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Economia

Dólar sobe a R$ 5,196 após fala dura do presidente do Fed

Dólar fechou vendida a R$ 5,196; Ibovespa teve oitava alta seguida. Discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole aumentou apostas de alta de juros nos EUA.

30/08/2026 · 17h24
Dólar sobe a R$ 5,196 após fala dura do presidente do Fed

A moeda voltou a se aproximar de R$ 5,20 na sexta-feira (28), depois de fala mais dura de Kevin Warsh, que elevou as apostas de alta de juros nos Estados Unidos. A bolsa paulista, ainda assim, registrou a oitava alta seguida.

O dólar retomou força e voltou a se aproximar de R$ 5,20 na sexta-feira (28). A alta ocorreu em meio à reação dos mercados ao tom mais duro do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, sobre a inflação nos Estados Unidos, que reforçou apostas de elevação dos juros em setembro. Apesar da instabilidade cambial, a bolsa paulista resistiu e fechou em alta pela oitava sessão consecutiva.

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Números do dia

  • Dólar à vista: R$ 5,196, alta de 0,62%
  • Dólar na semana: alta de 1,06%
  • Ibovespa: 175.664,62 pontos, alta de 0,30%
  • Ibovespa na semana: alta de 2,71%

Câmbio seguiu o exterior

O dólar comercial operou em alta na maior parte do pregão, acompanhando a valorização da moeda no exterior após o discurso de Warsh no simpósio de Jackson Hole, encontro anual de presidentes de bancos centrais.

A moeda abriu a R$ 5,1581, caiu no início, ganhou força pela manhã e atingiu máxima de R$ 5,23 por volta das 13h18. No fechamento, desacelerou e terminou vendida a R$ 5,196, com alta de 0,62% no dia e 1,06% na semana. No ano, ainda acumula queda de 5,34%.

Analistas destacaram que a sinalização de Warsh, de que o Fed ainda tem trabalho a fazer no combate à inflação, elevou os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O título de dois anos, sensível às expectativas sobre juros, subiu mais de 0,1 ponto percentual e alcançou 4,35%. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, subiu a 99,668 pontos no fim da tarde.

Caged reforça aposta em corte da Selic

No Brasil, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) também influenciaram as expectativas. Em julho foram criadas 58.568 vagas formais, número abaixo do projetado pelas instituições financeiras, o que reforçou a percepção de desaceleração do mercado de trabalho.

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O resultado aumentou as apostas de que o Banco Central reduza a Selic em setembro, com expectativa predominante de corte de 0,25 ponto percentual, para 13,75%, e possibilidade de nova redução em novembro. A Selic estava em 14% ao ano, enquanto a taxa básica dos Estados Unidos ficava entre 3,50% e 3,75%.

Ibovespa emenda oitava alta

O Ibovespa fechou aos 175.664,62 pontos, com alta de 0,30%. Na semana, o índice subiu 2,71%. Em agosto, mantinha queda de 1,31% e, no acumulado de 2026, alta de 9,02%.

Dados da bolsa mostraram entrada líquida de recursos estrangeiros nos quatro pregões anteriores, somando R$ 1,3 bilhão, embora o fluxo acumulado de agosto seguisse negativo em R$ 18,7 bilhões.

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Em Nova York, as principais bolsas fecharam em baixa diante da perspectiva de política monetária mais restritiva. O Dow Jones caiu 0,02%, aos 53.559,99 pontos; o S&P 500 recuou 0,25%, aos 7.711,73 pontos; e o Nasdaq caiu 0,52%, aos 26.402,42 pontos.

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A moeda voltou a se aproximar de R$ 5,20 na sexta-feira (28), depois de fala mais dura de Kevin Warsh, que elevou as apostas de alta de juros nos Estados Unidos. A bolsa paulista, ainda assim, registrou a oitava alta seguida.

O dólar retomou força e voltou a se aproximar de R$ 5,20 na sexta-feira (28). A alta ocorreu em meio à reação dos mercados ao tom mais duro do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, sobre a inflação nos Estados Unidos, que reforçou apostas de elevação dos juros em setembro. Apesar da instabilidade cambial, a bolsa paulista resistiu e fechou em alta pela oitava sessão consecutiva.

Números do dia

  • Dólar à vista: R$ 5,196, alta de 0,62%
  • Dólar na semana: alta de 1,06%
  • Ibovespa: 175.664,62 pontos, alta de 0,30%
  • Ibovespa na semana: alta de 2,71%

Câmbio seguiu o exterior

O dólar comercial operou em alta na maior parte do pregão, acompanhando a valorização da moeda no exterior após o discurso de Warsh no simpósio de Jackson Hole, encontro anual de presidentes de bancos centrais.

A moeda abriu a R$ 5,1581, caiu no início, ganhou força pela manhã e atingiu máxima de R$ 5,23 por volta das 13h18. No fechamento, desacelerou e terminou vendida a R$ 5,196, com alta de 0,62% no dia e 1,06% na semana. No ano, ainda acumula queda de 5,34%.

Analistas destacaram que a sinalização de Warsh, de que o Fed ainda tem trabalho a fazer no combate à inflação, elevou os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O título de dois anos, sensível às expectativas sobre juros, subiu mais de 0,1 ponto percentual e alcançou 4,35%. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, subiu a 99,668 pontos no fim da tarde.

Caged reforça aposta em corte da Selic

No Brasil, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) também influenciaram as expectativas. Em julho foram criadas 58.568 vagas formais, número abaixo do projetado pelas instituições financeiras, o que reforçou a percepção de desaceleração do mercado de trabalho.

O resultado aumentou as apostas de que o Banco Central reduza a Selic em setembro, com expectativa predominante de corte de 0,25 ponto percentual, para 13,75%, e possibilidade de nova redução em novembro. A Selic estava em 14% ao ano, enquanto a taxa básica dos Estados Unidos ficava entre 3,50% e 3,75%.

Ibovespa emenda oitava alta

O Ibovespa fechou aos 175.664,62 pontos, com alta de 0,30%. Na semana, o índice subiu 2,71%. Em agosto, mantinha queda de 1,31% e, no acumulado de 2026, alta de 9,02%.

Dados da bolsa mostraram entrada líquida de recursos estrangeiros nos quatro pregões anteriores, somando R$ 1,3 bilhão, embora o fluxo acumulado de agosto seguisse negativo em R$ 18,7 bilhões.

Em Nova York, as principais bolsas fecharam em baixa diante da perspectiva de política monetária mais restritiva. O Dow Jones caiu 0,02%, aos 53.559,99 pontos; o S&P 500 recuou 0,25%, aos 7.711,73 pontos; e o Nasdaq caiu 0,52%, aos 26.402,42 pontos.

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