O Vasco acionou a Justiça para tentar realizar no Maracanã o confronto de ida das quartas de final da Copa do Brasil contra o Vitória, marcado para 26 de agosto. O clube questiona o veto dado por Flamengo e Fluminense, que administram o estádio, e alega que as justificativas apresentadas para impedir a partida não seriam suficientes.
Segundo a ação, o Vasco indicou o Maracanã à CBF em 19 de agosto e, no dia seguinte, recebeu um ofício de negativa que citou a preservação do gramado e períodos destinados à manutenção técnica do estádio. Na petição judicial, o clube sustenta que não foi apresentado um laudo técnico capaz de demonstrar que o Maracanã não poderia receber a partida na data estipulada.
O processo também recorda o histórico de utilização do estádio ao longo de 2026, incluindo uma sequência de oito partidas em 15 dias no mês de maio, como elemento para questionar a justificativa de preservação do campo. O Vasco aponta ainda que o Maracanã terá outros compromissos antes do evento da NFL previsto para 27 de setembro, e utiliza esse calendário para rebater o argumento de impossibilidade de realização do jogo em 26 de agosto.
Um dos pontos centrais do pedido judicial é a existência de um Memorando de Entendimentos firmado com Flamengo e Fluminense. De acordo com o clube, o acordo garante quatro datas para utilização do Maracanã em 2026, além de outras quatro referentes ao ano anterior, e prevê que partidas da Copa do Brasil estão incluídas entre os usos permitidos. O Vasco afirma que uma eventual negativa deve estar fundamentada em critérios técnicos e operacionais objetivos e alega dispor de datas alternativas ainda disponíveis ao longo do ano.
O time também destaca a diferença de capacidade entre os estádios: o Maracanã tem capacidade aproximada de 78,8 mil torcedores, enquanto o estádio de São Januário dispõe de cerca de 21,9 mil lugares liberados. No processo, o clube argumenta que a realização da partida no Maracanã permitiria ampliar o acesso da torcida e aumentar o potencial de arrecadação da competição.
A ação foi protocolada com pedido de tutela de urgência. O Vasco sustenta que a indefinição sobre o local pode comprometer a venda de ingressos, a segurança e a logística necessária para a realização do confronto. Como medida, o clube pede que a Justiça determine a disponibilização do Maracanã para a partida, seguindo as condições previstas no acordo ou aquelas aplicadas a outros clubes, e requereu a aplicação de multa de R$ 20 mil por hora de atraso em caso de descumprimento de eventual decisão favorável.
O clube informou que o transporte dos materiais esportivos é de responsabilidade da Nike. O caso segue em tramitação, com o pedido de tutela de urgência ainda pendente de análise judicial.


Fonte: Portal Léo Dias
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