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Economia

MRV registra recuperação e acelera venda de ativos para diminuir dívida

MRV apresenta crescimento no segundo trimestre e reduz dívida com vendas de ativos.

12/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 10h36
MRV registra recuperação e acelera venda de ativos para diminuir dívida

A MRV voltou a gerar caixa no 2º tri e registrou a maior margem bruta em sete anos. A empresa pretende usar recursos da venda da Luggo e da Resia para reduzir dívida após avançar R$ 866 mi no caixa em 12 meses.

A MRV&Co apresentou resultados positivos no segundo trimestre de 2026, com sinais de recuperação na operação de incorporação imobiliária no Brasil. A empresa voltou a gerar caixa, com a maior margem bruta em sete anos, o que contribuiu para um plano de redução de dívida através da venda de ativos da Luggo e da Resia.

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Nos últimos 12 meses, a MRV Incorporação acumulou uma geração de caixa de R$ 126 milhões, em contraste com uma queima de R$ 741 milhões no primeiro trimestre do ano passado. Essa melhora representa um avanço de R$ 866 milhões no período. A margem bruta alcançou 31,2% no trimestre, um ponto percentual a mais do que no ano anterior e o maior patamar desde 2018. A companhia projeta que as novas vendas terão margens próximas de 35%, com a intenção de aumentar gradualmente a margem reconhecida ao longo de 2026 e 2027.

Além disso, a MRV elaborou uma estratégia focada na reciclagem de ativos. A Resia, sua subsidiária nos Estados Unidos, anunciou vendas no total de US$ 401 milhões neste ano, o que equivale a cerca de R$ 2 bilhões. Entre as transações estão os empreendimentos Ten Oaks e Rayzor Ranch, vendidos por US$ 139 milhões e liquidados em julho, além do Memorial e cinco terrenos, negociados por US$ 170 milhões. Com a conclusão desse processo, a MRV afirmou que não terá mais operações nos Estados Unidos.

No Brasil, a Luggo firmou um memorando para a venda de três empreendimentos residenciais por R$ 166 milhões. Após essa operação, a subsidiária ficará sem outros projetos prontos ou em construção. Essa estratégia impactou diretamente no endividamento da empresa. A dívida líquida da MRV encerrou junho em R$ 5,9 bilhões, uma redução de R$ 400 milhões em relação aos R$ 6,3 bilhões do fim do ano passado. Considerando as vendas já anunciadas, a dívida poderia cair para R$ 4,6 bilhões, representando uma diminuição de R$ 1,7 bilhão, ou 28%, em comparação ao fechamento de 2025.

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No entanto, a saída dos Estados Unidos gerou custos. A MRV optou por acelerar algumas vendas antes da estabilização dos empreendimentos, negociando terrenos abaixo do valor contábil. A Resia reconheceu US$ 110 milhões em impairments relacionados aos ativos vendidos no trimestre, o que impactou o resultado consolidado.

Como resultado, a MRV&Co registrou um prejuízo líquido de R$ 626,6 milhões atribuível aos acionistas controladores. Por outro lado, a incorporação brasileira alcançou lucro líquido ajustado de R$ 154,7 milhões, um aumento de 28,2% em um ano. No aspecto operacional, a MRV Incorporação fechou o trimestre com R$ 2,75 bilhões em vendas líquidas, representando um crescimento de 11,3% em relação ao primeiro trimestre e de 3,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os lançamentos totalizaram R$ 2,95 bilhões, permanecendo praticamente estáveis na comparação trimestral, mas apresentando uma queda de 14,4% em comparação ao segundo trimestre de 2025. No semestre, as vendas cresceram 8,2%, alcançando R$ 5,2 bilhões, enquanto os lançamentos recuaram 7,4%, somando R$ 5,9 bilhões. Os repasses avançaram 19,1% em relação ao primeiro trimestre, totalizando 9,8 mil unidades, ainda abaixo das 10,9 mil produzidas no mesmo período.

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A MRV voltou a gerar caixa no 2º tri e registrou a maior margem bruta em sete anos. A empresa pretende usar recursos da venda da Luggo e da Resia para reduzir dívida após avançar R$ 866 mi no caixa em 12 meses.

A MRV&Co apresentou resultados positivos no segundo trimestre de 2026, com sinais de recuperação na operação de incorporação imobiliária no Brasil. A empresa voltou a gerar caixa, com a maior margem bruta em sete anos, o que contribuiu para um plano de redução de dívida através da venda de ativos da Luggo e da Resia.

Nos últimos 12 meses, a MRV Incorporação acumulou uma geração de caixa de R$ 126 milhões, em contraste com uma queima de R$ 741 milhões no primeiro trimestre do ano passado. Essa melhora representa um avanço de R$ 866 milhões no período. A margem bruta alcançou 31,2% no trimestre, um ponto percentual a mais do que no ano anterior e o maior patamar desde 2018. A companhia projeta que as novas vendas terão margens próximas de 35%, com a intenção de aumentar gradualmente a margem reconhecida ao longo de 2026 e 2027.

Além disso, a MRV elaborou uma estratégia focada na reciclagem de ativos. A Resia, sua subsidiária nos Estados Unidos, anunciou vendas no total de US$ 401 milhões neste ano, o que equivale a cerca de R$ 2 bilhões. Entre as transações estão os empreendimentos Ten Oaks e Rayzor Ranch, vendidos por US$ 139 milhões e liquidados em julho, além do Memorial e cinco terrenos, negociados por US$ 170 milhões. Com a conclusão desse processo, a MRV afirmou que não terá mais operações nos Estados Unidos.

No Brasil, a Luggo firmou um memorando para a venda de três empreendimentos residenciais por R$ 166 milhões. Após essa operação, a subsidiária ficará sem outros projetos prontos ou em construção. Essa estratégia impactou diretamente no endividamento da empresa. A dívida líquida da MRV encerrou junho em R$ 5,9 bilhões, uma redução de R$ 400 milhões em relação aos R$ 6,3 bilhões do fim do ano passado. Considerando as vendas já anunciadas, a dívida poderia cair para R$ 4,6 bilhões, representando uma diminuição de R$ 1,7 bilhão, ou 28%, em comparação ao fechamento de 2025.

No entanto, a saída dos Estados Unidos gerou custos. A MRV optou por acelerar algumas vendas antes da estabilização dos empreendimentos, negociando terrenos abaixo do valor contábil. A Resia reconheceu US$ 110 milhões em impairments relacionados aos ativos vendidos no trimestre, o que impactou o resultado consolidado.

Como resultado, a MRV&Co registrou um prejuízo líquido de R$ 626,6 milhões atribuível aos acionistas controladores. Por outro lado, a incorporação brasileira alcançou lucro líquido ajustado de R$ 154,7 milhões, um aumento de 28,2% em um ano. No aspecto operacional, a MRV Incorporação fechou o trimestre com R$ 2,75 bilhões em vendas líquidas, representando um crescimento de 11,3% em relação ao primeiro trimestre e de 3,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os lançamentos totalizaram R$ 2,95 bilhões, permanecendo praticamente estáveis na comparação trimestral, mas apresentando uma queda de 14,4% em comparação ao segundo trimestre de 2025. No semestre, as vendas cresceram 8,2%, alcançando R$ 5,2 bilhões, enquanto os lançamentos recuaram 7,4%, somando R$ 5,9 bilhões. Os repasses avançaram 19,1% em relação ao primeiro trimestre, totalizando 9,8 mil unidades, ainda abaixo das 10,9 mil produzidas no mesmo período.

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