Lula e Flávio Bolsonaro abriram a campanha eleitoral com ataques mútuos e propostas para a segurança pública. O presidente acenou ao eleitorado feminino; o senador falou de corrupção, INSS e Lulinha.
O primeiro dia de campanha eleitoral no Brasil foi marcado por ataques entre rivais, menções à corrupção, propostas para a segurança pública e um aceno ao eleitorado feminino. Lula e Flávio Bolsonaro, principais adversários na disputa, discursaram em atos separados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, destacou a importância de apresentar projetos voltados ao futuro da população.
Lula fala a mulheres e cita feminicídio
Em seu discurso, Lula enfatizou o papel das mulheres na sociedade e a necessidade de enfrentar o feminicídio, além de defender uma mudança na forma como os homens tratam as mulheres. “Mulheres desse país, não abaixem a cabeça nunca, porque nós homens precisamos aprender a responder vocês como companheiras e não como serviçais”, afirmou.
Ministério da Segurança Pública e PEC no Senado
O presidente também apresentou a proposta de criar um Ministério da Segurança Pública, vinculando a medida à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, em análise no Senado Federal. Lula argumentou que investir em educação é alternativa mais econômica e eficaz no combate à criminalidade e comparou resultados de sua gestão com a do antecessor, Jair Bolsonaro.
“Investir em educação é mais barato que cadeia. Nós temos que evitar que eles virem bandidos para criar um país mais civilizado. Enquanto eles pegaram R$ 1 bilhão do crime organizado, nós pegamos R$ 35 bilhões. É pegando o dinheiro deles que a gente acaba com a indústria do crime”, disse.
Flávio Bolsonaro cita INSS e Lulinha
O senador Flávio Bolsonaro iniciou a campanha em um evento no Rio de Janeiro criticando a gestão petista. Ele mencionou casos de corrupção, ligando-os ao governo e a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e citou irregularidades no INSS.
“É um governo marcado pela corrupção, é Mensalão, roubo do INSS, agora é o Marcolão. A corrupção chegou dentro do gabinete do Lula”, declarou Flávio, em referência a Marco Aurélio Santana Ribeiro, que se afastou do cargo após denúncias de empréstimos envolvendo corrupção.
O senador ainda sugeriu alinhamento do governo federal com o crime organizado e afirmou que pretende classificar grupos criminosos brasileiros como organizações terroristas. Disse que a gestão atual “destruiu” a esperança dos brasileiros e prometeu devolver o controle de territórios nas favelas aos cidadãos de bem.
Caiado e Zema entram no debate
Outros candidatos também se manifestaram. O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, atacou Lula e Flávio, afirmando que o PT foi conivente com o crime e que os bolsonaristas não resolveram os problemas de segurança. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou a política externa do governo, citando a relação com os Estados Unidos e defendendo que o Brasil trate melhor seus parceiros comerciais.
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