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Economia

Demanda de energia de data centers cresce 35,8% e rede da CPFL trava expansão

Demanda de energia por data centers na CPFL cresce 35,8%, mas expansão enfrenta obstáculos.

14/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h15
Demanda de energia de data centers cresce 35,8% e rede da CPFL trava expansão

No 2º tri de 2026, consumo de energia por data centers na área da CPFL subiu 35,8% ante 2025, pressionando a infraestrutura elétrica. CEO Gustavo Estrella alerta que a rede tem limitações para novos empreendimentos.

No segundo trimestre de 2026, o consumo de energia dos data centers na área de concessão da CPFL Energia apresentou um crescimento significativo de 35,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse aumento reflete a pressão crescente da expansão da inteligência artificial e da computação em nuvem sobre a infraestrutura elétrica do Brasil.

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Em entrevista, o CEO da CPFL Energia, Gustavo Estrella, destacou que, apesar do crescimento expressivo, a empresa enfrenta limitações em sua rede para aceitar novos empreendimentos. “Temos crescimentos expressivos de consumo de energia vindo de data centers de 35,8% na comparação com o trimestre do ano passado. É um desafio da indústria de crescer no seu potencial. Temos muitos pedidos de conexão de data centers que têm sido negados”, afirmou Estrella.

Esse aumento na demanda de energia já vinha sendo notado desde o começo do ano. Em maio, o CEO havia mencionado que a demanda dos data centers na área da CPFL havia aumentado 24% entre 2025 e 2026, impulsionada principalmente por instalações ligadas à inteligência artificial e serviços de computação em nuvem na região da Grande Campinas. Naquele momento, o segmento representava 8% do consumo da classe comercial da distribuidora.

A influência dos data centers também se reflete no crescimento do consumo da classe comercial, que avançou 2,9%, com aproximadamente 1,4 ponto percentual desse aumento vindo exclusivamente da expansão dos centros de dados. Com a alta de 35,8% registrada no segundo trimestre, Estrella acredita que essa tendência de crescimento deve continuar nos próximos períodos.

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“Vejo o copo meio cheio de crescer com essa força no trimestre e que não é pontual. O copo meio vazio é reconhecer a dificuldade de expansão da rede para atender a demanda que tenho não apenas em nossa área de concessão, mas no Brasil inteiro”, disse.

O desafio se agrava pelo perfil de consumo dos data centers, que operam continuamente, 24 horas por dia, e requerem sistemas robustos de refrigeração para a grande quantidade de equipamentos. Em projetos de maior escala, ligados à inteligência artificial, um único complexo pode consumir energia equivalente à de uma cidade de médio porte.

A Grande Campinas se destaca como um dos principais polos desse mercado no Brasil, devido à sua proximidade com a capital paulista, à disponibilidade de fibra óptica e à presença de empresas de tecnologia. Contudo, o aumento da procura exige investimentos em infraestrutura, como linhas de transmissão e subestações, para que a rede elétrica possa acompanhar o ritmo dos novos projetos.

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Além da expansão física da rede, Estrella ressaltou que a criação de condições tributárias mais favoráveis ao setor é crucial. Ele mencionou a expectativa em relação ao Redata, uma iniciativa que visa um tratamento tributário específico para data centers, o que, segundo ele, seria fundamental para permitir que a indústria cresça em escala.

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No 2º tri de 2026, consumo de energia por data centers na área da CPFL subiu 35,8% ante 2025, pressionando a infraestrutura elétrica. CEO Gustavo Estrella alerta que a rede tem limitações para novos empreendimentos.

No segundo trimestre de 2026, o consumo de energia dos data centers na área de concessão da CPFL Energia apresentou um crescimento significativo de 35,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse aumento reflete a pressão crescente da expansão da inteligência artificial e da computação em nuvem sobre a infraestrutura elétrica do Brasil.

Em entrevista, o CEO da CPFL Energia, Gustavo Estrella, destacou que, apesar do crescimento expressivo, a empresa enfrenta limitações em sua rede para aceitar novos empreendimentos. “Temos crescimentos expressivos de consumo de energia vindo de data centers de 35,8% na comparação com o trimestre do ano passado. É um desafio da indústria de crescer no seu potencial. Temos muitos pedidos de conexão de data centers que têm sido negados”, afirmou Estrella.

Esse aumento na demanda de energia já vinha sendo notado desde o começo do ano. Em maio, o CEO havia mencionado que a demanda dos data centers na área da CPFL havia aumentado 24% entre 2025 e 2026, impulsionada principalmente por instalações ligadas à inteligência artificial e serviços de computação em nuvem na região da Grande Campinas. Naquele momento, o segmento representava 8% do consumo da classe comercial da distribuidora.

A influência dos data centers também se reflete no crescimento do consumo da classe comercial, que avançou 2,9%, com aproximadamente 1,4 ponto percentual desse aumento vindo exclusivamente da expansão dos centros de dados. Com a alta de 35,8% registrada no segundo trimestre, Estrella acredita que essa tendência de crescimento deve continuar nos próximos períodos.

“Vejo o copo meio cheio de crescer com essa força no trimestre e que não é pontual. O copo meio vazio é reconhecer a dificuldade de expansão da rede para atender a demanda que tenho não apenas em nossa área de concessão, mas no Brasil inteiro”, disse.

O desafio se agrava pelo perfil de consumo dos data centers, que operam continuamente, 24 horas por dia, e requerem sistemas robustos de refrigeração para a grande quantidade de equipamentos. Em projetos de maior escala, ligados à inteligência artificial, um único complexo pode consumir energia equivalente à de uma cidade de médio porte.

A Grande Campinas se destaca como um dos principais polos desse mercado no Brasil, devido à sua proximidade com a capital paulista, à disponibilidade de fibra óptica e à presença de empresas de tecnologia. Contudo, o aumento da procura exige investimentos em infraestrutura, como linhas de transmissão e subestações, para que a rede elétrica possa acompanhar o ritmo dos novos projetos.

Além da expansão física da rede, Estrella ressaltou que a criação de condições tributárias mais favoráveis ao setor é crucial. Ele mencionou a expectativa em relação ao Redata, uma iniciativa que visa um tratamento tributário específico para data centers, o que, segundo ele, seria fundamental para permitir que a indústria cresça em escala.

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