Tarcísio de Freitas criticou Fernando Haddad sobre a 'taxa das blusinhas' após entrevista à CNN Brasil. Haddad afirmou que governadores procuraram o Ministério da Fazenda; Tarcísio rebateu.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se posicionou contra as declarações do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a respeito da cobrança de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre importações, conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”. A controvérsia surgiu durante uma entrevista concedida à CNN Brasil na noite de quarta-feira, dia 12 de agosto de 2026.
Na ocasião, Haddad afirmou que Tarcísio estava entre os governadores que procuraram o Ministério da Fazenda para solicitar apoio na implementação da cobrança. Contudo, o governador paulista refutou essa afirmação, garantindo que nunca discutiu o tema com o ex-ministro. “Isso nunca aconteceu”, declarou Tarcísio, enfatizando que suas conversas com Haddad não incluíram o assunto da taxa.
“Quem pode me defender é o presidente Lula”, afirmou Tarcísio, acrescentando que “você nunca vai me ver falando com ninguém para aumentar imposto, só para diminuir”.
Durante a entrevista, Tarcísio também comentou sobre a origem da cobrança do ICMS das blusinhas, que, segundo ele, é anterior à proposta da taxa. Ele explicou que a taxa de importação foi elevada na lei 14.902, que incluiu em sua aprovação um ajuste que resultou na cobrança de 60%, embora posteriormente o Congresso tenha reduzido essa taxa para 20%.
O governador criticou ainda uma suposta declaração do presidente Lula, em que este teria mencionado que Haddad havia pedido a ele para apoiar a nova taxa. Tarcísio questionou a lógica por trás de tal afirmação, destacando que se o presidente realmente não concordasse com a sanção da taxa, poderia ter vetado a proposta, assim como fez com outras legislações.
A polêmica envolvendo a “taxa das blusinhas” indica um desentendimento entre diferentes esferas do governo e ressalta a complexidade das discussões em torno da tributação sobre importações. O tema continua a gerar debates acalorados entre políticos e especialistas na área econômica.
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