” as apurações, destacando a diferença de postura entre Lula e seu antecessor, Jair Bolsonaro, na condução de investigações.
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