Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Brasil abre processo de reciprocidade contra tarifas dos EUA

Governo brasileiro inicia processo de reciprocidade contra tarifas dos EUA.

13/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h18
Brasil abre processo de reciprocidade contra tarifas dos EUA

O governo anunciou nesta quinta (13) o início de medidas formais e informou que o Itamaraty notificará Washington. A ação reage à tarifa de 25% imposta pelos EUA em 22 de julho, considerada injustificada.

O governo brasileiro anunciou, nesta quinta-feira (13), o início formal do processo de reciprocidade em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A informação foi divulgada por meio de uma nota oficial, que também destacou que o Ministério das Relações Exteriores notificará Washington sobre o início deste processo.

Publicidade

No dia 22 de julho, os EUA implementaram uma tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros, que foram classificadas pelo governo brasileiro como injustificadas e arbitrárias. O país reafirmou sua posição de defesa contra essas tarifas.

A nota do governo não especificou quais medidas concretas de reciprocidade serão adotadas, mas esclareceu que, antes de qualquer decisão, o Brasil abrirá um processo de consulta ao governo norte-americano.

As eventuais ações de reciprocidade seguirão os procedimentos estabelecidos pela lei de reciprocidade, aprovada pelo Congresso em 2025. Além disso, o governo afirmou que os setores afetados pelas tarifas continuarão a ser protegidos pelo programa Brasil Soberano, que tem como foco a preservação do emprego e da capacidade produtiva nacional.

Segundo informações da repórter Carol Rosito, que acompanhou os eventos no Palácio da Alvorada, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, estiveram presentes no local antes do anúncio, mas não se pronunciaram para a imprensa.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

A nota também ressaltou que, nesta semana, os EUA demonstraram disposição para dialogar, o que abre espaço para as consultas diplomáticas que se iniciam agora.

Por outro lado, analistas do setor privado expressaram preocupações sobre as consequências que a reciprocidade pode trazer. De acordo com o analista de Política, Caio Junqueira, interlocutores desse setor não desejavam que o governo adotasse a reciprocidade como resposta ao tarifaço. Ele destacou que esse processo é lento e passível de revisão, além de trazer receios sobre seus efeitos.

“O único país que foi bem-sucedido na aplicação da reciprocidade foi a China, porque tem tamanho para isso”, afirmou Junqueira, ressaltando que outros países que tentaram retaliações, como o Canadá, enfrentaram dificuldades.

Publicidade

O analista também observou que países como União Europeia, Japão e Reino Unido preferiram negociar diretamente e obtiveram resultados mais satisfatórios. Além disso, ele mencionou que setores exportadores brasileiros estavam tentando conduzir uma diplomacia comercial diretamente em Washington, em busca de exceções ao tarifaço, e que a reciprocidade poderia complicar essas negociações.

Junqueira alertou ainda sobre a imprevisibilidade do ex-presidente Donald Trump, afirmando que ele poderia optar por ignorar o processo ou intensificá-lo, o que poderia gerar impactos econômicos negativos para o Brasil e, consequentemente, para a população.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

O governo anunciou nesta quinta (13) o início de medidas formais e informou que o Itamaraty notificará Washington. A ação reage à tarifa de 25% imposta pelos EUA em 22 de julho, considerada injustificada.

O governo brasileiro anunciou, nesta quinta-feira (13), o início formal do processo de reciprocidade em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A informação foi divulgada por meio de uma nota oficial, que também destacou que o Ministério das Relações Exteriores notificará Washington sobre o início deste processo.

No dia 22 de julho, os EUA implementaram uma tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros, que foram classificadas pelo governo brasileiro como injustificadas e arbitrárias. O país reafirmou sua posição de defesa contra essas tarifas.

A nota do governo não especificou quais medidas concretas de reciprocidade serão adotadas, mas esclareceu que, antes de qualquer decisão, o Brasil abrirá um processo de consulta ao governo norte-americano.

As eventuais ações de reciprocidade seguirão os procedimentos estabelecidos pela lei de reciprocidade, aprovada pelo Congresso em 2025. Além disso, o governo afirmou que os setores afetados pelas tarifas continuarão a ser protegidos pelo programa Brasil Soberano, que tem como foco a preservação do emprego e da capacidade produtiva nacional.

Segundo informações da repórter Carol Rosito, que acompanhou os eventos no Palácio da Alvorada, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, estiveram presentes no local antes do anúncio, mas não se pronunciaram para a imprensa.

A nota também ressaltou que, nesta semana, os EUA demonstraram disposição para dialogar, o que abre espaço para as consultas diplomáticas que se iniciam agora.

Por outro lado, analistas do setor privado expressaram preocupações sobre as consequências que a reciprocidade pode trazer. De acordo com o analista de Política, Caio Junqueira, interlocutores desse setor não desejavam que o governo adotasse a reciprocidade como resposta ao tarifaço. Ele destacou que esse processo é lento e passível de revisão, além de trazer receios sobre seus efeitos.

“O único país que foi bem-sucedido na aplicação da reciprocidade foi a China, porque tem tamanho para isso”, afirmou Junqueira, ressaltando que outros países que tentaram retaliações, como o Canadá, enfrentaram dificuldades.

O analista também observou que países como União Europeia, Japão e Reino Unido preferiram negociar diretamente e obtiveram resultados mais satisfatórios. Além disso, ele mencionou que setores exportadores brasileiros estavam tentando conduzir uma diplomacia comercial diretamente em Washington, em busca de exceções ao tarifaço, e que a reciprocidade poderia complicar essas negociações.

Junqueira alertou ainda sobre a imprevisibilidade do ex-presidente Donald Trump, afirmando que ele poderia optar por ignorar o processo ou intensificá-lo, o que poderia gerar impactos econômicos negativos para o Brasil e, consequentemente, para a população.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA