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Ciência e Espaço

Estudo revela subdiagnóstico: mais pacientes podem precisar de diálise

Estudo revela subdiagnóstico da doença renal crônica no Brasil, afetando milhões.

12/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h54
Estudo revela subdiagnóstico: mais pacientes podem precisar de diálise

Sociedade Brasileira de Nefrologia aponta mais de 20 milhões com DRC e 170 mil em terapia renal. Pesquisa em parceria com a PUC-PR sugere que diagnósticos tardios podem fazer o número de pacientes em diálise ser maior.

Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia indicam que a doença renal crônica (DRC) afeta mais de 20 milhões de brasileiros, o que representa cerca de 10% da população. Deste total, mais de 170 mil dependem de terapia renal substitutiva, conforme o Censo Brasileiro de Diálise 2024.

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Entretanto, o cenário pode ser ainda mais preocupante. Uma pesquisa realizada em colaboração com o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná sugere que o número real de pacientes em diálise pode superar o atual devido à ineficiência no diagnóstico precoce.

O estudo teve como objetivo mapear a dimensão do subdiagnóstico da DRC entre pacientes de alto risco no Brasil, particularmente aqueles com diabetes e hipertensão, condições associadas a um maior risco de desenvolvimento da doença. Os pesquisadores avaliaram a frequência com que dois dos principais exames diagnósticos eram realizados nesse grupo populacional.

A pesquisa incluiu mais de 14 mil pessoas e revelou que os exames de creatinina no sangue e o teste de proteína na urina (albuminúria) raramente são solicitados na prática clínica. Como resultado, muitos casos não são identificados precocemente, o que dificulta a adoção de cuidados que poderiam proteger os rins e evitar a progressão da doença.

O estudo mostra que menos de 5% dos participantes que realizaram exames de creatinina tinham albuminúria solicitada. Mesmo após uma campanha nacional de rastreamento, o número permaneceu crítico, abaixo de 7%, indicando resistência ou falta de costume na prática clínica em solicitar o rastreamento completo.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) projeta que a DRC se tornará a quinta principal causa de morte no mundo até 2040. Nos estágios iniciais, a doença é assintomática, dificultando o diagnóstico em tempo hábil.

O estudo alerta que a identificação precoce da DRC pode mudar a trajetória clínica do paciente, permitindo a adoção de medidas que preservam a função renal, reduzem complicações cardiovasculares e melhoram a qualidade e a expectativa de vida, tornando possível retardar ou até evitar a diálise.

Publicada no Brazilian Journal of Nephrology, a pesquisa contou com a colaboração de especialistas de instituições como a Universidade Estadual de Campinas, Escola Bahiana de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e Arbor Research Collaborative for Health.

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De acordo com o Ministério da Saúde, os principais fatores de risco para a DRC incluem diabetes, hipertensão, idade avançada, obesidade, histórico de doenças do aparelho circulatório, histórico familiar de DRC, tabagismo e uso de medicações que necessitam de ajustes em pacientes com alteração da função renal.

A prevenção da DRC, segundo a pasta, está diretamente relacionada ao estilo de vida e condições de saúde das pessoas. “Tratar e controlar os fatores de risco como diabetes, hipertensão, obesidade, doenças cardiovasculares e tabagismo são as principais formas de prevenir doenças renais”.

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Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia indicam que a doença renal crônica (DRC) afeta mais de 20 milhões de brasileiros, o que representa cerca de 10% da população. Deste total, mais de 170 mil dependem de terapia renal substitutiva, conforme o Censo Brasileiro de Diálise 2024.

Entretanto, o cenário pode ser ainda mais preocupante. Uma pesquisa realizada em colaboração com o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná sugere que o número real de pacientes em diálise pode superar o atual devido à ineficiência no diagnóstico precoce.

O estudo teve como objetivo mapear a dimensão do subdiagnóstico da DRC entre pacientes de alto risco no Brasil, particularmente aqueles com diabetes e hipertensão, condições associadas a um maior risco de desenvolvimento da doença. Os pesquisadores avaliaram a frequência com que dois dos principais exames diagnósticos eram realizados nesse grupo populacional.

A pesquisa incluiu mais de 14 mil pessoas e revelou que os exames de creatinina no sangue e o teste de proteína na urina (albuminúria) raramente são solicitados na prática clínica. Como resultado, muitos casos não são identificados precocemente, o que dificulta a adoção de cuidados que poderiam proteger os rins e evitar a progressão da doença.

O estudo mostra que menos de 5% dos participantes que realizaram exames de creatinina tinham albuminúria solicitada. Mesmo após uma campanha nacional de rastreamento, o número permaneceu crítico, abaixo de 7%, indicando resistência ou falta de costume na prática clínica em solicitar o rastreamento completo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) projeta que a DRC se tornará a quinta principal causa de morte no mundo até 2040. Nos estágios iniciais, a doença é assintomática, dificultando o diagnóstico em tempo hábil.

O estudo alerta que a identificação precoce da DRC pode mudar a trajetória clínica do paciente, permitindo a adoção de medidas que preservam a função renal, reduzem complicações cardiovasculares e melhoram a qualidade e a expectativa de vida, tornando possível retardar ou até evitar a diálise.

Publicada no Brazilian Journal of Nephrology, a pesquisa contou com a colaboração de especialistas de instituições como a Universidade Estadual de Campinas, Escola Bahiana de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e Arbor Research Collaborative for Health.

De acordo com o Ministério da Saúde, os principais fatores de risco para a DRC incluem diabetes, hipertensão, idade avançada, obesidade, histórico de doenças do aparelho circulatório, histórico familiar de DRC, tabagismo e uso de medicações que necessitam de ajustes em pacientes com alteração da função renal.

A prevenção da DRC, segundo a pasta, está diretamente relacionada ao estilo de vida e condições de saúde das pessoas. “Tratar e controlar os fatores de risco como diabetes, hipertensão, obesidade, doenças cardiovasculares e tabagismo são as principais formas de prevenir doenças renais”.

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